<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387</id><updated>2011-07-07T20:06:09.183-03:00</updated><title type='text'>Blogger do Márcio Medeiros</title><subtitle type='html'>Espaço para ler artigos, pensar sobre o assunto apresentado e se manifestar, para que a idéia seja ampliada.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1667913156609139117</id><published>2010-04-09T18:25:00.001-03:00</published><updated>2010-04-09T18:25:42.875-03:00</updated><title type='text'>BBB10 - A Lição</title><content type='html'>Tenho procurado assistir a todas as entrevistas dos participantes do BBB10 para eu poder chegar a uma conclusão do que aconteceu. Ainda está estranho o programa de TV bater recorde de votação e não ir bem nas pesquisas de IBOPE, e ainda o vencedor não é a personagem mais simpática, ou pelo menos que se identifique com a população em geral. Nas edições anteriores esta empatia aconteceu. O vencedor era o queridinho da população e o comportamento dele dentro da casa era semelhante ao ambiente que a sociedade vivia na época. Mas o que aconteceu desta vez?
Tenho vários pensamentos. Não sei se pelo fato de eu estar lendo muito material sobre planejamento estratégico, tenho observado que os amigos de Marcelo Dourado foram bem organizados. Daí a explicação do recorde no número de votações, e o fato deste sujeito participar de seis eliminatórias e passar por todas com boa margem de segurança e ainda vencer a etapa final com recorde de aceitação. Chego a conclusão de que Marcelo Dourado planejou, disciplinou-se e procurou sair de todos os conflitos mais perigosos num relacionamento em grupo. Fez ar de tonto, bôbo, ignorante e muitas vezes até um pouco violento. Mas controlou-se.
Gosto do programa e procuro assistir sempre que possível, mas não como crítico contumaz, mas sim como mero observador, pois, noto que muitos dos acontecimentos que ocorrem dentro da casa, são semelhantes nas famílias, nos locais de trabalhos, nos clubes sociais, nas rodas de amigos e em qualquer grupo com mais de duas pessoas. Todos nós fazemos comentários semelhantes ao que assistimos na TV, ou até mesmo, temos comportamentos parecidos com uma das personagens. Percebo muita semelhança, e naturalmente vendo na TV ficamos confortavelmente assistindo, comentando e tirando conclusões. Diferente de quando somos a personagem do BBB no nosso dia-a-dia.
Aprendi que Marcelo Dourado não é nenhum exemplo de pessoa, caráter, comportamento e até de imagem. No entanto, ele nos mostrou que a disciplina, o poder de relacionamento, e a administração do comportamento alheio podem ser argumentos de sucesso. Não tenho nenhuma admiração por ele, afinal, torci muito pelo Cadu, que ficou em terceiro e perdeu feio a final. Até mesmo para a Fernanda, que demonstrou ser uma pessoa dissimulada o tempo todo. Mas tenho que admitir que esse Dourado roubou a cena e mesmo com o jeitão brucutu, fez com que as pessoas votassem a favor dele. Já não vimos isso nas eleições?
Acredito que os promotores do BBB devem avaliar melhor a forma de votação. Esse negócio de uma pessoa ter a possibilidade e a facilidade de votar quantas vezes quiser, parece-me não ser a mais correta e justa, pois aprendi que na votação do BBB não se trata do desejo da maioria e sim dos mais persistentes e amigos dos envolvidos. Admiro o programa pelo conteúdo e não pela fórmula de realização, pois, não concordo com muitos dos resultados das eliminatórias, tão pouco a final. Procurei desvencilhar o resultado do programa com o desejo da população, como insistiu por diversas vezes o lunático Pedro Bial.
Na final, ao abrir meu leptop e ver que o “Brasil era Dourado”, senti uma grande influencia do ditado: quanto pior, melhor. Talvez o resultado seja um sinal de que a população está cansada de assistir um programa que dure 10 anos com o mesmo formato. Diga-se de passagem, para um programa de TV durar uma década e faturar o que fatura, não pode ser considerado um programa duvidoso. Respeito isso, mas penso que a cada ano temos que fazer leituras diferentes sobre o desenvolvimento deste tipo de programa que pode ser conduzido de uma certa forma, porém, nada que seja considerado desonesto. Ou alguém acha que a TV Globo gostou do Marcelo Dourado ter vencido?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1667913156609139117?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1667913156609139117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/04/bbb10-licao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1667913156609139117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1667913156609139117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/04/bbb10-licao.html' title='BBB10 - A Lição'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-4797431487296884520</id><published>2010-03-11T18:21:00.002-03:00</published><updated>2010-03-11T18:21:53.126-03:00</updated><title type='text'>O amor de Zequinha e Mariquinha</title><content type='html'>Zequinha é um passarinho que a minha amada Liza ganhou de um de seus alunos. Quando chegou em casa ficou minutos tímido e depois passou a cantar todos dias, em todas as horas e em todos os momentos. Basta fazer barulho em casa, seja conversando ou através de qualquer aparelho elétrico, lá vai Zequinha cantarolar. Conquistou a nossa simpatia rapidamente e contagiou os vizinhos que não cansam de elogiá-lo, tamanha disposição para cantar a qualquer momento. Não existe uma só pessoa que não admire a performance dele em todos os sentidos, pois, ao cantar desenfreadamente, passa a chamar a atenção de todos pela melodia agradável que apresenta constantemente.
Diante desta simpatia toda não é preciso dizer que ele é um passarinho mimado. Minha sogra Cleusa, por exemplo, todas as vezes que vai em casa deixa ração, água e qualquer outro alimento para canarinho, a disposição do bichinho que ainda vai explodir de tanto comer. Chegou ao ponto, certa vez, de colocar água gelada para que Zequinha se refrescasse, esquecendo o tempo a mais na geladeira, colocando o bebedouro ainda em forma de gelo. Tomar banho então, é motivo de platéia cativa, tamanha algazarra que o animalzinho faz com muita graça e beleza. Coisas que somente a natureza pode explicar.
É percebido que Zequinha é o centro das atenções em casa. Impossível não notar a presença dele. Diga-se de passagem, é o único animal permitido e que durou mais do que o esperado. Foram tantos os peixinhos que tivemos, que em razão da curta existência, desistimos. Cachorro e gato, nem pensar. Por enquanto. Zequinha continua resistente a ponto de atrair outros pássaros do bairro, como rolinhas, pombinhas, pardais, bem-te-vi, beija-flor, e outros que não sei distinguir. Passo a enxergá-lo com certa liderança, mas depois caio na realidade que se trata dos restos da ração que ficam no chão. Mas a verdade é que Zequinha é o xodó da casa.
Com os preparativos para a chegada de Laura, nossa filhinha, Liza está se esforçando ao máximo em mudar comportamentos em favor de nossa herdeira. Vegetariana que é, passou a comer carne com menos raridade... Músicas, livros, revistas, sites, telefonemas, contatos e tantos outros afazeres de uma grávida, tudo em função de Laura que chegará em julho. Até Zequinha entrou no esquema. Liza quer que Laura curta-o e por isso tratou de arrumar uma companheira para que tenhamos uma família de canarinhos. Certo dia ela chega em casa com: Mariquinha. Uma canarinha lindinha, de plumagem amarela, redondinha, perninhas claras e um olhar todo angelical. Tenho a absoluta certeza de que Zequinha e Mariquinha tiveram o amor a primeira vista, que eu acredito muito, pois aconteceu isso quando vi Liza pela primeira vez e hoje considero-me o homem mais feliz do mundo em tê-la ao meu lado, e em breve ao lado de Laura, fisicamente.
Zequinha é outro pássaro depois da chegada de Mariquinha. Tenho a impressão que passou a cantar mais grosso, está mais agitado e o que é pior: ao lado de Mariquinha ele não canta. Impressionante como é fato quando seres masculino e feminino, se encontram, ambos passam a ter uma comunicação telepática, ou através da linguagem do coração e do amor. Comecei a prestar mais atenção nesse relacionamento entre canários. Já fiquei horas observando Zequinha e Mariquinha, que ainda estão em gaiolas separadas, mas em breve ocuparão as mesmas grades. Comecei a ficar aborrecido, pois aquela cantoria que eu adoro havia terminado. Zequinha só pensa em Mariquinha, igual a qualquer apaixonado. Talvez tenha se esquecido de cantar, pois, agora tem a quem admirar.
Fazendo uma analogia das relações amorosas, passei a ver que é sempre assim: quando estamos na fase da conquista somos poderosos, fortes, incansáveis e super exibidos. Ao conquistarmos a admiração do amado ou amada, passamos a viver em função da reação do outro. Com o tempo concluímos que isso não é o ideal, porém, é preciso passar por esta fase. Sempre percebi que casais perfeitos nos relacionamentos, tem um dos lados anulado, tímido ou superado. Num casal, sempre tem um que se deixa levar pelo amor do outro. É a lei da concessão. Não se trata de medir forças, mas sim de dar pouca importância a si, para o bem da relação ou por ter amor em ver o outro mais satisfeito. É a satisfação em ver o outro mais ou igual do que a satisfação própria.
Aprendi em dois casamentos que a tolerância, as adversidades, a reunião de famílias e a aceitação dos defeitos do outro são temas delicados que não podem ser discutidos a todo instante e em locais e momentos inoportunos. São assuntos que merecem cuidados, pois colocam a relação do casal em xeque e as vezes, por impulso, medidas são tomadas de forma precipitadas. Para desfazê-las pode custar uma vida. O bom senso, o equilíbrio e a essência do amor, que é a crença de que a vida é melhor sempre com boa companhia, são diretrizes que devem ser alcançadas pelos casais verdadeiramente apaixonados e que respeitam a limitação mútua.
Zequinha quando está longe de Mariquinha, ou quando não a vê, inicialmente ficava desesperado e cantava como um louco. Passei a separá-los, através de uma toalha entre os dois, e hoje ambos perceberam que estão tão próximos que não é preciso ver. Porém, Zequinha voltou a ser o nosso tenor, enquanto que a graciosa Mariquinha demonstra ter a tranqüilidade feminina em saber que, a noite, ambos estão juntos um olhando para o outro em pleno amor. Percebo então, que o amor deve ser curtido na plenitude, independente de som ou imagem. E assim passei a beijar muitas vezes uma barriga enorme que Liza vem carregando ultimamente, sem ver e sem ouvir a pequena Laura, mas sabendo que o meu amor é vivo. Passo acreditar que realmente o amor é cego, surdo e mudo. Trata-se de uma energia vital para quem quer ser feliz, basta ter o amor, mesmo sem ver ou ouvir. E eu sou muito feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-4797431487296884520?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/4797431487296884520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/03/o-amor-de-zequinha-e-mariquinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4797431487296884520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4797431487296884520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/03/o-amor-de-zequinha-e-mariquinha.html' title='O amor de Zequinha e Mariquinha'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-7848905674592838096</id><published>2010-02-18T19:48:00.002-02:00</published><updated>2010-02-18T19:49:18.796-02:00</updated><title type='text'>Unidos para um bom fim. Valeu!</title><content type='html'>Pelo segundo ano seguido participei do desfile das escolas de samba da cidade de Marília. O ano passado foi na ala do fogo e este ano na ala das águas. Confesso que este ano, as cores: azul, prata e branco com um pouco de dourado, foram mais animadas do que o vermelho, preto e dourado do ano passado. Mas a experiência foi interessante, pois, apesar do local ser o mesmo e com a mesma escola de samba, o grupo era diferente e o ambiente também mostrou-se melhor e mais agradável.
Não imagino quantas pessoas estiveram envolvidas neste trabalho, mas faço ideia do quanto deve ser trabalhoso. Os organizadores devem sofrer de angústia pela expectativa de quantas pessoas irão participar, pois, basta procurar uma fantasia na sede da escola e pronto. Não existe nenhum compromisso do folião ir. Desta vez chamei outros 15 colegas que engrossaram a ala, apesar de que alguns participaram de outro grupo da mesma escola. A diversão foi a mesma e a animação, na impressão que tive foi maior do que a do ano passado.
Observei, novamente, a excelente organização não só da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, como da própria escola, a Comunidade Cultural Bonfim (Unidos do Bonfim), apesar dos problemas que soube pelos jornais na quinta-feira. Notei que o carnaval de Rua não pode e não deve acabar e o Poder Público deve criar condições para que os grupos estejam incentivados a participarem, pois, no segundo dia do desfile cheguei a pensar que seria cancelado, por causa da chuva e por falta de pessoas. A chuva passou e o povo foi para Avenida em grande número assistir os desfiles. Isso é pura demonstração do fortalecimento cultural de uma comunidade.
Muitas pessoas perguntaram-me porque que eu fui as duas noites, participar dos desfiles. Minha família então, não se conforma de ver minha mudança de comportamento, pois sempre fui arredio a esse tipo de participação. A explicação é simples: Nunca fui de gostar de carnaval no salão. Considero abafado, bagunçado e um péssimo lugar para ficar muitas horas com os amigos, pois é impossível conversar. No entanto, gosto do entusiasmo, da animação e do ritmo. Com o carnaval de Rua eu vejo meus amigos, todos estão animados, o ritmo é mais vivo e o local é arejado e durante quase 60 minutos brinco o suficiente. Ou seja, excelente local para brincar o carnaval sem atropelo, riscos e bagunça.
Os amigos que convidei todos adoraram e querem repetir a dose no ano que vem. Assisti uma interação entre as pessoas muito grande, um ajudando o outro a arrumar as fantasias minutos antes de entrar na Avenida. Pessoas desconhecidas até então, e que mostravam cumplicidade. Observei pessoas, como eu, que não tem ligação alguma direta com a escola, preocupadas com o número de figurantes, em saber a letra do samba e como fazer para mostrar a escola bem. Isso chamou minha atenção e conclui que a partir do momento que você se encontra num ambiente bom, todos querem irradiar essa energia boa, independente dos interesses. Tenho certeza que 90% daquelas pessoas que convidei se quer souberam o resultado da apuração que aconteceu na quarta-feira de cinzas. Eu mesmo soube do resultado e dos detalhes, através dos jornais na quinta-feira.
Fiquei triste em ler que a Comunidade Cultural Bonfim pretende não desfilar no ano que vem. Fui testemunha de um comportamento elogiável das pessoas com quem tive contato na escola e imagino que seja assim sempre e desta maneira penso que aquelas pessoas queriam um fim bom para uma escola de samba que já foi campeã de Marília por três vezes, ou seja, faz parte da história do nosso carnaval. Desconheço os motivos que levaram a escola sucumbir, mas acredito que esta experiência não acabará por aqui. Outras oportunidades existirão, afinal pessoas como eu estão enxergando o carnaval de Rua com um outro olhar: sem críticas, preconceitos ou indiferença. Passo a ter um olhar de que realmente esses grupos são necessários para a comunidade que faço parte.
Meu envolvimento foi super agradável, mas agora vejo que foi triste, em razão de marcar o encerramento de uma possível participação da escola no Carnaval de Rua de Marília. Já não foi fácil desfilar sem a minha amada Liza, que ficou em casa assistindo pela televisão transmitindo nossa alegria a Laura que, mesmo ainda na barriga, certamente gostará de carnaval e em breve estará com o pai, a mãe e o irmão, festejando o carnaval na avenida. A superação destes meus dois sentimentos tristes e momentâneos, se devem ao fato de que vi que pessoas comprometidas com o simples desejo de participar, podem e fazem a diferença. Naturalmente que refiro-me a aqueles com que tive contato, pois, notei que eram necessárias quase 500 pessoas para manter a escola dentro do planejado, e isso não foi conseguido pelos dirigentes da escola.
A compensação foi verificar em cada rosto presente na Avenida, que o samba, aliado as cores e aos movimentos dos participantes, chamam a atenção de qualquer ser humano: novo ou velho, gordo ou magro, homem ou mulher, criança ou adulto. O povo gosta de assistir isso e existem pessoas que querem oferecer isso ao povo. Talvez falte um pouco mais de atratividade durante o ano, das chamadas escolas de samba, que na verdade são escolas da alegria, principal matéria prima de qualquer bem sucedida apresentação carnavalesca. A alegria de brincar eu verifiquei em dezenas de pessoas que se prontificaram a repassar às pessoas que estiveram na Avenida e que não sabem como fazer isso sempre.
Para mim, foi um bom fim da escola na Avenida, porque, mesmo sem saber que se tratava da última apresentação da escola no Carnaval da cidade, participei com alegria e descontração igual a muita gente. Como a perfeição não existe, e prova disso são as ausências da minha amada Liza e de meu filho Murilo desfilando comigo, quero acreditar que no ano que vem será melhor que este ano, que foi melhor do que o ano passado. Bonfim, 40 anos... valeu!!! Como diz a música que cantamos na Avenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-7848905674592838096?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/7848905674592838096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/unidos-para-um-bom-fim-valeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7848905674592838096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7848905674592838096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/unidos-para-um-bom-fim-valeu.html' title='Unidos para um bom fim. Valeu!'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1404757428824430324</id><published>2010-02-12T18:38:00.001-02:00</published><updated>2010-02-12T18:39:45.209-02:00</updated><title type='text'>A culpa é da natureza, porque não?</title><content type='html'>Existe um ditado que diz: Deus perdoa tudo, o homem as vezes e a Natureza nunca. Penso que é exatamente isso o que vem acontecendo com o planeta que registra inúmeras manifestações violentas da Natureza, que vem sendo agredida todos os dias há tempos. Não me surpreende ver chuva de areia na Austrália, o continente africano secando, além de Europa, América do Norte, Central e Sul cada vez mais desorientados quanto as estações climáticas do ano. Está tudo bagunçado por culpa de quem? Da natureza ou do homem? Claro que a resposta é óbvia, mas todos os dias a Imprensa em geral insiste em querer mostrar o homem como vítima, e não como culpado.
Fico comovido com o sofrimento da população, que sem alternativas, passa a construir as casas em locais impróprios, e ainda da forma como consegue sem qualquer preocupação, a não ser a de ter um abrigo. São os únicos que sofrem, pois o Poder Público tem o álibi ao argumentar que o local era impróprio e que a avalanche ou a enchente eram previsíveis. Mas não é só isso. É preciso ver nas entrelinhas o que isso pode estar sinalizando para a humanidade em geral. Muita neve, muita seca, muita chuva, terremotos, maremotos, tsunamis e tantas outras catástrofes que estão cada vez mais próximas e ameaçando a raça humana.
Não entro no mérito se o aquecimento global é uma verdade ou não, mas fico refletindo como é possível viver nas cidades sem sofrer a ameaça que estamos tendo. O solo cada vez mais cimentado sem local para escoamento de água, menos arborização e sem qualquer planejamento para se evitar desgraças. Chover sempre choverá e como será? Sol sempre haverá e como vai ser? Neve tem época certa e mesmo assim surpreende. Não consigo entender isso, e mesmo a Revista Veja explicando com riqueza de detalhes na edição desta semana, os motivos de tanta chuva, fico imaginando como podemos saber disso tudo e não estar preparado? Os cientistas, os técnicos ou os especialistas não sabiam disso tudo? O que foi feito? Nada? Isso sim, para mim, é irresponsabilidade, porque sabendo que tudo isso aconteceria nada foi feito. Quem sofre é o menos favorecido, sempre.
Vivendo num país tropical não percebo qualquer movimentação dos especialistas em fazerem algo para evitar tudo isso no ano que vem, no mínimo. É como se esperássemos passar tudo isso e imaginar que tudo voltará ao normal. Penso que isso não passará e será uma constante em nossas vidas e hoje precisamos imaginar que tudo isso pode acontecer a qualquer momento, e em qualquer lugar. Sol, chuva, vento, neve, terremoto e tantas outras manifestações da natureza devem ser previsíveis, pois tudo isso não acontece de repente, e nem se trata de qualquer punição divina. Sendo assim, por que nada é feito para evitar que seres humanos morram? Talvez o problema seja o ser humano e não a relação com a natureza.
Dá para dizer para uma família necessitada que não pode fazer uma casa na encosta de uma montanha? Dá para falar para uma família que não deve cimentar a casa toda? Dá para pedir para as pessoas plantarem árvores constantemente? Dá para dizer para a população não jogar lixo em qualquer lugar? Acredito que é o homem quem provoca tudo isso, e somente ele é o responsável. O que vem acontecendo é culpa nossa, que achamos cômodo culpar os Governantes (quando muito) e até a Natureza por toda essa confusão. Temos a inteligência e ao mesmo tempo a capacidade de por a culpa onde nos convém. A culpa agora é porque chove.
Vamos refletir sobre as mortes por causas das chuvas, do calor, do terremoto. Talvez seja possível fazer algo para que isso seja cada mais difícil de acontecer, e não com a facilidade como vem surgindo e a Imprensa registrando rápido e completo. A solução a meu ver está na solidariedade. Quando o ser humano preocupar-se em ajudar seres humanos isso será possível, diferente do egoísmo que é visto quando pessoas pensam em si e no máximo no estado de conforto da própria família. Vamos olhar para mais longe. Ao ficar preocupado com o bem estar de meu vizinho, por exemplo, posso combater a Dengue. Preocupado em arborizar o meu bairro, posso ajudar no combate contra o calor e na absorção da água no solo. Ao manter a minha Rua limpa, evito entupimento no bueiro. Ações simples que dependem de mim.
Talvez não sejamos capazes de evitar um terremoto, mas onde isso é possível acontecer nós sabemos e devemos esperar que aconteça e estar preparado para quando acontecer. Sei que é possível chover, então devo estar preparado para o escoamento da água que é inevitável. Prevendo o calor posso minimizar. A pergunta é: como posso fazer isso de forma coletiva? Sozinho será impossível e assim sendo, fico refém da coletividade. Percebendo que serei prejudicado pela impotência, o que posso fazer é questionar e quem sabe mais pessoas comecem a pensar que somente com ações inteligentes e comportamentos simples é que conseguiremos sobreviver, pois, do contrário estamos mesmo ameaçados, e chegará o dia que não poderemos colocar a culpa em outro. Ou estaremos só, ou não dará tempo de culpá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1404757428824430324?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1404757428824430324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/culpa-e-da-natureza-porque-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1404757428824430324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1404757428824430324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/culpa-e-da-natureza-porque-nao.html' title='A culpa é da natureza, porque não?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-6129354877868084</id><published>2010-02-03T12:03:00.003-02:00</published><updated>2010-02-03T12:03:39.296-02:00</updated><title type='text'>Meu nome é o meu maior patrimônio</title><content type='html'>Não gosto de apelidos. Sempre que observo uma pessoa mais conhecida pelo apelido, do que com o próprio nome, fico imaginando a reação de seus pais. Já observei que muitos apelidos são colocados pelos próprios pais, para compensar o nome complicado que deram aos filhos. Como se fosse um arrependimento. Esse assunto foi tema em minha casa recentemente, em virtude de eu e minha amada Liza, termos que escolher o nome de nossa filha que nascerá em julho deste ano. Ao completar as 15 semanas de gravidez, faríamos os exames de praxe e saberíamos o sexo do nenê e teríamos que ter um nome de imediato.Percebi que Liza ficou dias pensando no assunto e eu também, afinal, temos um relacionamento participativo em nossas vidas. Não pelo fato de ser um simples nome, mas por se tratar primeiro da expectativa em saber o sexo, para consequentemente optar por um nome. Antes, porém, passamos analisar as alternativas e chegamos a conclusão de que não se tratava de uma tarefa fácil, porque era preciso escolher um nome simpático e com significado. Logo de início Liza e eu descartamos uma série de nomes por terem semelhanças em nossas famílias anteriores. Passamos a procurar significados em nossas vidas em comum e chegamos a vários nomes, quando tomamos conhecimento de que o nome seria o primeiro e mais importante presente que daríamos ao nosso nenê, antes mesmo de nascer.Este presente será levado para toda a vida e assim sendo a nossa responsabilidade aumentou e as escolhas passaram a ter cuidados redobrados. Cuidado com possíveis apelidos, comparações com outras pessoas, facilidade de pronúncia e de escrita, fonética e até de pessoas conhecidas bem próximas. Sem contar as combinações das iniciais. Não foi fácil. Passei a ver esta decisão como algo tão sério, e mais importante do que saber o sexo. Comecei a viajar nas minhas imaginações, tentando antever problemas que poderiam existir e que nós não queríamos ser os causadores. Depois de algum tempo, Liza e eu chegamos a uma conclusão para um menino e para uma menina, passando a aguardar a definição do sexo para anunciar a escolha.Neste meio tempo reparei que o nome é o nosso primeiro patrimônio que herdamos e que procuramos mantê-lo sempre digno e respeitoso. Ninguém gosta de ter o nome em piadas, chacotas, comparações desagradáveis ou ser sinônimo de comportamento inadequado, ou até mesmo ser diminutivo ou aumentativo. Temos uma vida inteira na luta diária para mantermos um nome forte e respeitoso, herdados de nossos pais, daí a minha lamentação dos apelidos que naturalmente camuflam este presente familiar. Mas como manter o nome sempre respeitoso? Entendo que seja o resultado dos comportamentos diários da pessoa. Quando um nome vira grife, chega bem próximo da perfeição desejada, mas cada vez mais sensível e vulnerável fica, devido a exposição que passa a ter.O golfista Tiger Woods é um exemplo bem atual disso tudo. Sendo o primeiro atleta bilionário no Mundo, tinha o nome como sinônimo de tudo que era bom. Patrocinadores, fortuna, respeito, admiração, idolatria e que por um comportamento inadequado, descoberto e escancarado, vem perdendo tudo um ritmo frenético. Hoje ninguém, e nenhuma empresa, quer associar a marca ou a imagem ao nome de Tiger Woods. Isto nos ensina de que a busca pelo respeito com o nosso nome é constante e qualquer deslize tudo é colocado a perder drasticamente. Confirma também que os nossos comportamentos estão atrelados as nossas companhias, pois, somos avaliados pela sociedade em geral de acordo com o grupo social em que você faz parte.Assim sendo o bom nome que temos que manter é reflexo do comportamento adequado do nosso dia a dia. Liza e eu decidimos por Laura, uma menina. Este nome tem um significado importante para mim e para minha esposa, pois, nos consideramos vitoriosos pela determinação de anos lutando para concebê-la, e agora fomos premiados. Porém, não basta apenas o nome. Teremos que a partir de agora trabalhar na assistência à nossa filha para que tenha boa formação familiar e que tenha boas companhias, para que possa fazer boas escolhas.A decisão de um simples nome não consiste apenas em dar uma referência ao filho, mas sim, a primeira palavra para que a história de vida seja iniciada. Procuro sempre evitar os apelidos, porque imagino que esta mesma preocupação e dedicação que Liza e eu tivemos, todos os pais também passaram por isso. O nome tem significado sempre, seja pela existência de um antepassado, ou pela formação ou união de palavras que se tornaram simpática. Nunca tripudiei ao ver um nome esquisito, mas sim busco compreender os motivos que levaram pessoas adultas colocarem determinado nome em pessoas inocentes, mas que devem sentir-se homenageadas por alguma razão.Para aqueles que não gostam do próprio nome, razões devem existir mais do aspecto emocional e de relacionamento com os pais, o que justifica a atitude, pois, não deve ser fácil conviver com isso. De qualquer forma o respeito, a boa educação e principalmente a simpatia, sugerem que chamemos as pessoas pelos nomes e da forma correta, afinal, ao pronunciar o nome errado certamente a pessoa ficará magoada. Quer credibilidade maior do que ter um nome de respeito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-6129354877868084?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/6129354877868084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/meu-nome-e-o-meu-maior-patrimonio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6129354877868084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6129354877868084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/02/meu-nome-e-o-meu-maior-patrimonio.html' title='Meu nome é o meu maior patrimônio'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5121138369691694287</id><published>2010-01-28T17:45:00.001-02:00</published><updated>2010-01-28T17:46:55.986-02:00</updated><title type='text'>As lições do Haiti aqui...</title><content type='html'>Não deixo de ficar emocionado todas as vezes que vejo na televisão o desastre que aconteceu no Haiti e a luta pela sobrevivência que aquele povo mostra todas as vezes que uma equipe de reportagem aparece. Penso que seja impossível não se sensibilizar por tudo aquilo. Verificar como é possível um ser humano no século 21 viver naquelas condições e chegar a comportamentos dos mais selvagens para lutar por comida, água ou pelos seus bens que sobraram.
Admito que por muitos dias imagens fortes sobre o terremoto e a luta dos haitianos me incomodaram. Choro, desespero, mortes, crianças e velhos feridos, pais e mães desesperados pelo sentimento de impotência e principalmente o olhar profundo de cada um dos que sobreviveram, sem ter uma esperança a imaginar foram detalhes que muitas pessoas perceberam. Ao ver aquelas condições lamentáveis em que o povo do Haiti vive, fiquei a pensar como isto seria possível, ainda mais com um terremoto naquelas proporções? Como pode tanta desgraça acontecer num mesmo local? Que culpa aquele povo tem, por viver em condições tão miseráveis, e ainda sofrer um terremoto arrasador?
Não encontro respostas para estas perguntas, mas consigo transportar estas minhas indagações a uma realidade que está bem próxima de mim. Ao passar em locais periféricos da cidade em que vivo, começo a recordar as imagens que as emissoras de TV insistem em mostrar, do povo do Haiti, nos principais horários da televisão constantemente. Cheguei, certa vez, pensar que estavam falando do Haiti, mas era sobre as enchentes de São Paulo, as catástrofes de Paraitinga, e até mesmo fiz confusão sobre os acidentes em Agra dos Reis. Em um dia em que Marília foi vítima de um temporal, fotos nos jornais mostravam o estrago que a população mais carente de minha cidade sofreu, e eu imaginei que fosse o Haiti.
Lembrando da música de Caetano Veloso em que ele diz que o Haiti é aqui, passei a refletir a dimensão dos problemas. Assim sendo percebi que somente grandes nações podem ajudar o povo haitiano. Navios, aviões, carros, tanques (de água), exército (segurança), e ONGs especializadas em catástrofes é que são os meios emergenciais e que farão algo por aquele povo imediatamente. Minha ajuda é ínfima. Naturalmente se eu me unir a outros, pode ser que faça alguma diferença a longo prazo, mas penso ser incapaz de fazer algo pelo povo do Haiti a qualquer momento, mas posso fazer pelo povo de Marília ou de cidades próximas, ou até mesmo dentro do meu País.
Ao assistir uma apresentação de uma voluntária que esteve em Guayaquil, no Equador, fazendo parte de uma Missão Humanitária do Rotary International, enxerguei que a minha vocação de voluntário pode ser desenvolvida na comunidade em que estou. Ou até mesmo em regiões miseráveis dentro do meu próprio País. Senti que eu seria a diferença neste sentido, e que a minha simples presença (sem fazer qualquer coisa) poderia ajudar em algo. Ao ouvir a Lilian Moraes mostrar o quanto foi importante esta missão para o povo equatoriano, fui me enchendo de motivação para fazer algo por aqui mesmo, sem a necessidade de ir tão longe.
Vendo como o Haiti está transformando o mundo em nações humanitárias, e vendo o que o Rotary International é capaz de fazer sozinho, aprendi que ao dedicar-me em ações simples, práticas e dentro de minhas possibilidades, posso ajudar qualquer um em qualquer lugar. Tenho conhecimento que as famílias carentes de minha cidade são assistidas pelo Poder Público e por diversas instituições filantrópicas e assistencialistas, em que minha presença talvez fosse desnecessária, se eu a trocasse por donativos ou alimentos. Seria mais útil e menos trabalhoso.
Ao assistir o trabalho voluntário que foi feito no Equador, imaginei as regiões mais interioranas do nordeste, sul ou até mesmo no norte do Brasil. Imaginei os problemas indígenas até hoje mal resolvidas pelas equivocadas políticas públicas, ou até mesmo pelo antigo Projeto Rondon, que sempre tive idolatria em fazer parte, em que poderia ajudar com a minha simples presença e com a pouca experiência que adquiri na vida. Ou seja: não consigo ajudar o Haiti, mas posso ajudar o Brasil.
Estou colhendo informações de como fazer isso. Naturalmente sendo rotariano convicto, farei parte de uma Missão Humanitária que a organização que faço parte pretende desenvolver, graças ao entusiasmo desta moça, Lilian Moraes, da cidade de Rancharia, que vem contagiando as pessoas que prestam atenção na essência deste trabalho realizado por ela. Quando isto acontecer, sentirei a recompensa física, moral e espiritual de como é necessário e vital para a vida de qualquer pessoa, ajudar desconhecidos com o único propósito de ajudar, seja como for. Vendo o Haiti, a África, o Equador e tantos outros locais miseráveis deste planeta, vejo o quanto é importante dar de si antes de pensar em si, que a meu ver deve ser a única razão de nossa existência. Qual a importância que existe em viver sem ajudar o outro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5121138369691694287?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5121138369691694287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/as-licoes-do-haiti-aqui.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5121138369691694287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5121138369691694287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/as-licoes-do-haiti-aqui.html' title='As lições do Haiti aqui...'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5024633427921272122</id><published>2010-01-11T17:19:00.002-02:00</published><updated>2010-01-11T17:19:59.122-02:00</updated><title type='text'>As mães são mais importantes</title><content type='html'>Vivo uma experiência extraordinária. Serei pai pela segunda vez aos 43 anos de idade. Posso afirmar que é bem diferente do que ser pai com 20 ou 30 anos. A primeira experiência que eu tive em ser pai, na época estava com 27 anos. Foi maravilhoso, mas vivia uma outra situação e enxergava o mundo com um outro olhar. Hoje, mais tarimbado, reconheço que a experiência que adquiri será benéfica em todos os sentidos. Aos 25 anos de idade qualquer pessoa se considera capaz de mudar o Mundo, enquanto que próximo dos 50, nossas forças e entusiasmos são bem diferentes.
Mas esta gravidez é totalmente diferente da anterior. Primeiro que são com mulheres diferentes, e segundo que a experiência atual se trata de uma fertilização assistida. É a quinta tentativa que eu e Liza (minha amada) estamos vivenciando, e desta vez com pleno sucesso. Desde novembro nossas vidas são bem diferentes, e admito que a partir do momento que eu soube que seria pai novamente, algo muito desejado, esperado, planejado, investido e sonhado, considero-me outra pessoa. Passei a enxergar tudo em minha volta com outras cores, formatos e sentidos.
Pela idade avançada, pelo tratamento realizado e pela quantidade de ansiedade, certamente a gestação é totalmente atípica. Mas o que tem me chamado a atenção é que ao sentir-me grávido percebo a injustiça da natureza em centralizar tudo na mulher. O homem é um mero assistente, provedor e na maioria das vezes o causador de inúmeros problemas. O homem não tem nenhuma participação direta numa gravidez. Não sente dores, incômodos, tonturas, náuseas... não tem que tomar remédios, injeções ou ter que fazer exames periódicos e tudo mais. A função masculina é pura e simplesmente de qualquer ajudante, assistente, assessor, consultor, mensageiro e provedor.
Qualquer ação masculina neste momento não tem valor algum. Não tem reconhecimento, lembrança ou até mesmo consideração. É visto por todos como uma obrigação que não importa a condição financeira, cultural, profissional, social ou até mesmo intelectual do homem, ele tem a obrigação de fazer daquele jeito e pronto. Isso tem me colocado numa situação muito ruim, pois meu sonho era ter um envolvimento maior, uma participação mais efetiva e dividir esses problemas, que muitas vezes para uma mulher pode parecer muito. Nem palpites podemos dar.
Tenho que admitir que a mulher tem um papel muito mais importante numa família, do que a do homem. Ao gerar e parir um ser humano, está sendo o centro das atenções, das valorizações e principalmente de toda e qualquer consideração futura, afinal tanto a criança quanto a mãe não tiveram a oportunidade da escolha e a partir do nascimento a relação tem que ser valiosíssima, pois trata-se de uma amor e de um sentimento gratuito. A figura da mãe tem que ser santificada com razão, pois, passar por todas as dificuldades que a mulher passa durante esses nove meses é preciso ter reconhecimento de toda uma vida. Ao observar a luta que a Liza trava todos os dias, fico imaginando a injustiça que será se o nosso filho um dia destratá-la por qualquer razão.
Neste momento fico imaginando como fui cruel com minha mãe. Quantas dores de cabeça eu causei a ela, sendo que o sofrimento que ela teve para me gerar e parir foram incalculáveis, e não chegam se quer perto do que eu causei. Não há como se desculpar disso tudo, até porque, os erros cometidos são por desconhecimento. Ninguém erra por que quer, e sim por não saber. Mas a reivindicação que faço é para que nós, pais, possamos ser reconhecidos de que o nosso sofrimento solitário e sem reconhecimento social, passe a ser visto de outra maneira, pois ao ver a pessoa que amamos sofrendo, a gente sofre também pelo sentimento de incapacidade. Quando nós homens observamos a sobrecarga de tarefas maternas, sofremos por não termos a habilidade necessária para socorrer. Isto nunca é visto pelas mulheres.
Nós homens neste momento só podemos fazer uma coisa: prover. É tendo no caso, dinheiro para proporcionar conforto, tranqüilidade, segurança, bem estar e principalmente a promoção das melhores possibilidades para que tudo dê certo. Mas dinheiro não é tudo, afinal, na natureza não existe dinheiro, que é uma criação do homem. Nós homens temos que amar... e amar além do que nós somos capazes. Amar na essência, com tolerância, com cumplicidade, com ternura, com delicadeza, com silêncio e até com dúvidas, pois, a mulher, que é um ser imaculado, é capaz de sentir tudo que é de bom para um filho, o mesmo para com o marido, afinal dois se unem para formar outro. A palavra de ordem é: comprometimento.
Quer observar se um casal promove o amor, veja a qualidade dos filhos produzidos por eles. Os filhos nada mais são do que reflexo do sentimento que os pais depositam no dia a dia. Hoje eu entendo que para existir seres humanos adequados, é preciso que haja boa família. E isso não é fácil, pois homens bem forjados é preciso ter famílias bem estruturas e nossa sociedade caminha para um lado contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5024633427921272122?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5024633427921272122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/as-maes-sao-mais-importantes.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5024633427921272122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5024633427921272122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/as-maes-sao-mais-importantes.html' title='As mães são mais importantes'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-2493885264722957957</id><published>2010-01-04T19:34:00.001-02:00</published><updated>2010-01-04T19:35:35.047-02:00</updated><title type='text'>O medo da aposentadoria</title><content type='html'>Neste dias de muitas festas assisti uma cena que me chamou atenção por vários motivos. Meu cunhado vai se aposentar e ao invés de estar feliz, demonstrou muita preocupação. Estou com 43 anos de idade e nunca me passou pela cabeça chegar até a aposentadoria. Vou recorrer a previdência privada, pois certamente a do Governo não me é possível. Mas para meu cunhado não. Ele sempre recolheu a aposentadoria, onde trabalha também fazem o recolhimento e o que seria algo de muita alegria, percebi um tom de frustração e medo da parte dele.
Num primeiro instante imaginei a queda do ritmo de vida dele. Depois mudei de idéia em virtude de que cheguei a conclusão de que quem decide esse ritmo somos nós, e não nossa atividade profissional. Então, pensei que seria o fato dele deixar de fazer o que gosta, que no caso é ser dentista. Também mudei de idéia, até porque ele pode perfeitamente continuar a fazer os atendimentos numa quantidade menor. Cheguei a pensar que seria algum problema físico, mental ou até algo mais complexo distante de minha compreensão, porém, diante da cumplicidade que tenho com minha irmã, talvez eu soubesse de algo neste sentido. Então porque a preocupação?
Marotamente aproximei-me dele e na primeira oportunidade que tive toquei no assunto. Daí veio a explicação: meu cunhado Rolando Battistetti Filho, que vai se aposentar, não acredita na manutenção da aposentadoria por parte do Governo Federal. Puro descrédito político-administrativo. Nunca imaginei que meu cunhado, conhecido na família como “Rolagaiver”, numa referência aquele seriado da televisão “Profissão Perigo”, que tinha na personagem Macgyver, o solucionador de todos os problemas com engenhocas e improviso em todos os momentos, tivesse esse tipo de preocupação didática. Meu cunhado é capaz de resolver todos os problemas que existam. Da maneira dele, mas resolve. Será que, agora, aposentado ele vai deixar de buscar soluções para curtir melhor a vida? Será que ele deixa de ser solução para ser problema?
Se bem conheço meu cunhado (e olha que este grau de parentesco não é dos mais simpáticos), ele encontrará uma solução para esta situação que tornou-se uma tormenta na vida dele, pois, mesmo contribuindo para a previdência por longos anos, nunca achou que chegaria na melhor idade tão rápido. Ele já superou meio século de vivência e certamente terá outro meio século para ser o elixir da revitalização de nossa família. Afinal, com mais de 50 anos é de dar inveja a qualquer jovem, com o físico que tem, rapidez de raciocínio e agilidade incomuns, que certamente devem ser os problemas visíveis da aceitação da aposentadoria.
O descrédito do Dr. Rolando Battistetti Filho é igual a de centenas de milhares de brasileiros que sonhavam em ter uma qualidade de vida melhor, e passaram a ser visto como algo descartável por culpa de um Governo que trata muito mal as pessoas que acreditaram no programa desenvolvido pelos governantes. O preconceito, penso que seja ainda o problema maior, antes mesmo da péssima administração pública quanto a previdência social, e a desigualdade entre recolhimento e recebimento. Minha mãe Marlene, ao se aposentar encontrou uma qualidade de vida melhor, mas sem filhos. O marido dela, o figuraça do Arnaldo, esbanja sabedoria quanto a aposentadoria, pois aposentou-se muito cedo, e tenho certeza que meu cunhado, em breve encontrará a disposição e a coragem de assumir a idade, a nova fase da vida e a visão dos verdadeiros professores da vida, pois não será do ganho da aposentadoria que ele deixará de cuidar da família e principalmente de assessorar minha irmã.
Também não acredito na aposentadoria pública, por isso dou preferência para a privada, no entanto acredito que o dom maior é chegar bem a este estágio, afinal ninguém consegue ter vitalidade, disposição, saúde, inteligência, motivação, físico, e tantas outras necessidades simples que dependem de nós mesmos, por 100 anos. Isso mesmo 100 anos, que é a idade que temos que almejar. Existem exemplos de que é possível ser muito, mas muito mesmo, feliz com 60, 70, 80, 90 ou 100 anos. É uma questão de desejo aliado a conhecimento com disciplina. Isto pode ser chamado de Sabedoria Plena.
Talvez o que meu cunhado não percebeu é que será difícil se aposentar com qualidade de vida se continuar fumando. Mas este é um outro assunto, afinal, ninguém é perfeito e meu cunhado é prova de que não existe perfeição entre seres humanos. Relaxe e aproveite esta conquista “cunhadão”, pois não são muito que atingem a sua marca, e isso deve ser celebrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-2493885264722957957?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/2493885264722957957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/o-medo-da-aposentadoria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2493885264722957957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2493885264722957957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2010/01/o-medo-da-aposentadoria.html' title='O medo da aposentadoria'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-4986701296219436127</id><published>2009-12-07T12:45:00.000-02:00</published><updated>2009-12-07T12:46:25.074-02:00</updated><title type='text'>A Caminhada para o bem-estar</title><content type='html'>Sempre tive dificuldades em praticar qualquer tipo de esporte. Não que eu não admira, mas por não colocar a atividade física como uma de minhas prioridades. Meu cardiologista sempre exigiu isso de mim, bem como percebi meu peso elevar-se e já sinto que não posso mais remediar. Ao descobrir que serei pai novamente e agora depois dos 40 anos de idade, conclui que se quiser acompanhar o crescimento deste filho que nascerá, terei que estar bem fisicamente. Só por essa razão já sinto disposição, porém, fiquei envergonhado de ser obrigado a me exercitar por esse motivo. Eu deveria ter esta consciência antes deste novo fato.
Ao acordar de madrugada, horário que percebi ser o melhor possível em meu dia a dia, arquitetei um plano com relógios, roupas adequadas, cronômetros e desenvolvi um planejamento do percurso urbano. Caminho agora 40 minutos diariamente no bairro onde moro. Saio cedinho, e com o horário de verão, muitas vezes antes do sol começar a iluminar. Confesso que é muito complicado, mas percebo que meu corpo, além de gostar ele faz este tipo de exigência. Comecei então a procurar outros motivos para poder incluir este tipo de programação dentro dos meus afazeres cotidianos.
Já descobri técnicas novas de caminhar e tenho diminuído meu tempo a cada dia. Penso, inclusive em aumentar a distância em um novo percurso. O que tem me chamado a atenção hoje em dia não é o fato de caminhar e sim como será a caminhada. Em pouco tempo já identifiquei cinco tipo de pássaros existentes no bairro que me deparo diariamente; já sei onde os gatos dormem e quais os cachorros que existem no meu trajeto; veículos estão estacionados sempre nos mesmos locais, bem como as mesmas pessoas acordam naquele período e fazem coisas automáticas, como eu. Alunos, profissionais liberais, ou até mesmo os funcionários, também se levantam cedo. Como aqueles que levam os filhos para a escola e vão e voltam para casa ainda com cara de sono. Em breve será minha vez.
Hoje sinto falta disso. Os dias que não vou caminhar, seja por causa da chuva ou por culpa do relógio (essa é a melhor desculpa para não sair da cama), fico imaginando como foi o dia desse pessoal sem mim, pois, considero-me parte integrante deste processo de iniciação do dia, porque não me sinto diferente deles, em esperar que tudo isso aconteça automaticamente. Ao caminhar, fico esperando ver todos os tipos de pássaro, os gatos, os cachorros, as pessoas que limpam as frentes das casas ou levam o lixo para a Rua, os carros saindo das garagens e os empregados caminhando para o serviço. Quero acreditar que as mesmas pessoas que vejo, me vêem e esperam que eu passe por ali naquela manhã.
Descobri com isso a força que existe na frase: Bom Dia. Ao dizer isso cinco ou seis vezes logo no começo do dia, sinto que realmente meu dia será bom. Tornei-me dependente deste cumprimento que sempre achei um chavão filosófico de bons costumes, e que hoje sinto na prática como é importante e a força que tem. Mentalmente passo a dizer bom dia, ao longo da minha caminhada aos pássaros, aos gatos, aos cachorros e especialmente as pessoas, que neste caso é verbal. É como se eu caminhasse para isso: desejar e receber um Bom Dia. Foi então que percebi que este meu exercício não é apenas físico e mental: é também espiritual.
Não sei dizer quantos gramas eu perdi nesta caminhada, mas posso garantir o quanto eu ganho ao caminhar todos os dias, na esperança de que minha vida será longa, pois, o que mais quero neste momento é ter saúde para longos anos de prazer com minha família. Cada passo que dou é por mim e pelos outros, e cada satisfação que tenho, acredito compartilhar isso com outras pessoas e mais futuramente com mais pessoas, estando pessoalmente ao lado das que amo sendo saudável, feliz e realizado em ter aprendido mais uma lição que somente a vida oferece às pessoas que buscam conhecimento em tudo que lhe é oferecido. Hoje o exercício que faço é planejar a minha vida aos 50, 60, 70, 80, 90 e depois dos 100 anos de idade, pois caminhar tornou-se uma necessidade e vício espiritual. Minha caminha é para meu centenário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-4986701296219436127?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/4986701296219436127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/12/caminhada-para-o-bem-estar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4986701296219436127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4986701296219436127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/12/caminhada-para-o-bem-estar.html' title='A Caminhada para o bem-estar'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-803542499969013694</id><published>2009-10-16T14:57:00.001-03:00</published><updated>2009-10-16T14:58:36.422-03:00</updated><title type='text'>A paralisia infantil em breve atacará às nossas crianças</title><content type='html'>Ao observar o desinteresse da população em vacinar as crianças contra a paralisia infantil, começo a acreditar que em breve o Brasil voltará a ter casos de paralisia infantil registrados. Da mesma forma que a febre aftosa voltou, a dengue voltou, a gripe voltou e assim sucessivamente. Tudo por falta de envolvimento da sociedade e de doenças em que a mudança no comportamento humano é a maior arma contra esses vírus que matam. Fiquei decepcionado em ver que a Secretaria Municipal da Saúde teve que adiar por três vezes o encerramento da campanha, e mesmo assim não atingiu a meta de 100% de vacinação, tão pouco a meta aceitável pela Organização Mundial da Saúde. Uma vergonha.
Para quem não sabe de primeiro de janeiro a primeiro de julho de 2009, foram registrados 600 casos de paralisia infantil (poliomielite) em todo o Mundo, contra 714 no mesmo período de 2008. No total, o mundo contabilizou 1.652 casos de pólio no ano passado, e as estimativas para 2009 ficam em torno de 1.200 casos, mostrando que a doença continua recuando, diante de todo o esforço que os agentes de saúde, os rotarianos, voluntários, os médicos e enfermeiros se dedicam nesta causa.
Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), de primeiro de janeiro a primeiro de julho deste ano, tivemos 160 vítimas da paralisia infantil nos chamados países reinfectados. E que fique claro: a pólio hoje em dia é realmente considerada endêmica em apenas quatro países: Índia, Nigéria, Afeganistão e Paquistão. Mas para a minha surpresa, 15 países africanos, onde a doença vem sendo registradas, mesmo que com poucos casos, voltaram a ter a paralisia infantil como problema preocupante. Agora são 19 Países em que o vírus é uma ameaça.
O que assusta é que estes 160 casos contabilizados nos países reinfectados, neste primeiro semestre de 2009, já ultrapassaram a soma de todos os casos registrados nessas mesmas áreas ao longo de todo o ano de 2008, que foi de 146 casos, ou seja, em termos absolutos, a pólio está recuando, não há dúvidas, mas o vírus voltou a se alastrar, ainda que de forma tímida, em áreas onde já havia sido controlado. Não atingir a meta estabelecida para vacinar todas as crianças é uma ameaça para que este malefício volte a afetar seres humanos dos mais vulneráveis e que carregarão esta marca pelo resto de nossas vidas.
Como bem diz o médico ortopedista, Darci Cavalca, que faz uma série de palestras de alerta sobre a paralisia infantil, inclusive mostrando fotos chocantes da doença, não podemos baixar a guarda. A qualquer momento esse vírus pode chegar até aqui, em questão de horas, e se as nossas crianças não estiverem protegidas, serão vítimas da doença. Para que uma criança contraia a pólio, mesmo num país onde a doença é considerada erradicada, e onde a maioria absoluta da população está sendo vacinada, como é o caso do Brasil, basta que ela não tenha tomado a vacina e entre em contato com o vírus que só ataca seres humanos, ou seja, havendo os cuidados de saneamento básico, fica mais difícil do vírus sobreviver, porém, não são essas as nossas realidades no Brasil, no Estado de São Paulo e em Marília.
Ao observar a volta da Dengue, que apenas o comportamento humano pode combater o mosquito, e agora ver o que a Gripe está fazendo com a humanidade, passo a temer pela paralisia infantil que também depende da mudança do comportamento humano para ser evitada, seja nas políticas públicas de saneamento como o de vacinação. O primeiro caso, depende dos nossos governantes, mas o segundo não. Um pai ou uma mãe que não leva uma criança para ser vacinada contra a paralisia infantil deveria ser processada na Justiça como ameaça à sociedade como qualquer outro irresponsável é punido na Justiça Criminal, o que não me parece ser uma preocupação das nossas autoridades, que preferem multar e punir quem não tirou um título de eleitor do que um adulto que não protegeu o próprio filho e colocou em risco as demais crianças.
É lamentável o ponto que a ignorância humana chega. Sem contar os problemas que uma criança com paralisia infantil provoca na sociedade, além os dela próprio. Daí o pai ou mãe aparece com cara de piedade e boa parte da sociedade fica com pena da família. Concordo com o ato de solidariedade com a criança, mas defendo que o pai ou a mãe deveriam ser punidos por não terem se preocupados com o próprio filho, pois as campanhas de vacinação são amplas, gratuitas e estão cada vez mais próximos dos mais ameaçados.
Penso que chegará o dia que a campanha terá que ser em porta em porta. Mas para isso o vírus terá que voltar a ser um problema. Hoje é apenas uma ameaça, mas como dizem: é preciso que o mal aconteça para que providências sejam tomadas. Quando é que aprenderemos que a prevenção tem menos custo financeiro e logístico? Será preciso mais crianças morrerem ou serem vítimas da paralisia infantil para que a sociedade desperte? Enquanto que o problema não for seu, não se faz algo. Aliás, o que o amigo leitor ou leitora fez para que a campanha atingisse os 100% das crianças? Só levou para vacinar as próprias crianças? Acha que isso é o suficiente? É melhor do que nada, mas ainda não resolve. É preciso levar as próprias crianças e fazer com que outras sejam vacinadas também, senão os conceitos de fraternidade, conscientização social, humanidade, dentre outros, terão que ser revistos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-803542499969013694?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/803542499969013694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/10/paralisia-infantil-em-breve-atacara-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/803542499969013694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/803542499969013694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/10/paralisia-infantil-em-breve-atacara-as.html' title='A paralisia infantil em breve atacará às nossas crianças'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-6840555123754759330</id><published>2009-10-02T21:03:00.002-03:00</published><updated>2009-10-02T21:04:03.520-03:00</updated><title type='text'>Trabalhar em equipe chega a ser antiético</title><content type='html'>Assisti com atenção a entrevista do tricampeão mundial de Fórmula 1, o brasileiro Nelson Piquet, em defesa do filho, que foi o pivô do banimento do chefe da equipe dele, na época, Flávio Briatore, do automobilismo mundial. Recordo-me da batida no ano passado, mas sendo um carro de fórmula 1, naturalmente espera-se sempre algo destruidor. A preocupação sempre é se o piloto sofreu algum ferimento fatal ou não. Talvez todos os telespectadores até gostem de ver batidas, trombadas e quebras dos carros. Coisas que são anormais. Natural do ser humano, pois, o que é anormal sempre chama e chamará a atenção, até o fim dos tempos.
Considero o comentarista Reginaldo Leme, com quem tive o prazer de viajar junto muitas vezes quando ele acompanhava o futebol nos anos 80, um dos melhores e maiores especialistas do mundo, no que se refere automobilismo. Inclusive, ele é sobrinho de um ex-técnico de futebol, o folclórico João Avelino, aqui da cidade de São José do Rio Preto. A entrevista, conduzida por ele, foi muito fraca. Ficou nítido para mim, que Nelson Piquet, que nunca gostou de entrevistas, convidou Reginaldo Leme, que “dizem”, foi o primeiro a denunciar a trama de Briatore envolvendo Piquet Filho. Percebi que o tricampeão Nelson Piquet quis demonstrar que foi ele quem fez a denúncia e não o filho, inocentando o jovem piloto do que acontecera. Talvez tenha ficado pior, pois, se o menino aceitou e cumpriu, passa a ser parte envolvida. No entanto, sendo subordinado à Briatore, ele foi “obrigado” a fazer a manobra do acidente. Considero essa obrigação correta. Não entendo muito a questão de denunciar isso, depois que o dispensaram da equipe Renault.
Já assistimos comportamentos semelhantes. Um manda e outro obedece, ainda mais esporte da F-1. Barrichelo foi o campeão da submissão. Não tenho dúvidas de que se ele enfrentasse esse poder hierárquico, já teria sido campeão mundial, mais de uma vez. Ele é um excelente piloto. Mas, também, aceitou ordem do chefão e teve a carreira rifada. Senna e Prost fizeram isso mais de uma vez. O próprio Schumaker fez isso de forma até mais vergonhosa. Hamilton fez recentemente uma barberagem proposital, de olho no campeonato. E o Alonso, então? Fez coisas parecidas. Isto quer dizer que: na competição acontecem coisas estranhas, que a meu ver é o trabalho de equipe, ou seja, quando se trabalha em equipe atitudes antiéticas são possíveis? Não podem ser desta maneira.
Acompanhando o esporte por muitos anos, quando tive oportunidade de trabalhar na Rádio e TV Bandeirantes, Rádio e TV Record e Rádio e TV Gazeta, todas de São Paulo, vi coisas que me fizeram desacreditar em esporte profissional. Os resultados são maqueados, sempre que houver necessidade e que a maioria será beneficiada. No futebol, por exemplo, isto acontece, porém, muitas vezes o combinado dá errado, e daí a gente observa alguns absurdos em finais de título brasileiro ou estadual. Futebol não tem lógica e daí o combinado nem sempre dá certo.
Conheço pessoalmente o Nelson Piquet Filho. Quando eu acompanhava a performance do piloto mariliense João Barion Neto, nas pistas de Kart, vi esse garoto filho de um tricampeão subir em muitos pódiuns, sempre de forma educada, pois é uma pessoa super educada, mas que foi obrigado a obedecer o chefão Briatore, o que qualquer um de nós faria da mesma forma, como campeões mundiais já fizeram e muitos farão. Não é esta a observação que faço da entrevista. O que me chamou a atenção foi ver um pai, super correto em sua carreira, não aceitar esse tipo de situação, sendo campeão três vezes nunca aceitou e sempre peitou os chefões, e percebeu a situação ridícula do filho que tem um grande potencial para o automobilismo. Pai nenhum agüenta isso, sem fazer nada.
Piquet pai e Piquet filho não viveram juntos. Senti um pai desesperado em ajudar o filho, e promover um depoimento no Fantástico querendo ajudar o filho de alguma maneira, pois a palavra dele pesa no automobilismo mundial, como pesou. Espero que este episódio venha a unir pai e filho, como sempre deveria ser independente do que aconteceu com a família. Nada justifica a distância de um pai com o filho. Como disse a um grande empresário de Bauru, que me ligou estarrecido com a entrevista de domingo: Quem admira o tricampeão Piquet, continue admirando, pois, a entrevista foi o desespero de um pai, querendo que o filho tenha outra oportunidade. Que o filho cometeu um erro (que muitos cometem) e que aprendeu a lição: que no esporte é preciso ser mais do que campeão, e que muitas vezes, ao pensar na equipe agimos de forma antiética.
Constantemente a vida nos dá sinais estranhos que custamos a entender, e que no final dá tudo certo. Como diz o ditado: No final dá tudo certo. Se não der, é porque não chegou o final. Espero que Piquet pai e Piquet Filho estejam mais unidos, pois essa união vai nos trazer um super campeão de Fórmula 1. A tendência é que os filhos sejam melhores que os pais. Se forem bem preparados, todos com certeza serão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-6840555123754759330?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/6840555123754759330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/10/trabalhar-em-equipe-chega-ser-antietico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6840555123754759330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6840555123754759330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/10/trabalhar-em-equipe-chega-ser-antietico.html' title='Trabalhar em equipe chega a ser antiético'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8907135351954512251</id><published>2009-09-24T19:55:00.001-03:00</published><updated>2009-09-24T19:56:17.733-03:00</updated><title type='text'>ARTIGO - O que será que está acontecendo?</title><content type='html'>Fiquei assustado quando vi as imagens na TV da chuva de areia que invadiu a Austrália. De um lado, água. De outro, seca. E agora vem a areia. Passei a refletir o que pode estar acontecendo de tão sério para que a natureza reaja desta forma tão violenta. Seca, enchentes, degelo, tsunamis e outras formas terríveis de manifestações naturais, que não deixam de ser sinais para que o ser humano passe a prestar mais atenção no que vem fazendo com o Planeta Terra.
É cansativo dizer, mas há tempos que esta agressão vem sendo demonstrado de diversas formas. As denúncias são tantas que as imagens que aparecem na TV todos os dias, passaram a ser tão corriqueiras que nem prestamos mais atenção. Essa chuva de areia me fez parar para perceber isso. Tem gente que acha linda a imagem das geleiras se derretendo, ou até mesmo de áreas desérticas. Não tenho dúvidas de que tudo isso é um alerta de que é preciso fazer alguma coisa.
Coincidentemente os líderes de todas as nações estão reunidos na ONU, em New York, para falar sobre o assunto. Coincidência? Não acredito. A vida é feita de sinais, e pelo visto não estamos sabendo interpretar a reação da natureza. Acredito que os problemas que vivemos hoje, com chuvas exageradas, secas intermináveis, ventos cada vez mais velozes, e agora a chuva de areia nos centros urbanos, são demonstrações de que é preciso fazer algo para que tenhamos um Planeta Terra melhor para os nossos filhos. Mas o que eu posso fazer?
Sinto-me escravo de uma série de hábitos que não consigo mudar. Estou esta semana sem meu carro, que está na oficina graças a um motorista de caminhão desatento que me encontrou no caminho, e percebeu isso tarde de mais. Estou aleijado. Não consigo ir a lugar algum a pé, ou ficar na dependência do outro. Como posso viver sem um automóvel? Observo que este é o maior equipamento que tenho que ajuda acabar com a camada de ozônio, porém, tenho uma dependência umbilical com este equipamento que não consigo viver sem. Será que eu me desfazendo do carro ajudaria em algo, para preservar o Planeta Terra do super aquecimento? Penso que não.
Mais uma vez chego a conclusão que sozinho não posso fazer nada. Achei interessante a manifestação do Dia Internacional Sem o Carro. Justamente na semana que fiquei, inteirinha, sem meu carro. Que horror. Acredito que terei que pensar em outra forma de ajudar, pois o pouco que tenho acesso, sempre chegarei a conclusão de que minha ação é infinitamente pequena, da necessidade que o Planeta pede. Mas farei minha parte: vou procurar utilizar cada vez menos o meu automóvel. Vou ressuscitar minha bicicleta, comprar um tênis muito bom e investir nas caminhadas... epa!?... desta maneira posso aproveitar e perder uns quilos de gordura, melhorar minha condição física e revitalizar meus hormônios. Vi vantagem.
É sempre assim: é preciso ter vantagens para promover mudanças de comportamentos radicais. Ao investir na saúde poderei fazer a minha parte para diminuir o aquecimento global que por conseqüência agredir menos a natureza. E mais: com a diminuição do uso de meu carro, passarei a investir menos em manutenção do veículo, ou seja, tenho inúmeras vantagens caso eu me proponha ajudar a diminuir o aquecimento global. Assim sendo, vou procurar investir em mim, que ajudarei o Planeta Terra. Mas espere ai? Então quer dizer que eu investindo em mim, ajudo o Planeta? Como sou burro mesmo... Mas será que sou o único?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8907135351954512251?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8907135351954512251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/artigo-o-que-sera-que-esta-acontecendo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8907135351954512251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8907135351954512251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/artigo-o-que-sera-que-esta-acontecendo.html' title='ARTIGO - O que será que está acontecendo?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1705817991898359371</id><published>2009-09-15T21:34:00.001-03:00</published><updated>2009-09-15T21:35:29.669-03:00</updated><title type='text'>Pensei que não fosse possível, mas é</title><content type='html'>Impressionante como todos nós custamos a acreditar em algo que nos é falado da boca para fora. Sempre ouvi dizer que em determinados países a conscientização no trânsito era diferente no Brasil. Sabe aquelas histórias de que o brasileiro é o pior motorista do mundo e que os estrangeiros é que são maravilhosos? Pois bem. Estive recentemente na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, e tive a oportunidade de testemunhar algo surpreendente: motorista de carro brasileiro com consciência e educação no trânsito. Isto quer dizer que eu pensava que não fosse possível ver isso, e acabei vendo e participando do fato.A cidade de Gramado é encantadora. Nada é parecido com qualquer cidade paulista. A arquitetura é diferente, o clima é especial, as ruas e calçadas devidamente planejadas, lojas encantadoras, flores.... muitas flores.... e em todos os lugares... realmente é uma cidade nada brasileira. Dois detalhes que me chamaram muita atenção: semáforos e fios elétricos suspensos. Simplesmente não existem. A Avenida principal, chamada de Borges de Medeiros, é a mais longa, a mais larga e a que reúne os principais estabelecimentos comerciais. Toda nivelada, sem um semáforo e todos os fios (elétricos e de telefonia) embutidos.Pode parece coisa de arquiteto, ou urbanista maluco, mas realmente a impressão é outra sem aquela teia de fios em todos os postes de Rua. A impressão que se dá, aqui no Estado de São Paulo, é que tendo poste é para pendurar fios. Seja qual for: cordas, fios elétricos, telefonia, TV a cabo, iluminação e por ai vai. Em Gramado o poste tem somente lâmpadas. Todos eles são padronizados, e ainda de uma forma que a arquitetura da Rua absorva de forma natural, sendo imperceptível na visão do cidadão.Uma cidade em que o turismo é o principal produto do município, taxi e carros especiais de transporte são muito comuns transitarem para lá e para cá. Existe até um restaurante que oferece uma “limusine” para buscar os clientes e levá-los de volta. Diante de tanto carro, imagina-se que qualquer cabeça de bagre é o motorista. Engano. Os que eu tive oportunidade de conhecer, eram todos bem educados, solícitos e sempre demonstrando interesse em ajudar e auxiliar no que fosse preciso. Uma simpatia a toda prova.Numa das corridas entre o local do evento que fui e o hotel, peguei um taxi e conversava com o motorista durante o trajeto. Enrolei, até perguntar: “Esta cidade não tem semáforo?”, para minha surpresa o rapaz respondeu: “Não”. Curioso que eu estava, indaguei: “Porque não?”. Pacientemente o motorista, sem se irritar e sem olhar com aquele pensamento que me acusara de imbecil, respondeu: “Aqui a gente acredita que povo educado não precisa de semáforo”. Não foi preciso me dizer mais nada. Entendi perfeitamente a mensagem e parabenizei não só ele pelo comportamento, mas a forma dele pensar.Realmente em Gramado (em Porto Alegre também percebi isso), quando o pedestre pisa na Rua ou Avenida, o motorista reduz ou pára o veículo. A velocidade não é exagerada e existe tempo para tudo, sem a necessidade de buzinar ou gritar. Fiquei impressionado com o comportamento e a forma de pensar neste sentido daquelas pessoas, pois já assisti em São Paulo e até mesmo na cidade de Marília, cenas bárbaras de pura selvageria.Ainda não acreditando que havia percebido isso, pensei que fosse algo de minha imaginação e ainda contaminado com o entusiasmo e ansiedade que me acompanham em todas as viagens que faço. Ao encontrar Liza, minha esposa e amada, ela faz o mesmo tipo de comentário que o meu, mas antes que eu pudesse lhe contar a experiência que presenciei. Se eu que sou um “búfalo”, percebi isso, imagine Liza, que mais parece uma “borboleta”. Conclui que o comportamento do motorista é comum naquela cidade e região, o que me faz crer que seja possível um dia enxergar isso nos motoristas paulistas.Para aqueles que ficaram pensando o que eu fazia sozinho no Taxi? Respondo de imediato: Enquanto eu participa do evento, Liza foi conhecer todas as lojas da cidade, e para minha surpresa não comprou quase nada. Pensei que isso não fosse possível, mas é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1705817991898359371?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1705817991898359371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/pensei-que-nao-fosse-possivel-mas-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1705817991898359371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1705817991898359371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/pensei-que-nao-fosse-possivel-mas-e.html' title='Pensei que não fosse possível, mas é'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8671404933817172130</id><published>2009-09-09T16:53:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T16:54:10.071-03:00</updated><title type='text'>Não é possível viver sem Internet</title><content type='html'>Sei que muitas pessoas podem não concordar comigo, mas a cada dia que passa percebo que a Internet chegou para ficar e fazer parte de nossas vidas. Ao participar recentemente de um evento específico sobre comunicação na Web, em São Paulo, fiquei surpreso ao notar que este comportamento a cada dia que passa está se tornando um hábito comum entre os seres humanos. Vejo que as facilidades de comunicação estão cada vez mais intensas e só não se comunica de forma rápida, direta, prática e objetiva quem não quer ou quem não sabe. O fato de não querer é uma alternativa, mas não se comunicar por não saber, é algo preocupante.
Fico assustado toda vez que ouço de uma pessoa, conhecida ou não, que afirma não gostar de computador e Internet. Neste mesmo instante, passa em minha mente se aquela pessoa é normal ou não, pois, como é possível viver bem sem lidar com tudo isso? Pode parecer meio neurótico, mas não consigo imaginar uma pessoa que não tenha conhecimento de Internet, ou lidar com um computador para troca de e-mails, ler sites e fazer pesquisas. Essas pessoas que afirmam não gostar, ao avaliá-las melhor percebo que existem outras dificuldades no dia-a-dia daquela pessoa, e a afirmação de que não gosta, na verdade é de que desconhece o trato com tantos equipamentos.
Ao ouvir a professora Elizabeth Nicolau Saad Corrêa, uma autoridade em comunicação digital, tive a certeza de que somos obrigados a entender todos esses mecanismos, por bem ou por mal. Melhor que seja por bem, pois desta forma o que seria uma briga com a máquina, passa a ser algo prazeroso. Carolina Frazon Terra em seu livro: Blogs corporativos – modismo ou tendência? Comenta exatamente sobre esta comunicação direta e mais informal com diversos públicos. Orkut, Faceboock, Twetter, MSN, e tantas outras ferramentas de Internet, são instrumentos que precisaremos saber manipular para poder nos comunicar de forma adequada.
Ouço dizer que as páginas de relacionamento na Internet são perigosas. Uma faca também é perigosa, porém serve para passar manteiga no pão, até matar uma pessoa. Depende da forma como utilizá-la. Não acredito que um site pessoal seja perigoso, mas o que nada vida não é perigoso? Carro? Avião? Bebida? Cigarro? Comida? Respirar? Enfim, para andar para frente é preciso se desequilibrar, e assim sendo, como diz a propaganda do famoso jornal: o que movimenta o mundo são as perguntas e não as respostas.
Amigo leitor nunca diga que não sabe mexer com Internet, que não gosta de computador e que não se liga muito para as páginas de relacionamento. Você pode ser caracterizado como uma pessoa ignorante. Não saber usar telefone celular para enviar mensagens, também é outro indicativo que você faz parte do passado, e por tudo isso, pode não ser levado a sério. Assim sendo, esforce-se. Procure entender, manipular e até utilizar essas ferramentas de comunicação que são espetaculares, e tenho certeza de que a partir do momento que você começar a entrar no “Mundo da Net”, você encontrará amigos, pessoas iguais a você e saberá interagir com os seus defeitos virtuais e verás que para evoluir é preciso fazer muitas coisas de que não gosta e que talvez traga até uma certa dor... Que essa dor não seja de indiferença, pois se todos navegam pela Internet, você vai querer ficar fora disso? A Internet não tem volta, sendo assim, passe a aceita-la e enfrente mais esse desafio. Tenho certeza que vai gostar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8671404933817172130?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8671404933817172130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/nao-e-possivel-viver-sem-internet.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8671404933817172130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8671404933817172130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/09/nao-e-possivel-viver-sem-internet.html' title='Não é possível viver sem Internet'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-714493595705116502</id><published>2009-08-26T19:29:00.002-03:00</published><updated>2009-08-26T19:31:11.981-03:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro continua lindo</title><content type='html'>Tive a oportunidade de visitar recentemente as cidades de Volta Redonda e o Rio de Janeiro. Novamente fui me apresentar numa de minhas palestras e retornei mais encantado do que fui. Não conhecia a cidade de Volta Redonda, que detém o título de: a Cidade do Aço, em razão da usina da CSN ter uma grande influência naquele município. Além de fazer novos amigos fiquei encantado com a beleza da cidade, a organização e a qualidade das pessoas. O Rio de Janeiro, como diz a música de Gilberto Gil: continua lindo. Estive na capital do Rio há 20 anos atrás, nas minhas andanças pelos campos de futebol de todo o Brasil, quando fui cronista esportivo da capital paulista. Mas por falta de cultura e conhecimento na época, não pude aproveitar este período para conhecer as capitais e cidades que tive oportunidade de visitar como eu deveria. O Rio de Janeiro é mais conhecido por mim, pela televisão do que pessoalmente, pois conhecia muito bem o trajeto do hotel até o estádio, e só.
Ao lado de duas pessoas iluminadas que tive o prazer de conhecer em Volta Redonda, Mara e Carlos Freire, fui apresentado a uma série de locais da cidade do Rio de Janeiro que só conhecia por fotografia, filmes e comentários. Pude perceber o motivo de chamar a cidade do Rio de Janeiro, como a Cidade Maravilhosa. Admito que eu pensava que se tratava de marketing, de propaganda e de pura campanha da TV Globo em favor do Rio de Janeiro, do que a realidade pura e simples. O Rio de Janeiro é simplesmente maravilhoso por um conjunto de situações que pude sentir e perceber nos dias que passei.
Os meus cicerones me levaram em muitos lugares com riqueza de explicações e demonstrações. O que eu adorei é que eles além de mostrarem para mim o local, falavam sobre ele. Senti muitas saudades da companhia da Professora Rosalina Tanuri, a historiadora de Marília, nesta ocasião, pois sempre que é possível conversamos a respeito da história das cidades. No entanto, vi ruas e avenidas largas, calçadas planejadas, prédios encantadores, muita arborização, limpeza, pavimentação boa, e uma receptividade incomum do carioca. Aliás, penso que a simpatia do Rio esteja no trato do carioca. Como eles sabem ser simpáticos e receptivos. Todos com quem abordei fui muito bem atendido.
Conheci o centro da cidade e fiquei assustado com aquelas ruas estreitas e ainda com paralelepípedos e em alguns casos até amedrontado ao passar por pequenas arestas entre um prédio e outro, cenas que eu via na televisão, mas achava se tratar de exagero de minha parte. Realmente muito do período do império é possível ser visto nos dias de hoje no centro do Rio de Janeiro, bem diferente do que observo no centro da capital paulista. As travessas do Rio de Janeiro são diferentes de São Paulo, sem contar a arquitetura que é incomparável em solo fluminense.
Devo dizer que adorei conhecer este lado do Rio de Janeiro. Sei dos problemas sociais e econômicos que a cidade e o estado enfrentam, mas penso que seja o preço que pagam pela falta de planejamento. Aliás, ao conversar com várias pessoas formadoras de opinião naquela cidade, senti a existência de uma certa diferença entre o carioca e o fluminense. Resquício de um preconceito ainda do período em que o Rio de Janeiro era a capital federal, apartada do estado, sendo unificada de forma obrigada e sem muita explicação.
Percebi a existência de um movimento no sentido de tornar o Estado do Rio de Janeiro de um único povo, o que para mim, pode ser a explicação de tanta indiferença que senti entre determinados segmentos do interior com a capital. Mas fora este aspecto político, quero dizer que o Rio de Janeiro conquistou mais um admirador. Tenho dúvidas se fui influenciado por pessoas apaixonadas pela cidade, ou até mesmo, por companheiros que defendem o Rio de Janeiro por tudo que é mais sagrado, mas quero concordar que a cidade encanta qualquer pessoa que esteja disponível a admirá-la. Pode ser que o diferente nisso tudo seja eu, que estive aberto para receber o Rio de Janeiro como deveria ser, afinal, a cidade faz parte da história do nosso País, e isso é inquestionável. Enxergo, a partir de agora, o Rio com outros olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-714493595705116502?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/714493595705116502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/rio-de-janeiro-continua-lindo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/714493595705116502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/714493595705116502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/rio-de-janeiro-continua-lindo.html' title='O Rio de Janeiro continua lindo'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1845068664305081068</id><published>2009-08-20T10:55:00.001-03:00</published><updated>2009-08-20T10:56:34.261-03:00</updated><title type='text'>É preciso saber se relacionar com computadores</title><content type='html'>Não tenho a menor dúvida de que ainda seremos classificados como sendo do grupo que sabe mexer em computadores e os que não sabem. Tive uma experiência muito interessante esta semana e senti profundamente como a ignorância em lidar com computadores é dolorosa. Fui convidado para uma palestra em Blumenau, em Santa Catarina. Mais de 700 quilômetros de distância, e como meu filho está morando em Curitiba, resolvi ir de carro para passar um dia com ele no sul do País. Eu e Liza (minha esposa) nos arrumamos e nos preparamos, e a minha ansiedade era maior em estrear uma viagem com o GPS de navegação.
Confesso que meu primeiro erro foi achar que a máquina faria tudo por mim. Percebi que ela só faz aquilo que está programado, como eu não tive muito tempo de estudar o manual, resolvi arriscar. Fiz as operações básicas e fomos para estrada. Até Curitiba não haveria problema, pois, conheço a estrada e já fomos várias vezes. Meu receio era para o período após Curitiba. Não sei por qual razão só tinha em mente a estrada BR 116 para Blumenau. Ao chegar em Curitiba a máquina pedia para eu fazer um caminho e eu resolvi ver as placas, como antigamente. Não deu outra: eu e o GPS passamos a não nos entender mais.
A irritação se dava em função de que a máquina me pedia para fazer uma manobra e eu não fazia, pois seguia a placa da BR 116. Depois de admitir que estava perdido, pois as placas sobre Blumenau sumiram e de irritar-me com o GPS que me contrariava, resolvi informar-me na Polícia Rodoviária, e descobri que estava quase 200 quilômetros de distância de Blumenau, que teria que seguir a BR 101 e não a 116. Por eu não estudar o caminho e não ler o manual do equipamento, sofri para entender que todo e qualquer computador foi criado para servir, desde que a pessoa saiba o que quer. Neste caso eu não sabia manusear bem a máquina e tão pouco conhecimento do caminho que eu tinha que percorrer.
O ensinamento maior foi de que as relações humanas sempre prevalecerão. As máquinas certamente vão facilitar nossas vidas, mas é preciso que nós saibamos manipular o equipamento. De nada adianta ter e não saber usar. Nada adianta ter a tecnologia a disposição, e ser resistente ao uso da máquina para a melhora na qualidade de vida. Das vezes que tive que perguntar para uma pessoa onde eu estava, senti que a abordagem humana ainda é a melhor, mas é possível ter ambas. Nada impede de eu ter o GPS, devidamente programado, e ainda manter contato com outras pessoas.
Depois de devorar o manual de instrução e decorar o mapa do caminho de volta, foi quando senti o prazer de ser assessorado por um computador. O mesmo prazer de utilizar um computador, leptop, câmara digital, microndas, aparelhos de DVD, CD, MP3, celular e tudo mais. Esses equipamentos servem para que tenhamos qualidade de vida, e não estresse, raiva, nervosismo ou sentimento de ignorância. O GPS será incorporado em nossas vidas da mesma forma que outros equipamentos essenciais nos dias de hoje, por isso, não adianta resistir: aprenda a manuseá-los senão irá sofrer, e muito.
Esta viagem com o GPS proporcionou a mim e a Liza, mais tempo para conversarmos durante o trajeto que foi prolongado, conhecemos lugares que não estavam no programa, bem como tivemos a sensação de que nestes momentos ruins, nos aproximamos mais ainda, afinal, os problemas também servem para unir pessoas, mesmo elas se amando mutuamente como o nosso caso. Tenho certeza de que esta viagem para Blumenau nunca será esquecida por nós, por várias razões, mas esta parte do uso inadequado do GPS foi a parte que será diferente e certamente a mais engraçada.
Chego a conclusão que temos que enfrentar essas barreiras tecnológicas. Nunca diga que não sabe ou que não gosta, pois isso pode deixar você naquele grupo de “analfamicros”, ou seja, os analfabetos de microcomputadores. Veja como um desafio, pois, enfrentar uma máquina ainda pode ser divertido. Hoje eu domino o GPS, e para ser sincero sinto-me melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1845068664305081068?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1845068664305081068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/e-preciso-saber-se-relacionar-com.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1845068664305081068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1845068664305081068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/e-preciso-saber-se-relacionar-com.html' title='É preciso saber se relacionar com computadores'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-4196384160862739905</id><published>2009-08-07T18:18:00.001-03:00</published><updated>2009-08-07T18:20:17.899-03:00</updated><title type='text'>Restabelecida a ordem em favor da saúde contra o cigarro</title><content type='html'>Considerei excelente esta nova lei estadual contra o cigarro. Imagino o quanto será complicado fiscalizar ou até mesmo conscientizar de que se trata de algo bom. Afinal, o perfil do fumante é ser diferente dos demais, e assim sendo será complicado manter esse relacionamento pacífico entre os fumantes e não fumantes. Eu já criei muita confusão por causa disso, e já me indispus com colegas sobre o assunto. Naquela época, certamente fique em situação inferior, pois, o antipático fui eu, que me manifestei contra o exagero do cigarro.
Num mundo em que quase tudo é permitido, percebo que esta lei demonstra que os seres humanos estão melhorando. Nunca gostei de cigarro e nunca tive qualquer intenção de ser fumante. Meus pais sempre me educaram no sentido de que cigarro não faz bem. Cresci vendo que isso era uma verdade e sempre procurei mostrar minha rebeldia de outras formas. Também nunca fui de beber álcool, ou seja, minha contestação como jovem sempre foi na argumentação e nos comportamentos pautados dentro de regras sociais e familiares e tendo o respeito e a hierarquia como sendo indiscutíveis.
Penso que esta forma como minha mãe, Dona Marlene, me educou é motivo de eterna gratidão, pois, com todas as dificuldades que ela teve para educar três filhos, após ser viúva precocemente, nem eu e meus irmãos buscamos no cigarro ou na bebida qualquer alento. Sou da geração saúde, e felizmente vejo que meu filho Murilo, segue este pensamento, sendo um excelente atleta da natação brilhando nas piscinas de Curitiba e do Brasil.
Lamento pelos meus amigos e colegas que fumam. Terão problemas a partir desta lei que dá muitos poderes para os não fumantes. No entanto, fico feliz que isto aconteça, pois trata de mais uma demonstração de que o cigarro faz muito prejuízo à saúde. Pessoas que amo muito, que fumam, me deixam frustrados com este tipo de comportamento. Meu amor por eles não aumenta nem diminui por causa disso, afinal, também tenho meus defeitos e vícios, e sinto-me amado por eles. Porém, o cigarro é algo que está sendo colocado como inimigo número dois da humanidade, sendo as drogas ilícitas como a do primeiro posto. Televisão, Cinema, Esportes, Lazer estão rapidamente abolindo o cigarro de participação.
Penso que a Lei Estadual contra o fumo se não for o penúltimo golpe contra este vício maldito, certamente será o antepenúltimo, pois o último é a morte. Minha frustração é de observar que pessoas intelectualizadas, de mentes privilegiadas utilizam o cigarro como um dos prazeres. Nunca entendi isso, apesar de respeitar. Sempre coloquei esta questão como fraqueza, mas normalmente a gente esconde as fraquezas, enquanto que os fumantes sentiam até prazer em mostrar que fumam, e que de forma aberta diziam que eram fracos. Hoje vejo que muitos se envergonham, e agora além de sentirem envergonhados serão incomodados.
Pode parecer radical, mas acredito que este tipo de proibição é benéfica, dentro das regras de subsistência dos seres humanos em se manterem vivos cada vez mais. Digo isso, porque fumar é uma opção e as conseqüências são inevitáveis. Pior: comprovadamente de que faz mal para quem fuma e para que não fuma e fica perto. Assim sendo, vejo esta proibição como um respeito para quem não fuma, ou seja, a ordem foi colocada de forma correta. Quem quer fumar e se auto prejudicar, que faça isso longe daqueles que querem ser saudáveis, sem a ameaça da nicotina.
Acredito que os fumantes terão seu gesto de fraqueza agora escondidos, como qualquer outro comportamento que temos. Não acredito que esta lei acabará com o fumo, porém, diminuirá a prática de fumar. Que passemos a ter leis iguais a esta do fumo com: bebida, som, ambulantes, panfletagem, guardadores de carro, flanelinhas e tantos outros comportamentos que ameaçam a nossa qualidade de vida. Sem esquecer do eterno combate às drogas ilícitas, que continuam sendo a inimiga número um da humanidade, e nem por isso estão diminuindo. Vamos continuar vigilante contra a ameaça número dois, que também pode não acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-4196384160862739905?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/4196384160862739905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/restabelecida-ordem-em-favor-da-saude.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4196384160862739905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4196384160862739905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/08/restabelecida-ordem-em-favor-da-saude.html' title='Restabelecida a ordem em favor da saúde contra o cigarro'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1466486997248518123</id><published>2009-07-31T18:20:00.002-03:00</published><updated>2009-07-31T18:22:15.296-03:00</updated><title type='text'>Minha Experiência de ator</title><content type='html'>Fui convidado pelo meu colega Renato Vernaschi, do Grupo Eximia, a participar de um filme institucional de uma grande indústria alimentícia da cidade de Marília. Foi de surpresa o que para mim tem mais importância ainda, pois, não acredito no acaso. Recordei meus tempos de estudante quando fiz parte do Getamp – Grupo Estudantil de Teatro Amador de Marília – Promove; quando eu e alguns colegas que estudavam no Colégio Promove (Objetivo) fizemos algumas peças teatrais. Foi um período muito gostoso de minha vida que sinto muitas saudades pelos amigos, pelo ambiente e por ter sido muito bom para minha formação.
Admito que fiquei muito apreensivo em participar deste filme. Não sabia absolutamente nada o que encontraria. Não tinha conhecimento de enredo, texto, marcação de cena ou coisas do gênero. Se quer sabia o produto que seria filmado. Cheguei a imaginar que, talvez, nem desse certo e ficaria por isso mesmo. Tive que cancelar alguns compromissos o que ficou pesando em minha cabeça, do ponto de vista de ter trocado tempo importante por tempo ocioso. Com todo respeito aos meus clientes, mas foram tempos preciosos de aprendizagem. Conheci novos amigos, nova empresa, e estive ao lado de pessoas inteligentes e de áurea iluminada. Foram momentos mágicos que acrescentaram em minha vida.
Mas o que chamou minha atenção nesta experiência de pseudo ator, foi de ver o profissionalismo necessário num trabalho cinematográfico. Quantos equipamentos são precisos. Quantas pessoas conhecidas e anônimas são importantes para a busca da perfeição, aliando a técnica, o conhecimento, o sonho, o desejo e principalmente a arte de buscar a beleza e a harmonia de ações e poses. Fazia idéia da complexidade do trabalho, relembrando os tempos quando trabalhei na TV Record, TV Gazeta e na TV Bandeirantes, mas na área jornalística. Mas era outra época, décadas de 80 e 90, e a tecnologia evoluiu muito neste sentido, mas a busca do ser humano pela cena perfeita ainda, parece-me ser algo inatingível pelo ser humano desta área profissional.
Conheci a atriz Silvana, que ficou protagonizada pelo excelente trabalho que realizou no Programa Bambalalão, da TV Cultura. Ela é do ramo e foi quem fez a diferença, por que eu fui apenas protagonista. Não disse uma palavra o tempo todo. Só apareci fazendo o que me pediram para fazer. Os dois jovens, Matheus e Letícia, que participaram comigo, são umas graças e deram um brilho especial no filme, porque a idéia é de uma família (fictícia) utilizando produtos de uma fábrica de biscoito. Cenas na casa, no escritório e na hora do café-da-manhã. Tudo muito agradável, divertido e harmonioso. Nada de estresse, tensão, irritação ou coisas do gênero. Foram momentos muito agradáveis.
Passei a verificar que realmente qualquer tipo de produção cinematográfica, seja filme para propaganda, institucional, ou até mesmo como arte, como tem que ser caro mesmo. É muito detalhe para se preocupar. Os artistas devem ganhar muito mesmo, porque não é fácil desempenhar esse tipo de papel. Além disso, percebi a necessidade do conhecimento técnico, acadêmico e principalmente o emocional. Trabalhar nesta área deve ser difícil mesmo para um profissional do ramo, e passo a entender porque poucos dão certos e muitos fracassam. Compreendi a necessidade de que em TV tudo é imagem, e verifico que nem todos que trabalham em TV percebem isso.
Meu amigo Renato Vernaschi não faz idéia o que ele proporcionou a mim. Foram tantos os comentários que tive das fotos que coloquei no Orkut, que até conhecidos bem distantes fizeram comentários. Isto me fez pensar que: toda atividade de encenação chama a atenção de qualquer pessoa, pois, não se trata de nenhuma novela, nenhum comercial de TV, ou até mesmo pegadinha. É um filme institucional, apenas, mas que antes mesmo de ser editado, já me proporcionou excelentes momentos. Estou ansioso de ver a obra pronta.
Esta minha experiência me fez enxergar a importância dos detalhes, a busca pela imagem perfeita e ainda mais a sintonia de uma equipe numerosa de pessoas em busca do mesmo ideal: fazer o que for possível para fazer bem feito. Sinto-me recompensado pelo tanto que ganhei e desfrutei, pois, novamente aprendi que a harmonia pode e deve unir as pessoas. Não tenho dúvidas de que isto aconteceu para mim, como um sinal de que as oportunidades (das mais diferentes) aparecem em nossas vidas espontaneamente. Basta sabermos aproveitá-las da melhor forma possível: natural. Eu aproveitei e mais uma vez me diverti e aprendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1466486997248518123?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1466486997248518123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/artigo-minha-experiencia-de-ator.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1466486997248518123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1466486997248518123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/artigo-minha-experiencia-de-ator.html' title='Minha Experiência de ator'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5691986793466826113</id><published>2009-07-21T11:11:00.003-03:00</published><updated>2009-07-21T11:13:17.981-03:00</updated><title type='text'>Dia do Amigo, ideia de um rotariano</title><content type='html'>Dia 20 o mundo inteiro comemorou o Dia do Amigo. Admito que inicialmente pensei que fosse mais um tema apelativo para promover as vendas no comércio em geral. Cheguei a comentar certa vez, numa reunião na Associação Comercial de que esse dia não era tão forte, a ponto de ser uma campanha promocional de uma cidade inteira. Puro engano. Realmente a palavra AMIGO tem uma penetração muito grande no conceito entre as pessoas. É de um significado tão grande, que poucas pessoas são capazes de dizer mais do que três ou quatro nomes de pessoas que mereçam o termo AMIGO. Aprendi, então, que o dia tem um significado muito grande.
Da mesma forma que faço com outras datas comemorativas, também refleti sobre este dia do Amigo. Primeiro quis saber de onde surgiu, e para minha surpresa descobri que um rotariano foi o autor desta comemoração celebrada em mais de 100 países, inclusive no Brasil. A data marca a chegada da nave Apollo 11 à Lua, em 1969, e por isso foi escolhida pelo rotariano Enrique Febbraro, sócio do Rotary Club de Once, Argentina, do Distrito 4890 do Rotary International. Ele escolheu este marco histórico para a humanidade como forma de simbolizar a amizade universal. E realmente faz sentido, pois, pelo que soube foi a única vez no Mundo que as pessoas se concentraram em três seres humanos independentes de credo, raça, nacionalidade, poder econômico ou coisas do gênero, e a torcida pelo sucesso foi unânime.
O fim da Segunda Guerra Mundial e a fundação das Nações Unidas foram sugeridas para marcarem o Dia Internacional do Amigo, mas muito bem lembrado por Enrique Febbraro, são datas relacionadas a violência. A criação do Dia Internacional do Amigo rendeu ao rotariano duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz. Tudo a ver com essa organização mundial, presente em 210 Países que tem na Paz e a Compreensão Mundial seus principais focos de ação em favor da humanidade. Fiquei orgulhoso quando descobri isso, pois, como ser humano passei a verificar o dia com maior importância, e como rotariano de verificar que uma simples ação pode mudar os destinos de diversos países. Tenho a absoluta certeza que muitas pessoas se desarmaram espiritualmente ao receberem um Parabéns pelo Dia Internacional do Amigo.
Certa vez ouvi do vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Mauro Celso Rosa, de que amigo é tão raro que temos que guardá-los na palma da mão, que por sinal, é formada por cinco dedos que podem significar as cinco letras da palavra Amigo. Achei engraçada a colocação que ele fez, porém, ao pensar melhor notei que em toda a minha vida sempre pude contar com no máximo cinco pessoas, com o mérito de eu considerá-las como AMIGA. Fiz um esforço muito grande e notei que tinha dificuldade de encontrar uma quinta pessoa para formar esta equipe de anjos da guarda.
Para ficar mais fácil, comecei a relembrar pessoas importantes que passaram em minha vida e notei que sempre chega perto de cinco. Não mais que isso. Pessoas que da mesma forma natural, fizeram parte de alguns capítulos de minha vida, e que estão guardadas em minha memória e até hoje sinto falta das presenças delas. São aquelas pessoas que por mais que o tempo passe, a gente não sente que o tempo passou. Quando percebo isso agora, vejo que essas pessoas são especiais, mas atualmente a definição de amigo passa a ser bem complicada.
Fica difícil distinguir quem é amigo, colega, conhecido e companheiro. No Rotary International nós dizemos que companheiro é aquele que compartilha um propósito com a gente, enquanto que o amigo é aquele que tem intimidade de pensamento e comportamento. As definições de colegas e conhecidos são mais distantes, e penso que o amigo se confunde mais com o companheiro. Assim sendo, passei a relacionar as pessoas que estão em minha volta e me deparei com uma série de questões, do tipo: o que seria essa tal de intimidade? Ai a coisa ficou mais complicada, mas de qualquer forma, verifiquei que são muitas as pessoas que tenho que eu poderia defini-las como amigas.
Foi preciso no Dia Internacional do Amigo eu parar alguns minutos e ver que uma de minhas maiores riquezas é ter um grupo grande e seleto de amigos, pois, se é algo que sempre cultivei nesta vida é a amizade, e neste Dia do Amigo, rendo minhas homenagens àqueles que são meus amigos, pois sou capaz de ter várias mãos, e centenas de dedos. Uma vez rotariano, sou capaz de ter muitos amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5691986793466826113?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5691986793466826113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/dia-do-amigo-ideia-de-um-rotariano.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5691986793466826113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5691986793466826113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/dia-do-amigo-ideia-de-um-rotariano.html' title='Dia do Amigo, ideia de um rotariano'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-2935383819421563883</id><published>2009-07-14T20:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-14T20:20:15.794-03:00</updated><title type='text'>As decepções que as pessoas dão são presentes de ensinamento</title><content type='html'>Ao longo dos meus 42 anos de idade já percebi que é possível converter mágoa em lição de vida. Fiz uma reflexão de todas as decepções que tive e percebi que foram ensinamentos valiosos em que eu pude evoluir ainda mais como ser humano. Naturalmente que não gosto de me decepcionar com alguém, mas notei que aqueles que por alguma razão causaram (ou tentaram) me frustrar, me prejudicar ou até mesmo me derrotar, foram os que mais ajudaram no meu crescimento como pessoa. Então pensei: se essas pessoas são as que mais me ajudaram, o que devo pensar daquelas que eu gosto e me ajudam diariamente?
A diferença que percebi entre um grupo e outro é que aqueles que eu tenho contato diariamente, que sinto um sentimento bom por essas pessoas, elas me ensinam de forma agradável, enquanto que o outro grupo me dá lições de vida de forma traumática. Não considero nenhum dos dois como ruins, apenas diferentes no sentimento que eu passo a nutrir por aquela determinada pessoa. Não devo compará-las, pois são pessoas de comportamentos diferenciados e antagônicos. Mas de qualquer forma é preciso dar o devido valor a essas pessoas que sempre estão em nossos caminhos.
Tenho por hábito não ignorar quem quer que seja. Sempre acredito que todas as pessoas são capazes de ensinar algo, seja de forma verbal ou não. Aprendi muito com as pessoas anônimas, muitos dos comportamentos adequados que adotei e muitos dos comportamentos que jamais utilizarei. Daí, talvez, minha fixação por novelas, filmes, teatro e este tipo de manifestação pela expressão, seja corporal ou facial. Desta forma, todos aqueles que um dia pensei que me prejudicaram, na verdade eles me ensinaram, ou seja, aprendo com todos que estão em minha volta: todos são meus professores.
Existe aquela situação que a pessoa por mais sem vergonha que seja, a gente gosta. Vamos deixar de lado a questão sexual. Refiro-me naquela pessoa que a gente sabe que não é aquelas coisas, mas que a gente sente algo bom por aquele ser. Tenho um grupo grande de pessoas assim. Inclusive, hoje vejo que já fui prejudicado por isso, mas que valeu a pena. Mas a decepção que qualquer pessoa pode nos causar, deve ser levado como um sinal de que a vida está nos mostrando que é chagada a hora de rever conceitos e passar a ter um outro tipo de comportamento.
Não existe nada melhor nesta vida do que pode falar, tocar, compartilhar e até conviver com pessoas ao nosso redor em que nós podemos olhar de forma profunda. Tenha a certeza de que a Vida é capaz de nos mostrar o certo e o errado. Sempre que me deparo com esta situação, ou seja, quando passo a olhar nos olhos da pessoa que me decepcionou e ela se esquiva, tenho a certeza de que eu fiz aquilo que era possível ser feito sem o sentimento de querer prejudicar.
Sempre defendi o pensamento de que ninguém erra por que quer. As pessoas comentem erros por não saberem o que é o certo. Erram por não terem a menor noção de que estão cometendo um erro e que a vida mostra isso através de sinais ou por situações difíceis. É evidente que existem casos patológicos causados por pessoas anormais. Estou observando grupos de pessoas normais e analisando a maioria, daí eu excluo os casos excepcionais.
Resolvi escrever sobre isso, pois, uma pessoa que gosto muito e que compartilhou comigo mais vitórias do que derrotas ao longo de cinco a seis anos, e que sempre fiz o que eu podia fazer para ajudar esta pessoa, o marido e a filha, surpreendeu-me de uma maneira mesquinha, maquiavélica e até certo ponto egoísta. Comportamentos que não vejo nesta pessoa, pois, recuso-me a imaginar que eu tenha sido enganado tanto assim, mas como dizem que o amor é cego, passo a enxergar (agora) que as coisas não eram como eu pensava.
Mesmo frustrado com esta pessoa, porque via nela um potencial de ser humano muito grande, passo a respeitá-la mais ainda, em virtude dela ter me ensinado a ver a vida e as pessoas de outra forma, de uma forma mais evoluída e possível no Mundo que vivemos hoje. Assim sendo, quero agradecer-lhe por ter passado em minha vida e me ensinado mais uma lição. Lição que jamais esquecerei, como muitas que tive em minha vida de forma agradável (a maioria). Desejo que ela aprenda a lição que estamos estudando juntos, pois do contrário ela continuará sofrendo, porque eu não sofro mais. Já aprendi a lição. Obrigado amiga, mais uma vez, você mostrou para mim o caminho melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-2935383819421563883?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/2935383819421563883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/as-decepcoes-que-as-pessoas-dao-sao.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2935383819421563883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2935383819421563883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/07/as-decepcoes-que-as-pessoas-dao-sao.html' title='As decepções que as pessoas dão são presentes de ensinamento'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-6534741799394142159</id><published>2009-06-30T20:16:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T20:17:44.300-03:00</updated><title type='text'>O que aprendi com Michael Jackson</title><content type='html'>Tenho certeza que as pessoas da geração dos anos 60, como eu, ouviram milhares de vezes as músicas que serão eternizadas de Michael Jackson. Da mesma forma que o mundo se assustou e se encontra assustado com a morte deste ícone da música internacional, ainda estou estarrecido pelo que tenho visto e ouvido. Quando fui operador de áudio de uma emissora de rádio em Marília foram muitas as vezes que eu colocava as músicas de Michael Jackson para atender pedidos, bem como para curtir. Nos programas que eu apresentava o cantor liderava as preferências. Não tem como esquecê-lo. Mas não foi por isso que Michael Jackson marcou minha vida.
Com a morte dele são inúmeros os programas de TV que mostram com riqueza de detalhes a vida do artista. São várias as reportagens especiais mostrando como ele foi e como morreu. É neste momento que a gente observa como uma pessoa do nível de Michael Jackson era infeliz. Nos últimos dias passamos a ver a transformação que ele promoveu no próprio corpo e na vida, e os altos e baixos numa carreira artística invejável. Passei a refletir nos últimos dias como uma pessoa pode chegar na condição que ele chegou tendo tudo e não tendo nada.
A dança, os arranjos musicais, o cabelo, a maquiagem, a forma de falar, e principalmente as roupas que usava nos shows e fora deles. Michael Jackson chamava a atenção no visual num primeiro momento, depois pela música que compunha e produzia, e naturalmente pelos escândalos que protagonizou. Tudo na vida dele chamava a atenção. Será que uma pessoa consegue sobreviver a tudo isso? Porque as pessoas procuram chamar a atenção de qualquer forma? De que forma você, caro leitor, chama atenção dos outros? Devo dizer, que o desejo de chamar a atenção, parece-me natural em qualquer pessoa, pois sempre queremos a atenção e fazer com que as pessoas percebam a nossa existência.
Na verdade tenho uma tristeza muito grande quando vejo e ouço sobre a vida de Michael Jackson. O exemplo que ele deixa, no meu ponto de vista, é de que devemos tomar muito cuidado com a exposição. Procuremos fazer tudo bem feito, mas sem exagero. O que adiantou o sacrifício que ele teve ao longo da vida, brigando com irmãos, pai, e tendo uma vida isolada? O que ele queria ao se transformar numa pessoa nada original? Fico imaginando o que ele sofreu para chegar onde chegou, e não ter valido a pena.
Sempre que vejo uma pessoa com um penteado estranho, uma tatuagem diferente, um piercing visível, uma argola na orelha ou no nariz, ao conversar com esta pessoa, ela em determinado momento diz que é tímida. Como assim? Tímida? Volto a questão da exposição exagerada. Ouvi Michael Jackson dizer que era tímido. É estranho imaginar uma pessoa como ele se achar tímida. Talvez tenhamos que tomar um cuidado especial com pessoas deste gênero, pois mostram e falam o que não são, e daí todo o discurso de Michael Jackson, a meu ver, cai em descrédito e não consigo acreditar na inocência dele em todos os escândalos e passo a duvidar, até mesmo, do que ele fala sobre a vida que teve.
De qualquer forma Michael Jackson foi um exemplo para mim, de como não devo agir. Gosto da obra musical que ele proporciona para a humanidade, mas não concordo com as escolhas que ele fez. Admiro a obra, mas não o autor. E neste instante passo a verificar que todas as pessoas que atingem o status que Michael Jackson atingiu, são pessoas estranhas, de famílias dilaceradas, de comportamentos duvidosos, e de exemplo de pessoas que conseguiram a riqueza e a pobreza nos mesmos níveis. Será que esta é a sina dos “fora de séries”? Pode ser que sim, pois, toda a genialidade que uma pessoa é capaz de agüentar, ainda é muito para saber equilibrar-se. Talvez seja uma escolha: ser gênio ou ser medíocre (sem relevo; comum, ordinário, vulgar, mediano, meão)?
Mas a conclusão melhor que cheguei, foi de ver que faltou a ele boas companhias. Tenho certeza que se ele tivesse boas pessoas ao lado, ele seria uma pessoa melhor. Se ele tivesse pessoas do bem, dando bons conselhos, ele erraria menos. Se ele tivesse sido amado pelo que é e não pelo que tinha e representava, com certeza, a vida dele seria melhor. Assim sendo, ele confirma para mim, que as companhias são tudo na vida de gênios e medíocres. Vovó já tinha razão: diga-me com quem tu andas, que lhe direi quem és... Michael Jackson me convence na obra, mas não no que fez, falou e tentou passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-6534741799394142159?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/6534741799394142159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/o-que-aprendi-com-michael-jackson.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6534741799394142159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6534741799394142159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/o-que-aprendi-com-michael-jackson.html' title='O que aprendi com Michael Jackson'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-4764284954977378352</id><published>2009-06-24T12:26:00.001-03:00</published><updated>2009-06-24T12:27:27.103-03:00</updated><title type='text'>Onde está o quarto poder?</title><content type='html'>Muita gente tem me perguntado sobre o lamentável comportamento da Suprema Corte em não reforçar a necessidade do diploma de jornalismo para desempenhar as funções de jornalista profissional. Mal tinha refletido sobre a revogação da Lei de Imprensa, e agora vem essa situação desconfortável para vivenciar. A decepção é natural diante daqueles que amam a profissão de jornalista. Sinto-me frustrado, mas em nenhum momento tenho observado a manifestação dos veículos de comunicação sobre o assunto. Tenho visto reclamações, desabafos, lamentações e somente a mobilização dos profissionais, que naturalmente, são os diretamente atingidos de forma prática, juntamente com os acadêmicos. Mas e os veículos de comunicação que são atingidos de forma moral? Não vão defender o fortalecimento do profissional básico para o bom jornalismo?
Ao ser questionado por minha família sobre a situação, afinal tenho uma sobrinha que está cursando a Faculdade Cásper Líbero, na disciplina de Jornalismo, em São Paulo, percebi a revolta de minha irmã e cunhado, e a decepção de minha mãe que sempre esteve envolvida com jornalistas, pois meu pai e meu irmão também estão inseridos nesta atividade que praticamente é a base original da família Cavalca Medeiros. Pois bem, procurei mostrar a eles que o tempo é que mostrará se esta medida foi positiva ou não, apesar de verificar que até o momento não encontrei uma só pessoa que fosse favorável a este comportamento terrorista do Supremo Tribunal Federal.
Não estou desesperado. Sinto que seja um momento de transição com tantas mídias aparecendo de forma muita rápida. Só para se ter uma idéia, a cidade de Marília passou a contar com cinco jornais diários em menos de três meses e com quatro canais de emissoras de TV de sinal fechado. Sem contar os inúmeros portais na Internet. Ou seja: mercado jornalístico em plena ebulição. Não entro no mérito se é muito ou pouco, se é bom ou ruim, ou coisas do gênero. Penso que quanto mais meios de comunicação tivermos, melhor a condição de análise da situação a população terá. O foco deve estar no público e não nos meios de comunicação.
O que me surpreende é que Emissoras de Televisão e Empresas Jornalísticas não tomaram partido desta situação. Não tenho dúvidas que se o chamado Quarto Poder se posicionasse favorável a exigência do diploma, o STF dificilmente tomaria esta posição, e sem medo de errar: Senadores e Deputados já teriam gritado em favor da moralização jornalística. Mas a quem interessa isso? Aos veículos poderosos que passam a buscar mais maquiagem nos telejornais, rostos bonitinhos nos programas, vaquinhas de presépios nas redações e qualquer outro tipo de pessoas que se submeta a fazer o que patrão quer, para aparecer na mídia? Aos políticos que terão cabeças-de-bagres nas coberturas do Senado, das Câmaras, dos Tribunais e por ai em diante? Menos investigações, menos questionamentos, menos denúncias, menos inteligência com o trato da notícia.
Tenho a certeza de que esta situação vai virar. O ano que vem (2010) é ano político. Será a primeira vez neste País que vamos ter uma eleição sem a Lei de Imprensa e sem profissionais gabaritados. Será uma meleca, e os tribunais vão trabalhar muito e muitos políticos serão orientados por oportunistas. Eles não perdem por esperar, e verão que o profissional de comunicação é fundamental em todo o processo de educação, orientação, instrução e informação em geral para qualquer pessoa ou empresa que queira se posicionar de forma positiva junto a sociedade.
Colegas jornalistas não se desesperem. Tenho certeza que este momento é necessário para que sejamos mais valorizados, pois como diz o pensamento: depois que perdemos algo, que não parecia importante, é que passamos a dar valor. Será preciso aguardar a gritaria, as brigas, os problemas e tudo mais, para a sociedade perceber que informação desorganizada é um excelente instrumento para bandidos, pessoas nefastas e empresas sem escrúpulos. Os veículos de comunicação terão textos, fotos, filmes, reportagens sempre em tom duvidoso, sem contar que aparecerão mais jornais, mais rádios, mais emissoras de TV e tudo mais. Será ruim não selecionar as equipes de trabalho, e por conseqüência ter um trabalho duvidoso.
Novamente os jornalistas mostrarão o caminho para a adequação, pois, em nenhum momento questionou-se a liberdade de expressão, e sim a forma, o exagero e os desmandos destas expressões. Liberdade há de existir, mas com responsabilidade que somente um especialista pode oferecer, do contrário será a autêntica libertinagem. Se existe o Quarto Poder, que ele se manifeste agora para não ser cúmplice e perder o respeito dos profissionais que o mantém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-4764284954977378352?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/4764284954977378352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/onde-esta-o-quarto-poder.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4764284954977378352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4764284954977378352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/onde-esta-o-quarto-poder.html' title='Onde está o quarto poder?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-2987233713126231506</id><published>2009-06-15T19:52:00.001-03:00</published><updated>2009-06-15T19:52:45.548-03:00</updated><title type='text'>O Poder da Fixação</title><content type='html'>Sempre acreditei que a nossa mente é capaz de coisas espantosas. Sei que conhecemos bem pouco sobre o potencial deste órgão que considero fantástico pela capacidade de fazer só o que nos faz bem. Mas admito que muitas vezes sou surpreendido com situações que muitas vezes ficam sem explicações naturais, coerentes e que somente partindo do princípio que a nossa mente ainda é pouco explorada, é que aceitamos fatos estranhos.
Já tinha percebido que todas as vezes que estou querendo algo, procurando alguma coisa que pretendo adquirir, tudo em minha volta passa a destacar este produto. Por exemplo: quando a gente quer comprar um carro e temos a preferência de um modelo ou marca, mas ainda estamos naquele processo de finalização do negócio, é impressionante como todos os carros da cidade se transformam naquele modelo pretendido. O que normalmente não se via com regularidade, passa a chamar a atenção pela quantidade.
É assim com carro, casa, roupa, acessório ou qualquer produto que desejamos muito. Quando a gente imagina ter algo, mas que por alguma razão ainda não temos, a impressão que eu tenho é que essa imagem fica fixada em nossa mente fazendo com que a nossa atenção seja voltada para essa imagem. Ou até mesmo que conduza para que a gente observe essa imagem em locais que normalmente a gente na repara. Realmente é algo assustador.
Sou uma pessoa realista e tenho muita dificuldade em relacionar-me com o imaginário ou com coisas impossíveis ou inexistentes, fora dos padrões normais e possíveis. Assim sendo, sempre quando estou neste estado de fixação, meu comportamento é alterado e passo a ficar vigilante no que eu vejo e faço. Já fiz esta experiência ao trocar de carro, ao desejar um equipamento ou até mesmo quando estou prospectando um novo cliente. Será que é a tal da conspiração universal? Aquele livro, “O Segredo”, bastante propagado explica um pouco sobre isso, mas mostra um conceito que vai mais para o imaginário.
Dia desses ouvi um barulho em uma das rodas do meu carro. A ponto de eu parar várias vezes com receito de que fosse algo sério. Levei ao mecânico e para minha frustração, o especialista não ouviu nada. Fiquei super sem graça. Continuei ouvindo o barulho, e sempre tentava não ouvir, mas não tinha como. Retornei ao mecânico e afirmei que o barulho existia e que incomodava. Para a minha alegria, o especialista era paciente, calmo e muito tranqüilo. Ele falou o que eu queria ouvir, ou seja, que o barulho existia e que o problema poderia ser isso ou aquilo e que ele precisava verificar melhor. Resolveu meu problema. Sai da oficina super seguro, agendado dia, hora e o tempo em que o carro ficaria no conserto.
Estou assustado. Depois deste dia não consigo mais ouvir o barulho. Cheguei a ficar debaixo do carro procurando, procurando e procurando alguma coisa. Nada foi feito, ninguém mexeu e simplesmente o barulho sumiu. Acredito que eu tenha desligado a fixação que eu estava com aquilo e agora estou com dúvidas se realmente o barulho existia.
Digo isso, porque muitas vezes quando fixamos algo ou em alguma coisa, a impressão que tenho é que a vida nos mostra alternativas sempre viáveis e que o desespero nunca é a melhor saída. Que todo problema tem a solução certa no momento ideal. Nada será feito fora do próprio tempo e assim sendo, chego a conclusão que é preciso ter tranqüilidade, serenidade e estar de bem com a vida, para enxergar solução em tudo que está pendente.
Muita gente acha estranha a minha forma tranqüila de ser, mas nunca fiquei desesperado a procura de uma solução para um problema e assim sendo, utilizo o meu Poder de Fixação a procura de uma saída. Como diz a música: Deus pode fechar a porta, mas deixa a janela aberta. Ou seja, sempre existirá uma alternativa em que a gente encontrará se tivermos condição de enxergar. Em clima hostil a saída mais viável nunca será vista. Por isso, acalme-se. Respire fundo, sorria e acredite: a solução aparecerá. Basta utilizar o seu Poder de Fixação. Faça o teste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-2987233713126231506?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/2987233713126231506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/o-poder-da-fixacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2987233713126231506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2987233713126231506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/o-poder-da-fixacao.html' title='O Poder da Fixação'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-6900391066900141649</id><published>2009-06-08T16:56:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T16:56:58.979-03:00</updated><title type='text'>Quem ensina a ser rico</title><content type='html'>Sempre questionei esta questão. Dá para ensinar as pessoas a serem ricas? Dias desses ao assistir mais um capítulo do seriado Sex and City, este assunto foi o tema central daquele episódio. Assisti atentamente para observar qual seria o pensamento do escritor e o comportamento das personagens. Continuei na mesma, mas gostei do que vi, pois, mais uma vez conclui que esta questão é muito difícil de ser esclarecida, porque existem várias nuances e formas de interpretar o que é ser rico e como ensinar comportamentos.
Todas as vezes que me encontro apertado com as finanças imagino onde eu poderia aprender a ganhar muito dinheiro. Eu disse: muito dinheiro. Estudei para ser jornalista e fui radialista por muitos anos. Não fiz curso de administração, tão pouco de gestão. Hoje minha empresa é administrada por uma administradora e eu desenvolvo apenas o trabalho que, imagino, ter desenvolvido o dom profissional, que é o de jornalista. Em toda a minha carreira nunca fui capaz de ganhar dinheiro, e já fiz várias tentativas.
Uma vez perguntei a um amigo como eu poderia aumentar meus rendimentos. A resposta que tive foi o de investir na Bolsa de Valores. Com pouco dinheiro e em pouco tempo, meus dividendos seriam maiores. Comecei a querer entender o funcionamento disso, e percebi que eu teria que dedicar muito tempo, estudar muito mais e estar plugado nos altos e baixos do mercado financeiro e arriscar. Cheguei a conclusão que para isso eu teria que ter um capital razoável (o que eu não tenho) e esperar muito para os lucros verdadeiros, além de ter uma dedicação incomum. Não conseguiria.
Perguntei para um amigo meu muito rico, como é ser rico e tive uma resposta de amigo, mesmo. Disse ele: “Não sei como é. Já nasci rico”. Muito objetivo este meu colega, que me deixou mais ainda perplexo, e sem saber como fazer para ser rico.Resolvi perguntar a um outro amigo, já de idade avançada que nasceu pobre e se tornou rico. A resposta não poderia ser diferente: trabalhar muito, ser honesto e sempre ajudar as pessoas. Gostei do conselho, mas isso eu já faço. Sou um fanático por trabalho, imagino que eu seja honesto e sempre dediquei ajudar aos outros. Não consegui ser rico desta maneira, ainda.
O que me deixa intrigado é que eu quero ter dinheiro de sobra. Não precisa ser muito não. O dinheiro que eu tenho é contado, e muitas vezes dependo de mês a mês e o que é pior, nunca sobra. Na profissão que exerço é difícil encontrar milionários, desde que não se envolvam pelo lado político, ou ser laranja de algum corrupto ou ainda fazer parte de comportamentos duvidosos. Quero deixar claro que estou falando de muito dinheiro, pois tenho colegas jornalistas que vivem bem (não sei se com sobras) e trabalham honestamente.
Comecei a observar pessoas ricas daquelas que são consideradas pobres, dentro dos padrões sociais atualmente. Pude perceber que os ricos vivem com muitas dificuldades: muitas vezes família desunida, problemas de relacionamento, isolamento por questões de segurança, falta de desejos e tantas outras coisas. Vi famílias pobre que fazem churrasco todo final de semana, família numerosa e sempre perto um dos outros, e muita gente envolta. Parece-me que os pobres são mais unidos que os ricos. Dificilmente vejo muitos ricos juntos, mas sempre vejo muitos pobres unidos. Claro que isso não é regra. Sei de famílias ricas maravilhosas e de família pobres super problemáticas. Estou generalizando as situações.
Ensinar a ser rico é uma situação difícil. Aprender então, nem se fale. Fui percebendo que minha dúvida não é quanto ao ato de aprender ou de alguém ensinar, é dimensionar o que é riqueza. Ter saúde, família estável e saudável, ser rodeado de amigos, ter oportunidade de comer, beber e fazer o que quiser, não ser escravo do relógio e coisas do gênero. Penso que isso seja riqueza. Comecei a olhar em minha volta e ver que tenho tudo isso, e mais um pouco. Amo minha esposa Liza, e sou muito bem amado por ela; minha família é divertida e não temos nenhum problema de ordem social e sou super, hiper, mega, blaster apaixonado pela minha profissão. Meu filho, Murilo, só me dá alegrias, e consigo ajudar a comunidade carente com o meu trabalho e sempre tenho amigos em minha volta. Rico então é saber ter prazer naquilo que é capaz de ter? Então posso me considerar bilionário. Maravilhoso isso.
Mas falta o dinheiro. Tenho certeza que eu seria uma pessoa melhor, se além de ter tudo isso eu tivesse dinheiro sobrando mensalmente, para ter a tranqüilidade de uma sobrevida. Acredito que igual a mim exista muitas pessoas assim, ou a maioria, mas pensemos juntos: o que nos falta, além do dinheiro? Quanto de dinheiro? Existem R$ 6 milhões que alguém ganhou na loteria e ainda não foi buscar. Tem aquele norte-americano que ganhou sozinho somente: US$ 400 milhões. Será que eu deveria arriscar mais, em jogos deste tipo? Talvez seja a saída. Vou tentar e futuramente transmitirei a experiência. Espero que com muito dinheiro em minha conta corrente, senão, as coisas continuarão a ser como são. Quero ser rico, com dinheiro..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-6900391066900141649?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/6900391066900141649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/quem-ensina-ser-rico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6900391066900141649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6900391066900141649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/quem-ensina-ser-rico.html' title='Quem ensina a ser rico'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1977783277485483667</id><published>2009-06-01T15:11:00.001-03:00</published><updated>2009-06-01T15:12:06.726-03:00</updated><title type='text'>É Copa do Brasil ou no Brasil?</title><content type='html'>Acompanhei com muita atenção os comentários dos meus colegas cronistas esportivos depois do anúncio das 12 cidades brasileiras que participarão da Copa do Mundo. Durante 18 anos vivi neste meio e tenho uma opinião bem particular sobre essa idéia de ser sede de uma Copa do Mundo. Quero iniciar dizendo que sou favorável, porém, não consigo imaginar um País cinco vezes campeão do mundo não ser capaz de sediar um evento deste em que somos os campeões com maior freqüência. A última vez que o nosso continente sediou um evento desta importância foi em 1978, e pelo que sei foi uma Copa do Mundo fraquíssima em todos os sentidos e com outros propósitos. De lá para cá muita coisa mudou, inclusive o nível do futebol mundial.
Considerei a escolha da FIFA interessante e procurei ver em vários aspectos: o político, o econômico, o turístico, o de marketing, e principalmente o da técnica futebolística. Cidades como: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, eram esperadas por mim nas escolhas. Diria que essas cidades teriam até condições de serem duas vezes sedes de chaves na Copa do Mundo, ou seja, poderiam ser oito sedes com toda a infraestrutura exigida. Seriam canalizados investimentos públicos e privados com maior efeito social do que cidades como: Manaus, Brasília, Cuiabá, Natal e Fortaleza, que além de não terem condições físicas e sociais de serem sede de Copa do Mundo, dificilmente aproveitarão da forma como devem, os efeitos do investimento necessário na Copa após o evento. As cidades de Salvador, Recife e Curitiba estão em ascensão futebolísticas e, além disso, são centros urbanos intermediários para sediarem eventos deste porte e aproveitarão os investimentos em todos os sentidos.
Das 12 cidades escolhidas tive a oportunidade de conhecer os estádios de todas elas quando estive trabalhando pela Rádio Record ou pela Rádio Bandeirantes como cronista esportivo, e posso dizer sem medo de errar que são poucas as que estão 70% em condições de serem sede de uma Copa do Mundo. Entendo perfeitamente que cidades como: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza tiveram tendências turísticas para serem escolhidas: Floresta Amazônica, Pantanal e praias, são os principais símbolos do marketing turístico explorado pelo País no exterior. Penso que isso deva ser usado sim para um evento em que são esperados 14 bilhões de expectadores que acompanharão a Copa do Mundo em todo o planeta.
A escolha de Brasília a meu ver é por questão política-partidária mesmo. Até entendo a necessidade, mas vejo que o Estádio do Serra Dourada, em Goiânia, Goiás, está entre os melhores do Mundo, não devendo nada para Morumbi ou Maracanã, ou até mesmo Arena da Baixada (Curitiba). Esta perda será sentida, por jogo político, desnecessário no ponto de vista futebolístico, uma vez que é dito que no futebol não exista credo, raça e bandeira partidária. Concordo com Salvador, Recife e principalmente Curitiba, pois estão com times e torcidas fortes em todos os campeonatos existentes é mais do que merecidos, porém, com estádios vergonhosos, que deixam de ser critérios importantes, pois novos serão construídos. No entanto, serão bem utilizados no futuro, diferente de: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza.
A Copa do Mundo no Brasil é uma necessidade de ambos os lados. Nosso País precisa mostrar a mesma competência nas quatro linhas, na área empresarial e organizacional. Dizem que o Campeonato Brasileiro é o melhor do mundo, vamos ter a chance de mostrar. Dizem que somos cinco vezes campeões do mundo por competência no futebol em geral, teremos condições de mostrar isso. A qualidade do perfil do jogador de futebol se mistura com a do brasileiro, e vamos ter condições de mostrar isso, também. Assim sendo, vejo como inevitável sediar uma Copa do Mundo. Pior: ainda com o compromisso de ser campeão, em casa. Ou alguém duvida desta cobrança?
O que me deixa mais entusiasmado com tudo isso é que vamos dar um salto em todos os sentidos na cartolagem. A questão do ingresso, da acomodação da imprensa, torcida, convidados e times de futebol nos estádios. A necessidade da manutenção destas obras faraônicas e mais: parar de falar que brasileiro sabe jogar futebol porque joga as “peladas” em campinhos de péssima qualidade. De 2014 em diante, muitos paradigmas serão quebrados e uma nova versão de futebol entrará para a história. Deixaremos de ser amadores em todos os sentidos, para sermos profissionais da bola. O Brasil passará a figurar no primeiro nível do futebol mundial, tendo que mostrar competência nesta Copa: na organização, na profissionalização, na qualidade das praças esportivas e no nível do atleta. E ser campeão novamente.
Tenho esperança que esses bilhões de reais que serão investidos não se desviem do foco principal: transformar esta grande nação de chuteiras, em sapatos de cromo. Pela primeira vez, desde 1950, teremos a oportunidade de mostrar ao Mundo que saímos da promessa e somos uma realidade. É a oportunidade que temos de dizer que faremos parte do primeiro mundo, e não mais um País em Desenvolvimento. Que o mundo enxergue o Brasil, mesmo com todos os nossos defeitos. Mas que pelo menos sejamos vistos e que mude a visão que o Mundo tem do Brasil e dos brasileiros. Quando haverá outra oportunidade como esta? Que os brasileiros saibam aproveitar a chances.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1977783277485483667?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1977783277485483667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/e-copa-do-brasil-ou-no-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1977783277485483667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1977783277485483667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/06/e-copa-do-brasil-ou-no-brasil.html' title='É Copa do Brasil ou no Brasil?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8507748851985650371</id><published>2009-05-26T18:31:00.002-03:00</published><updated>2009-05-26T18:31:53.440-03:00</updated><title type='text'>Minhas lembranças "escaneadas"</title><content type='html'>Assisti esta semana na Fundação Eurípides, no Curso Técnico de Designer Gráfico, uma apresentação extraordinária sobre a arte de uma mariliense, que está famosa no mundo todo com a seqüência da obra “Escaneandome”, tendo oportunidade de apresentá-la em exposições na Espanha, Itália, Estados Unidos, Canadá, no Brasil e outros países. Luciana Crepaldi é a pessoa iluminada que dá mais um exemplo de que a perseverança aliada com a sensibilidade, juntas com o prazer de fazer algo diferente, é quem assina este trabalho fantástico. O mais legal é que ela é mariliense e vem sendo respeitada em diversas partes do mundo, sem o conhecimento digno da cidade em que nasceu. Também confirmando o ditado de que “santo de casa não faz milagres”.
Admito que admiração por obras e peças de artes é difícil para mim. Apesar de eu ser uma pessoa observadora e detalhista, reconheço que me falta sensibilidade nesta área artística. Fico horas olhando uma obra para descobrir o que se passou na cabeça do artista em criar aquela peça. Muitas vezes não consigo chegar a uma conclusão. Costumo dizer que a obra e o artista devem sempre estar juntos. Um explica e o outro mostra. Assim sendo, todas as vezes que consigo conversar com o artista sobre a obra criada, passo a admirar ambos de forma instantânea. Foi assim com a Luciana Crepaldi.
Conheço Luciana dos tempos de ginásio. Estudamos mais de 10 anos juntos. Fizemos parte dos mesmos grupos de amigos e a família dela sempre teve envolvimento com a minha e crescemos juntos na melhor fase de nossas vidas. Naturalmente o destino nos separou, como nos distanciou dos demais amigos em comum. Mesmo com as andanças dela pela Bahia e projetos que não deram certo, certa vez em 2000 numa exposição de arte no Centro de Cultura do Banco Itaú, em São Paulo, encontrei com ela neste evento. Acreditem: era a primeira exposição dela com a obra Escaneandome, em que tive a oportunidade de ser um dos primeiros a admirar, e nem sabia que a obra era dela, apesar da semelhança do nome da artista, até então. Não acredito em coincidências. Naquele dia almoçamos juntos e colocamos a conversa quase que em dia, apesar de ser o começo da carreira dela como artista naquela exposição. Sinceramente: não entendi muito a obra dela, e diga-se, assustou-me em razão de ser um trabalho diferente, vindo de uma pessoa que vi crescer. Mas tudo bem. Não me considero bom o suficiente neste tipo de admiração de arte.
O tempo passou e li uma entrevista da Luciana num dos jornais de Marília sobre o trabalho dela que estava despontando. Passei a saber um pouco mais das andanças dela, mas pouco sobre a obra. Foi quando fiz uma pesquisa na Internet, motivado por uma entrevista que assisti dela na TV, e vi o potencial desta moça. Fiquei maravilhado em ver a qualidade da obra, a coragem de inovar e o que me encanta nas pessoas: o pioneirismo. Cheguei a pensar que se tratava de outra Luciana Crepaldi e não aquela amiga minha de infância. O trabalho desta mulher era de se admirar. O tempo fez que nos encontrássemos em Marília, certa vez quando ela veio cuidar da mãe, Dona Lourdes, que não se encontrava bem de saúde. Conversamos um tempo e atualizamos nossos contatos. Foi quando ela convidou-me para assistir esta apresentação. Dentro da proposta dela, “escaneei” minhas lembranças neste encontro, ao ouvi-la na palestra. Jamais imaginaria que aquela Luciana Crepaldi que viveu a minha mocidade seria capaz de se tornar este potencial na arte. (Arte do que mesmo? Nem sei dizer...). Mas a obra que ela criou é admirada mundialmente.
Aos assistir a apresentação, Luciana Crepaldi mostrou-me e para dezenas de alunos do curso técnico, detalhes de como chegou a perfeição com a produção de imagens “escaneadas” do próprio corpo e as ligações que fez com a emoção que sentia naquele momento. Ela conseguiu “escanear” as emoções, ou seja, digitalizou o sentimento que naquele minstante estava sentindo. Isso é possível, como se fosse uma fotografia, porém, mais trabalhada, mais produzida e mais ainda: digitalizada antes mesmo das máquinas digitais em que os sites de relacionamentos vulgarizaram. Luciana conseguiu fazer de um escâner (equipamento) a ferramenta e o elo entre o imaginário, a emoção e o registro do momento.
Ao explicar detalhes de suas obras, principalmente num filme de excelente edição e qualidade, passei a enxergar um outro papel do trabalho que ela desenvolve. Ela conseguiu me fazer ver coisas que não tinham explicação para mim, bem como observar a importância que a arte que ela criou, junto ao universo social. Palavras bem colocadas, detalhes bem explicados, imagens e sons perfeitos e o mais importante para mim: prazer. Luciana Crepaldi transmitiu prazer no que faz. Ela mostra na fala, no gesto, no olhar, no conteúdo o quanto ela curtiu fazer esse trabalho que virou arte, que virou obra, que virou marca. O texto que ela distribuiu aos alunos mostra nitidamente como as oportunidades que teve apareceram no sentido exato da palavra, de forma natural, confirmando para mim de que o nosso prazer flui naturalmente quando estamos empenhando o mais puro prazer no que fazemos. Quando fazemos com prazer as coisas boas acontecem.
Fiquei orgulhoso de ver uma menina que se transformou em mulher, de uma conhecida minha que se tornou personalidade internacional. Ganhou prêmios e é requisitada internacionalmente. Fiquei muito feliz em ver que o esforço dela valeu a pena e que ela tem o reconhecimento da comunidade artística e que mais uma vez a vida nos mostrou que é possível acreditar nos nossos sonhos e que sonhos tornam-se realidade, sempre quando fazemos o que gostamos e curtimos. Se a vida é uma curtição como dizem alguns, que façamos isso com prazer. Durante pouco mais de duas obras, “escaneei” minhas lembranças e digitalizei meus conhecimentos artísticos. O meu orgulho e respeito pelo trabalho desta moça é semelhante a satisfação de ver o sucesso de uma pessoa que gostamos, afinal é preciso reconhecer o quanto as pessoas são valiosas em nossas vidas, e o sucesso delas é o nosso também.
A felicidade que percebi no que ela apresentava, foi a minha também. Os olhos de sinais de admiração e respeito que vi da mãe dela, presente na apresentação, deixaram-me recompensado. Obrigado Luciana Crepaldi, filha da cidade de Marília, em brilhar em vários continentes, levando o sentimento mariliense consigo. Quem quiser conhecer o trabalho dela, com mais detalhes, acesse: &lt;a title="blocked::http://www.lucianacrepaldi.com/" href="http://www.lucianacrepaldi.com/"&gt;WWW.lucianacrepaldi.com&lt;/a&gt; e vejam se eu não tenho razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8507748851985650371?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8507748851985650371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/minhas-lembrancas-escaneadas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8507748851985650371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8507748851985650371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/minhas-lembrancas-escaneadas.html' title='Minhas lembranças &quot;escaneadas&quot;'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-1424435368133795975</id><published>2009-05-18T16:25:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T16:26:24.046-03:00</updated><title type='text'>A falta do afeto, afeta?</title><content type='html'>A cada dia que passa tenho sinais de que o sentimento do afeto é fundamental para o bom relacionamento entre as pessoas. Ter afeto no sentido de ter afeição por alguém, ou até mesmo por inclinação, simpatia, amizade, amor e outros sentimentos similares, são comportamentos emocionais de uma sensação que une as pessoas. Não tenho dúvida de que é esse o elo entre as pessoas e o que nos faz sermos seres altamente sociáveis, ou seja, vivermos em grupo e sempre estarmos na companhia de alguém. Naturalmente entre as pessoas que nutrem esse sentimento de afeto, pois aquele que se isola, não teria condições de usufruir deste relacionamento prazeroso.
Ao ouvir este final de semana uma palestra do professor e escritor Gabriel Chalita, figurinha carimbada nos meios acadêmicos, literários e políticos, tive a confirmação deste sentimento nobre que classifico a afetividade. Sinto-me uma pessoa assim, pois gosto de viver em grupos, necessito do feedback das pessoas e sempre quero estar em companhia de muitas pessoas. Preocupo-me com o outro em todos os níveis e muitas vezes absorvo problemas e alegria das pessoas que amo. Sinto-me como um torcedor fanático que explode de emoção ao ver o gol do time em qualquer partida. Imagino que eu tenha afeto pelas pessoas que estimo.
Certa vez o psicoterapeuta Ivan Capellato disse em uma de suas palestras que a relação do afeto está ligada ao fato deste sentimento afetar ou não outra pessoa. Naturalmente o trocadilho do título deste artigo é exatamente chamar a atenção para o sentimento amoroso com relação ao sentimento de interesse. Quem não tem afeto (sentimento) não é afetado (atingido). Gosto desta frase que de forma direta sintetiza muito bem a falta desta emoção que considero básica para uma pessoa do bem. Penso que tudo que quero, de fato, de bom para mim e para os outros, tem que afetar sobremaneira nossas vidas. O afetar neste sentido é fazer a diferença da ausência de um prazer em relação ao outro. Se uma pessoa que gosto está infeliz, isto tem que afetar-me, pois, do contrário o que sinto por esta pessoa na realidade não é tudo isso que imaginava ser.
Depois de ouvir e entender o que Capellato e Chalita disseram, passo a observar melhor este sentimento que tenho pelas pessoas que estão ao meu redor. Vou procurar fazer a seguinte pergunta, quando notar algo de estranho na pessoa que gosto: Se “tal pessoa” não está bem, isto me afeta? Se eu chegar a conclusão que não me afeta, será um sinal de que o afeto que tenho por ela não é tão significativo. Daí vou saber dosar para encontrar o ponto de equilíbrio suportável, afinal, devo preocupar-me com as pessoas que gosto, mas não ao ponto de colocar em risco a minha situação. Para eu poder ajudar, preciso estar forte e seguro, do contrário, sou eu quem precisa de ajuda.
Quando percebo que uma atitude minha, boa ou ruim, afeta alguma pessoa, certamente devo sentir-me bem. É um sinal de que tenho um significado para aquela pessoa. É lógico que meu comportamento ruim é inconsciente, porque não faria isso de forma proposital se essa pessoa é relevante a mim. Assim sendo a pergunta se meu afeto é afetado pode ser feita tanto para as minhas ações, como para as ações dos outros, e desta forma, vou avaliando o grau de importância que cada pessoa tem em minha vida.
Essa experiência parece-me interessante e assim sendo, sugiro que mais pessoas passem a questionar este tipo de situação, pois, segundo os estudiosos é uma excelente maneira de interagir de forma agradável com as pessoas que amamos. Será uma forma, também, de disciplinarmos nossos comportamentos perante os outros, uma vez que, sempre queremos agradar e jamais desejaríamos algo de ruim para aqueles que gostamos e queremos que permaneçam em nossa volta. Não tenho dúvidas que isso irá melhorar a visão que tenho das pessoas, e perceberei em breve que as pessoas também notarão a mudança em meu comportamento.
Não existe algo pior, no comportamento humano, do que a indiferença. Vejo isso como algo nocivo nas relações entre pessoas e o pior dos piores sentimentos. Conheci pessoas que se definharam por causa da indiferença alheia, como já assisti pessoas triunfarem com excessiva torcida. Naturalmente aquele que venceu, era uma pessoa querida, enquanto que o outro, nem tanto assim. Desejar ser uma pessoa querida pelos outros, independente de quem seja, é o objetivo de todos. Se assim for, que passemos a questionar quem e o que nos afeta entre as pessoas que convivemos. Vamos procurar desenvolver o sentimento do afeto, afetando positivamente as pessoas, que certamente seremos afetados de forma agradável. Percebo que este tipo de sentimento afetivo só é correspondido com coisa boa, pois aquele que se preocupa com o outro, terá a preocupação dos demais. É uma troca de preocupação mútua.
É preciso colocar que todo sentimento exagerado torna-se doentio. Por isso, vamos com calma. Primeiro atinja o campo da observação, para na seqüência agir conforme a necessidade, dosando a retribuição com relação ao valor e ao significado que determinada pessoa tenha. Cuidado, pois, muita preocupação e atenção provocam sentimentos contrários, sufocando e distanciando as pessoas, que um dia tiveram um sentimento bom entre elas. Muito afeto, pode afetar a boa relação. Pense nisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-1424435368133795975?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/1424435368133795975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/falta-do-afeto-afeta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1424435368133795975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/1424435368133795975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/falta-do-afeto-afeta.html' title='A falta do afeto, afeta?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5646842930532966906</id><published>2009-05-13T18:55:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T18:56:54.676-03:00</updated><title type='text'>O exemplo está perto e em casa</title><content type='html'>Tenho observado uma discussão interessante sobre como fazer os jovens entenderem bons comportamentos. Ouço psicólogos, professores, estudiosos e demais entendidos no assunto, dizendo que os jovens estão cada vez mais autônomos, independentes e auto suficientes. Vejo até, comentários de que a modernidade fez um novo comportamento educacional. De que a comunicação entre pais e filhos agora é mais simples, fácil e instantâneo. Será? Penso que os choques de gerações sempre existirão, em virtude de que cada um é formado de experiências diferentes. Será que o ideal não é aprender a essência e verificar qual a melhor forma de transmitir os ensinamentos, sem fórmulas mágicas?
Pois bem. Neste último dia das mães assisti uma cena que me fez refletir. No almoço de domingo, comemorando o Dia das Mães, meu cunhado soltou uma daquelas pérolas, que somente ele é capaz de fazer. Por ser cunhado e ainda uma pessoa muito querida, prestei atenção e concordei. Ele disse: “Hoje vejo como o meu pai foi bonzinho comigo. Queria que ele tivesse sido mais bravo e duro”. Um homem com mais de 50 anos de idade falar algo assim, é para fazer qualquer um refletir os motivos que levam uma pessoa a chegar a esse ponto de lamentação. Não que ele seja uma pessoa com personalidade defeituosa, ou que o pai dele tenha sido um santo e conivente com todos os comportamentos inadequado que ele tivera.
Meu cunhado é do tipo linha dura. Esbraveja sempre e de forma rústica sempre mostra o que pensa e se faz entender pelos barulhos que um bom descendente de italiano calabrês é digno. Mesmo com dificuldades em encontrar as palavras corretas, ele se faz entender pelas atitudes e pela razão que sempre é conclusiva e admitida por todos. No entanto, a forma de comunicação que ele utiliza dá margens para interpretações dúbias. Mas ele é uma pessoa correta, admirável e querida. O pai dele foi um homem correto, admirável e muito querido. Vejo que meu cunhado aprendeu a lição. Mas será que está sabendo transmitir o que aprendeu aos filhos com média de 15 a 20 anos de idade? Assisto freqüentemente a dificuldade que ele tem, mas consegue se fazer entender, no final.
Quando ele fez o comentário sobre o pai, imaginei que ele estivesse querendo dizer que o pai dele foi tão duro com ele nos ensinamentos, que ele teria como pai, ser duro com os filhos e não consegue. Conheci o pai dele e realmente ele era do estilo linha dura, como todo o pai da geração dele foi. Imagino que meu pai seria assim, se não tivesse falecido tão precocemente. Talvez eu seja igual ao meu cunhado, pois somos de geração semelhante apesar dos oito anos de diferença que temos, mesmo eu ainda não ter atingido os 50 anos de idade. O que conclui é que a forma de educar e transmitir ensinamentos tem tudo a ver com a geração em que fazemos parte, pois, naturalmente os tempos sempre serão outros e bem diferentes. Feliz é aquele que consegue acompanhar a modernização e encontrar uma forma de comunicação adequada para transmitir o conhecimento que detém. Fato raro.
Verifiquei que o desejo de meu cunhado foi o de mostrar aos filhos, que estavam presentes neste almoço de domingo, que ele na condição de pai é mole, de fácil persuasão e que se fosse com o pai dele seria bem diferença e muito mais difícil. O desejo dele era dizer aos filhos que ele faz o que pode para ser compreendido, apesar de ter aprendido de forma diferente. Puro conflito simples de quem tem conhecimento e quer repassar para o outro, mas não sabe de que forma. Emissor e receptor procurando uma linguagem da mensagem. Muita gente explica isso, mas é complicado numa relação entre pais e filhos.
A conclusão que eu cheguei é que a comunicação não verbal ainda é a melhor maneira de comunicação entre as pessoas. Nossos filhos precisam ver o que os pais fazem, tendo discernimento para escolherem o caminho que melhor lhe convém, dentro da história de vida que cada um de nós construímos. Por isso que os pais devem se preocupar com a formação desta história de vida. Bons exemplos, bons ensinamentos. É preciso fazer com que os jovens saibam refletir e pensar, ao invés de serem alienados a situações apenas prazerosas. Jovens que pensam e analisam serão líderes. Jovens que fazem só o que é bom, num determinado momento, serão liderados de forma pacífica ou se tornarão contestadores incompreendidos. O valor do aconselhamento é preciso ser destacado, pois, ninguém manda em ninguém, muito menos pais sobre os filhos.
Meu cunhado deu uma ótima lição aos filhos e aos adultos, principalmente aqueles que estão disponíveis a aprender. Este exemplo serviu para que eu confirmasse que a admiração pelo outro provém do comportamento, e que o ditado: faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço, mais uma vez confirma ser uma péssima afirmação. É preciso fazer o que se fala e faz. Somos avaliados pelo que fazemos e não pelo que pensamos ou falamos. Você é o que você faz. Saber transmitir conhecimento por atitudes ainda é a melhor maneira de fazer o outro aprender. Nossos ídolos são criados desta maneira: pelo comportamento. #&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5646842930532966906?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5646842930532966906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/o-exemplo-esta-perto-e-em-casa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5646842930532966906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5646842930532966906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/o-exemplo-esta-perto-e-em-casa.html' title='O exemplo está perto e em casa'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-7030288461512822224</id><published>2009-05-06T19:29:00.002-03:00</published><updated>2009-05-06T19:30:14.755-03:00</updated><title type='text'>Sou fã do Ministro Tóffoli</title><content type='html'>As páginas amarelas da Revista Veja desta semana trazem uma entrevista muito interessante do mariliense José Antônio Dias Tóffoli, o Ministro da Advocacia Geral da União (AGU). Já tive a oportunidade de estar com ele em alguns eventos aqui na cidade de Marília, mas nunca a chance de saber a opinião dele sobre algumas questões contundentes. Tenho uma imagem dele de pessoa com grande capacidade de conhecimento, e isso me atrai, em qualquer pessoa, afinal se é algo que vejo como diferente entre as pessoas é a capacidade de assimilar grande carga de conhecimento, e ele tem e demonstra com clareza este dom bem trabalhado.
Admito que num primeiro momento, quando o conheci numa visita informal na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, 31ª subseção de Marília, num sábado de manhã, ao lado dos irmãos e do amigo particular, o presidente da OAB local, Carlos Mattos, tive a impressão dele ser mais amigo do Presidente Lula, e um partidário do PT do que a imagem que tenho dele agora. Concordo que naquele momento, com muita descontração e pouco espaço para conversas sérias, não foi o melhor local para eu avaliá-lo, apesar de acreditar que a primeira impressão é a que fica. Mas tive outras oportunidades para rever meu pensamento.
Quando houve a instalação da Câmara Arbitral em Marília, ele esteve presente e deu um show. Daquele dia em diante ele foi me ganhando ao poucos. Assisti várias apresentações dele no Supremo Tribunal Federal, pela TV, e passei a enxergá-lo com outros olhos, pois sei o quanto é difícil deter a técnica da comunicação direta e ele sabe aliar conhecimento com palavras coerentes, num tom de voz super agradável. Outra vez nos encontramos na Pizzaria do Chaplin, mas ali era um encontro de família no final do ano, e vi um ministro super atencioso com os irmãos e familiares. Ponto pra ele.
Na palestra que fez na comemoração dos 80 anos da Santa Casa de Marília senti o peso da autoridade. Penso que naquele dia ele não estava bem, apesar de demonstrar um pouco de descontração no coquetel, mas ai não conta, porque o ambiente faz a ocasião. Naquela mesma semana vejo uma ampla reportagem dele na Folha de São Paulo sobre o trabalho que ele desenvolve na AGU e a economia que fez para a União através do trabalho profissional dele. Ponto pra ele. Passei a enxergá-lo como um homem capaz: líder, administrador e eficaz. Virtudes que não vejo em muita gente, aliada a simpatia, coerência, boa educação, boa pinta e acima de tudo um ser humano próximo de nós marilienses, atingindo cargos dos mais influentes do Brasil, algo que nenhum outro ser de Marília conseguiu.
Mas foram nas páginas amarelas da Revista Veja que José Antônio Dias Tóffoli confirmou de vez a admiração que passei a ter por ele. Não pelo fato dele estar num crescente em sua carreira, mas sim pelas sábias colocações que fez em perguntas delicadas sobre aborto, escândalos, PT, relacionamento com José Dirceu, Lula e tantas outras personagens de escândalos políticos e administrativos do atual governo. Consegui ver, nas entrelinhas, uma pessoa focada, decidida, segura e independente. As respostas são do estilo dele: curtas, com palavras certas e claras. Muito claras. Não tem como não entender o que ele está dizendo.
Quero dizer que além da admiração do potencial dele, passei a ter uma aproximação com as idéias dele. Ele disse na reportagem aquilo que eu sempre pensei e esperava ouvir de alguém, ainda mais de um mariliense que está mais próximo de mim, pois conheço alguns dos irmãos dele e certamente não serão poucas as vezes que terei a chance de encontrá-lo em algum evento em Marília. Certamente no nosso próximo encontro terei a oportunidade de parabenizá-lo pela entrevista, e agradecê-lo pela manifestação inteligente.
Não sou mariliense, mas sou daquela turma que escolheu Marília para viver e morrer. Desta forma sinto-me orgulhoso de ver uma personalidade ascendente como o Ministro Tóffoli, de Marília, alcançando feitos inimagináveis até para ele mesmo. Não sou admirador do Lula, mas reconheço nele muitos potenciais, porém, sou obrigado a aceita-lo como o líder maior da minha nação. Tenho que admitir que contar com o Ministro Tófolli na equipe de trabalho do Presidente, tem aspecto de talismã, até por que o ministro não se parece nem um pouco com o Presidente Lula.
Passo a torcer para que o nosso ministro seja indicado para o Supremo Tribunal Federal. A justificativa que ele deu na entrevista é igual ao gol que Ronaldinho fez diante do Santos, na Vila Belmiro, nas finais do Paulistão. Coisa de craque. São pessoas assim, com esse espírito desprovido de falsidade é que temos que admirar. José Antônio Dias Tófolli entra na galeria de ídolos que tenho. Passo a ser um torcedor de suas ações, independente dele conhecer-me ou não, afinal, a idolatria que temos é assim: torcer por pessoas a distância anonimamente. Gratuitamente. Neste caso ele passa a ser um dos meus ídolos vivos que estão próximos de mim como é o caso de outra personalidade nacional, o incomparável Osmar Santos. Marília deve se orgulhar por esta nova figura histórica, em que podemos e devemos nos espelhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-7030288461512822224?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/7030288461512822224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/sou-fa-do-ministro-toffoli.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7030288461512822224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7030288461512822224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/05/sou-fa-do-ministro-toffoli.html' title='Sou fã do Ministro Tóffoli'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5017312042897542903</id><published>2009-04-28T16:57:00.001-03:00</published><updated>2009-04-28T16:58:19.922-03:00</updated><title type='text'>Vamos começar a batalha ajudando a Santa Casa</title><content type='html'>A semana que passou registrou uma série de atividades desenvolvidas por funcionários, médicos e dirigentes da Santa Casa de Marília, em função da comemoração dos 80 anos de fundação da maior e mais antiga instituição atuante no município. Foi palestra com o Ministro Tóffoli, Missa com o Bispo do Dom Osvaldo Giuntini, Inauguração da portaria e por fim a sessão solene na Câmara Municipal de Marília. Homenagens mais do que justas e ocasiões das mais importantes, para saudar uma instituição que tem a idade da cidade e presença fundamental para o atendimento público na área da saúde.
O que chamou a minha atenção ouvindo tantas pessoas falarem sobre o hospital é a história de seu surgimento, através do maior benfeitor de Marília, Bento de Abreu Sampaio Vidal, que doou áreas para a construção da Santa Casa, do Asilo São Vicente de Paulo, do Educandário Bento de Abreu e da Igreja Maria Izabel, um ao lado do outro. Se observarmos a construção de todos esses edifícios, verificaremos que eles foram erguidos com o desejo de serem um complexo só, mas que o crescimento do Bairro Cascata fez com que se separassem. Tanto que as finalidades destas instituições são todas filantrópicas e voltadas para o centro do quarteirão.
A história da construção do Pavilhão Infantil, com a maternidade, quando Cristiano Altenfelder presenteou a esposa com o prédio e os serviços, é outro marco que precisa sempre ser lembrado. Dom Osvaldo Giuntini, na missa celebrada na Igreja Maria Izabel, foi muito feliz ao comentar detalhes interessantíssimos da importância da igreja neste processo de cuidado especial aos necessitados com o advento das Santas Casas de Misericórdia em todo o Brasil, inclusive, em Marília. A religiosidade católica está diretamente ligada a todas as Santas Casas de Misericórdia no Mundo, com sua origem em Portugal e nada mais justo a extensão para o Brasil, desde época em que éramos colônia portuguesa. Outra parte da história muito bonita.
O atual provedor da Santa Casa de Marília, o empresário Milton Tédde, foi muito feliz em seu pronunciamento na Câmara Municipal de Marília em recordar a importância dos médicos neste processo de crescimento do hospital. Não tenho dúvidas de que os médicos são os principais parceiros do hospital e são fundamentais para os investimentos e serviços prestados, mesmo com a profissionalização da administração, afinal, cada profissional deve atuar em sua área de ação, e gestores devem administrar e médicos devem medicar, operar e cuidar da saúde do outro.
Ao falar da função do provedor e das pessoas que fazem parte da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Marília, Milton Tédde demonstra com riqueza de detalhes, o verdadeiro ato de voluntariado. Mostra, através da história, como era o comportamento do chamado provedor, aquele que tinha o ato de prover, originando o cargo. Milton Tédde lembrou-se de situações pitorescas de ex-provedores e a preocupação de outros voluntários na época, em zelar pelo hospital. Admito que não vejo diferença alguma da preocupação daqueles tempos com os atuais. O tempo passou, mas a preocupação em manter o atendimento da Santa Casa, com qualidade, continuou.
Naturalmente com o envolvimento do Estado na gestão dos hospitais filantrópicos tenha dado a idéia para a população de que virou obrigação o atendimento gratuito na saúde. Com a criação do Sistema Único de Saúde a impressão que se tem, é que todos devem ser atendidos gratuitamente, e não parece que seja assim. Existe limite para os provedores e para os atendimentos. Passei a entender o déficit dos hospitais, a partir deste ponto, pois com a limitação dos pagamentos por parte do Estado, como não atender? Ou como continuar atendendo? Quem paga?
Mesmo com essa complicação administrativa é importante para uma cidade celebrar os 80 anos de um hospital, sendo um referencial vivo da história de um município. O envolvimento da comunidade necessariamente deve ser cada vez mais intenso, pois, como bem disse o provedor em sua fala nesta semana comemorativa que passou: “um dia todos nós usaremos os serviços, os equipamentos e as acomodações da Santa Casa”. Uma verdade que nos faz refletir, pois uma vez acamado nada será possível ser feito para melhorar o atendimento que lhe será dispensado. Assim sendo, se quisermos ter um atendimento melhor quando formos clientes ou pacientes na Santa Casa, que comecemos a trabalhar agora. Ajudar a fazer do hospital um local adequado para a luta sobre a sobrevivência.
Achei interessante a colocação feita ao Ministro Tóffoli, que: quando uma pessoa entra num hospital, deitado numa maca olhando para o teto e vendo paredes sujas, luminárias quebradas, lâmpadas estouradas, ou coisas parecidas, certamente a dedução é de que o tratamento não será dos melhores. Entendi que o paciente quando tem certeza de que o local é bom, os profissionais são bons, os equipamentos são os melhores, a nossa luta interna pela sobrevivência é motivada pela esperança de que no hospital será travada uma batalha de vida ou morte, com chances maiores para a vida. Que façamos este campo de guerra um local favorável a nós, e não ao adversário. É preciso começar a lutar já, para que a batalha final seja mais fácil. Pense nisto. Quando estiver deitado no hospital, poderá ser um nocaute e daí é só esperar a contagem ou a decisão dos juízes, ou melhor: dos médicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5017312042897542903?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5017312042897542903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/vamos-comecar-batalha-ajudando-santa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5017312042897542903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5017312042897542903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/vamos-comecar-batalha-ajudando-santa.html' title='Vamos começar a batalha ajudando a Santa Casa'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-2094953841654495601</id><published>2009-04-20T13:56:00.002-03:00</published><updated>2009-04-20T13:56:50.897-03:00</updated><title type='text'>O exemplo das torcidas organizadas</title><content type='html'>Consegui neste final de semana assistir as duas partidas das semifinais do Campeonato Paulista pela televisão. Não foi surpresa, para mim, as classificações de Santos e Corinthians, que coincidentemente não disputam campeonatos paralelos como a Taça Libertadores da América, exceto o Santos que disputa a Copa do Brasil, sendo um torneio de nível menor do que o sulamericano. Talvez esta questão deva ser refletida pelos especialistas, porém, o que chamou a minha atenção foram os comportamentos das quatro torcidas organizadas que surpreenderam a todos, principalmente aquelas que tiveram os times desclassificados da final paulista.
Por quase 20 anos atuei como cronista esportivo e sempre observei a preocupação com a violência nos estádio. Cheguei a fazer coberturas jornalísticas horríveis de quebra-quebra antes, durante e depois das partidas de futebol nos estádios da capital, de Campinas, Bragança Paulista e no Rio de Janeiro. Foram poucas as vezes que registrei mortes, porém, fui testemunha de muita agressão, violência e destruição de boa parte dos estádios destas cidades. Cheguei a acompanhar muitos confrontos entre torcedores dos mais diversos com a Polícia Militar. Tiros, fogos, pancadaria, prisões e linchamentos eram freqüentes.
No entanto, neste final de semana, assisti palmeirenses e sãopaulinos se comportarem como torcidas de primeiro mundo. É de se estranhar, no Brasil, ver a torcida derrotada aplaudir o time que não conseguiu prosseguir no campeonato. Isso precisa ter um destaque na mídia, principalmente, para tentar equilibrar as tantas manchetes de que estádios de futebol são violentos, inseguros e verdadeiras praças de guerra. A mídia deve, e faz, menção sempre que a violência acontece. Deve, e nem sempre faz, menção de quando a torcida se comporta de forma surpreendente como aconteceu neste final de semana, por duas vezes. Talvez se somente num dos jogos isso acontecesse, seria um caso insignificante, porém, foram em dois jogos seguidos entre times que tiveram algumas de suas torcidas organizadas banidas dos estádios, que são os casos da Mancha Verde e Torcida Independente, sinônimos de selvageria.
No sábado o Palmeiras perdeu para o Santos e a torcia alviverde aplaudiu e se comportou de forma civilizada. Isto é raro, pois é sabido o quanto os palmeirenses são exigentes, principalmente com a situação delicada que a equipe se encontra na Taça Libertadores e ter sido líder do campeonato paulista inteiro, praticamente. No domingo, o São Paulo perdeu para o Corinthians e a torcida tricolor, também aplaudiu o time pela performance em campo. Ambos os times mostraram em campo garra, determinação e principalmente profissionalismo, que são exigidos pelos torcedores. A vitória é um detalhe. Os adversários foram superiores e mostraram isso com as bolas nos pés e dentro dos gols adversários. O Palmeiras ainda teve o agravante da violência em campo, que não contagiou a torcida, ou seja, os torcedores desta vez foram superiores aos jogadores desequilibrados.
Faço uma leitura positiva deste comportamento, no sentido de que é possível resgatar a Paz nos estádios. O exemplo foi dado. O sinal de que isso é possível foi demonstrado no sábado e no domingo, por duas torcidas reconhecidamente violentas. Desta maneira, penso que para um País que pretende sediar uma Copa do Mundo, é possível termos uma organização dentro e fora dos campos. Da mesma forma que dizem que a preparação dos jogadores evoluiu, de que os estádios estão melhores, de que a qualidade dos espetáculos cresceu, estou vendo que o comportamento das torcidas também está num crescente, a ponto de nos fazer acreditar que: crianças, idosos, mulheres e qualquer pessoa comum, podem assistir uma partida de futebol num estádio onde dois times tradicionais se enfrentem dentro de campo.
A minha lamentação continua sendo aos dirigentes. É impressionante verificar uma conspiração de evolução em uma série de detalhes quanto ao espetáculo em si, e ainda verificar que dirigentes de futebol se comportam de forma tão mesquinha, pequena, amadora e de forma despreparada. Enquanto as torcidas deixam os estádios lamentando as derrotas dos times, os dirigentes faziam fofocas, intrigas, acusações e justificativas infundadas pela desclassificação das equipes dentro de campo. Ficou comprovado, para mim, que o descrédito do dirigente é cada vez mais latente e que a torcida não agüenta mais ouvir besteiras de cartolas e de alguns cronistas esportivos, que também não perceberam que o futebol em si evolui. Ainda bem que existem muitos times de futebol para torcer e muitas emissoras de rádio e TV para escolher. Falou ou fez bobagem é só mudar. Quem tiver competência se estabelece. Ronaldo, o fenômeno, que o diga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-2094953841654495601?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/2094953841654495601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/o-exemplo-das-torcidas-organizadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2094953841654495601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2094953841654495601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/o-exemplo-das-torcidas-organizadas.html' title='O exemplo das torcidas organizadas'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-10389000930573452</id><published>2009-04-13T18:50:00.001-03:00</published><updated>2009-04-13T18:51:25.896-03:00</updated><title type='text'>Feriado é para cansar ou descansar?</title><content type='html'>Neste mês de abril é o mês do ano com maior número de feriados em dias úteis. Passada a sexta-feira santa e a Páscoa, com todos que converso, o comentário é um só: “Puts... to cansado”. Pelo fato de muita gente ter dito isso, parecendo até que foi combinado, imaginei que fosse um sinal para fazer este tipo de reflexão. Afinal: feriado é para cansar ou para descansar? Faço este questionamento, porque também conclui que estou muito cansado, depois de três dias de folga sem trabalhar.
Não quero entrar no mérito se o feriado é correto ou não, se prejudica ou não o comércio e tudo mais. Ou se o feriado é para pensar nos motivos da paralisação. Quero pensar na questão do aproveitamento do tempo e se isso trará qualidade de vida ou não. Muitas vezes deixamos para o final de semana, ou até mesmo para os feriados, uma série de tarefas que não gostamos e que sempre vai ficando para depois. É um conserto aqui, uma pesquisa de preço ali, uma arrumadinha lá, uma revisão de última hora e assim vai. Acredito que todos pensem assim: “Ah... no feriado eu vejo”, ou então: “Ah... no final de semana eu faço isso”, e assim vai ficando até que não tenha mais jeito, e passamos a fazer o que tem que ser feito, de qualquer maneira e a qualquer instante.
Procuro ser uma pessoa planejada, mas confesso que são muitas as atividades que deixo para o feriado e final de semana, e no final, acabo tendo que admitir que não fiz nada daquilo que queria e que vou precisar de outro final de semana, ou então, esperar o próximo feriado para concluir o que queria. Sinto-me um idiota, quando chego a esta conclusão, pois percebo que aproveitei muito mal o tempo que tive e que não fui capaz de tomar a iniciativa e fazer o que me propus a fazer, mentalmente, como se eu fosse uma máquina programada para executar tarefas previamente elaboradas com dia, hora e tempo de execução.
Por outro lado penso que tudo que deixamos para fazer depois, ou quando o feriado chegar, não é importante. Desta forma, acredito que o nosso cérebro não ajuda a gravar e certamente não estimula a gente a realizar aquilo que não consideramos prioritário. Assim sendo, tudo que aparecer durante a tentativa de fazer aquilo que foi pensado, passa a ser mais prioritário, ficando o que foi planejado menos importante para o final. Penso que seja um problema de foco. Será que a partir do momento que eu focar melhor os meus desejos de finais de semana ou até mesmo dos feriados, terei meu planejamento concluído? Acredito que sim. Desta forma o ideal é fazer um exercício de mentalização e buscar prazer nestas realizações, pois, sei que a partir do momento que houver prazer, meu cérebro fará com que esta atividade seja prioritária.
Sou da opinião de que é preciso sentir prazer em tudo que a gente faz. Aprendi que a felicidade é o resultado de pequenos bons momentos. Assim sendo, se eu tiver muitos bons momentos, terei boa parte do meu tempo com a felicidade que tanto desejo. No emprego, na família, na Rua, na atividade voluntária, sozinho, ou qualquer coisa que eu venha a fazer, se eu acrescentar o prazer, é bem provável que eu sinta a felicidade. Não imagino felicidade e prazer separados. Penso que ambos estão ligados diretamente. Quando eu tiver um terei o outro. Não importa a ordem. Posso sentir a felicidade tendo prazer e terei prazer em sentir a felicidade...
A partir de agora, seja qual for o feriado ou o final de semana, vou mentalizar atividades prazerosas para reunir os momentos felizes a maior parte do dia. Igual ao que eu faço quando estou desenvolvendo minha atividade profissional durante toda a semana. Igual ao que eu faço quando estou desenvolvendo atividade voluntária pelo Rotary International, que faço constantemente. Da mesma forma que procuro ficar ao lado de minha esposa, filho, amigos e familiares sempre provocando o prazer e a felicidade, pois estar feliz com prazer ao lado das pessoas que gosta, só pode ser algo divino. Que venham os feriados e os finais de semana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-10389000930573452?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/10389000930573452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/feriado-e-para-cansar-ou-descansar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/10389000930573452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/10389000930573452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/feriado-e-para-cansar-ou-descansar.html' title='Feriado é para cansar ou descansar?'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-402580084713457580</id><published>2009-04-06T10:06:00.002-03:00</published><updated>2009-04-06T10:07:56.710-03:00</updated><title type='text'>Muitos motivos para comemorar</title><content type='html'>A cidade de Marília tem muitos motivos para comemorar o aniversário de 80 anos. Ao ser comparada com cidades centenárias e com grande importância no interior paulista, penso que isso seja um boa razão. Sempre que ouço comparações com Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e tantas outras cidades com mais de um século de história, fico orgulhoso. É como se fosse aquele caso do jovem entre adultos. Todos pensam que aquele jovem é do mesmo nível que os demais, e na verdade não é. No caso de nossa cidade, estar sempre no grupo de cidades importantes, lhe dá crédito para ser tão importante quanto as demais. Pior seria se estivéssemos num grupo de cidades fracas, pequenas e sem perspectivas.
Conheço detalhes da cidade de Marília graças ao incansável trabalho que a historiadora Rosalina Tanuri desenvolve em nossa cidade. Costumo dizer que ela é um patrimônio vivo do município (título que ela não gosta muito), e fiquei maravilhado com a homenagem feita pela rede municipal de ensino, ao desfilar no dia 4 de abril, com uma enorme faixa de agradecimento à ela. Reconhecimento pelo trabalho que ela desenvolve com paixão e encantamento. É impossível não se envolver com a história que ela nos conta sobre o princípio de nossa cidade. Os detalhes que ela apresenta nos conflitos entre os bandeirantes e os índios que aqui viviam são cheios de nuances que só tornam a história mais emocionante. Já li e reli todos os livros que ela escreveu sobre os índios e a nossa história. Fico emocionado todas as vezes.
Sempre que passo pelo centro da cidade e me deparo com o trânsito complicado, fico satisfeito. Vejo isso como um sinal do nosso crescimento e desenvolvimento. Ao passar pelos bairros da cidade e ter a sensação de que estou perdido, também fico feliz, pois demonstra que a cidade já não é só feita pelos centros comerciais ou prédios históricos. Quando ouço dizer que as Zonas Norte e Sul já são autosuficientes, fico feliz em observar que a cidade já está num crescente demográfico autosustentável, característico de uma grande cidade. Vejo tudo isso como sinais do desenvolvimento e que toda grande cidade é obrigada a suportar.
O que mais encanta-me na cidade é o seu clima agradável e o carisma que a envolve. Não conheço uma só pessoa, que tenha passado por Marília que não fale com ternura o nome de Marília. Conheço muitas pessoas que tiveram a experiência de virem para Marília por causa dos negócios, por estudo, passeando ou até de passagem rápida... Todos falam bem, independente da questão política, social ou profissional. O falar bem é com carinho, com o desejo de voltar e sempre destacando o comportamento acolhedor do seu povo. Os olhos das pessoas chegam a brilhar. Reparem!!! Mesmo admitindo que não somos uma cidade planejada, com visão futurística e principalmente com infra-estrutura adequada, conseguimos passar uma boa imagem, e como diz o ditado: a primeira impressão é a que fica. E nisso, a cidade de Marília com os marilienses são muito eficiente.
Temos nossos problemas internos, políticos, preconceituosos e o desnível intelectual e social. Também frutos do desenvolvimento. Temos miséria, desemprego, injustiças e desmandos. Também vejo isso como sinais do progresso. Temos falta de espaço para crescer, distância dos mananciais de água e principalmente área agrícola reduzida para acompanhar o crescimento demográfico. Vejo que são problemas preocupantes para uma cidade que quer crescer e superar as dificuldades, os obstáculos e até mesmo a crença de alguns de que não dá para se desenvolver.
Admito que por muito tempo o nosso slogan: Símbolo de Amor e Liberdade incomodou-me. Hoje ouço ou leio esta frase com uma enorme simpatia, pois procurei na história e no dia-a-dia a entender o que o poeta quis dizer com essa frase profunda e que sempre deve nos remeter para uma reflexão sobre o que queremos (tipo de amor) e onde poderemos chegar (tipo de liberdade). Sinto do símbolo do amor, esta empatia que a cidade causa a qualquer um. Observo na liberdade, o desejo de crescer sem ter por onde, sem depender de um segmento e o caminhar forte para o progresso de forma contínua.
Sempre digo que nossa cidade não depende de um segmento comercial, industrial e social para se manter crescendo. Marília está na quinta onda do desenvolvimento. Fomos agrícola, somos industrial, temos a tecnologia com as universidades, somos pólo regional do comércio e hoje crescemos na era da prestação de serviço. Já estamos nos preparando para a sexta onda: tecnologia. Acredito serem ingredientes para muito crescimento e desenvolvimento. É por isso que eu acredito nesta cidade e em seu povo, e apesar de não ser mariliense, não aceito que falem que Marília e os marilienses são ruins.Sempre que acontece isso, faço questão de questionar e mostro que a minha cidade com 80 anos de idade está melhor do que muitas cidades com 100, 150 ou 200 anos de existência. E se continuarmos neste ritmo, as nossas comemorações de 100, 150 e 200 anos serão muito melhores do que estamos vendo hoje em municípios visinhos. Alguém duvida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-402580084713457580?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/402580084713457580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/muitos-motivos-para-comemorar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/402580084713457580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/402580084713457580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/04/muitos-motivos-para-comemorar.html' title='Muitos motivos para comemorar'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-5113408604723570010</id><published>2009-03-31T10:54:00.002-03:00</published><updated>2009-03-31T13:09:31.759-03:00</updated><title type='text'>A profissão do prazer</title><content type='html'>Tenho conversado muito com jovens em fase de escolha da profissão e sempre digo que a melhor alternativa é aquela em que você tenha prazer em desenvolver. Escolher uma profissão não é fácil. Geralmente optamos pelo emprego que o Pai ou a Mãe desenvolvem. Isto se deve em razão de que a profissão deles é vista a todo instante, e a tendência é sempre optar pelo estado de conforto agradável. O jovem cresce vendo este tipo de profissão dos pais, sendo comum optar por ela. Mas onde fica o prazer da realização? Falo sempre aos jovens quando sou questionado em minhas apresentações pelo Rotary International e até mesmo pela Fundação Bradesco, ou nas Universidades que sou visitante, de que a profissão deve ser escolhida através da satisfação de realizá-la, do valor social que ela tenha junto a comunidade e principalmente aquela que lhe dê ganho financeiro satisfatório. Ainda sou da opinião que o prazer, a satisfação e os desejos de ser e fazer, são os critérios básicos para a escolha, afinal estamos falando de algo que normalmente será feito a vida toda, e seria um sofrimento fazer algo que não goste na maior parte da vida.Quando comemos e bebemos, dois prazeres básicos, ou até mesmo o sexo, são por pouco tempo. Ao escolher uma atividade profissional que lhe dê prazer, a pessoa terá este sentimento maior parte do dia, e de forma prolongada. Dá para imaginar fazendo algo prazerosamente por horas? É algo divino e que é possível, desde que você no dia-a-dia faça aquilo que goste, e o que é melhor: a produtividade será certa, pois, praticará uma profissão sendo eficiente, eficaz e efetivo. Esses três “E” também são critérios a serem analisados na hora de escolher uma profissão, pois é preciso avaliar se a pessoa será capaz de fazer a coisa certa, obter os resultados necessários e que tudo isso afete a vida das pessoas de forma positiva.Ao explicar as diferenças entre emprego e trabalho (um é prazer e o outro é sacrifício) os jovens passam a entender melhor a importância da escolha. Vão perceber que ao escolherem o emprego agradável e prazeroso, não terão que trabalhar e sim empregar aquilo que conhecem na atividade que gostam. O ensinamento é melhor, o envolvimento é maior e os resultados são naturais. Por isso que sempre pergunto à eles o que gostam de fazer? A partir daí dá para começar a refletir sobre a atividade profissional que gostariam de fazer, e deste ponto em diante o planejamento é investir no conhecimento específico e técnico da atividade desejada.Não posso deixar escapar a oportunidade de ressaltar mais uma vez que toda e qualquer profissão escolhida vai exigir algo que atualmente faz a diferença entre os profissionais: saber lidar com pessoas. Penso que este tipo de comportamento teria que ser disciplina básica em qualquer curso universitário. Aliás, as grades universitárias devem ter duas atividades fundamentais do começo ao fim dos cursos universitários: gestão de negócios e psicologia aplicada. São duas atividades que o profissional liberal é obrigado aprender, e quando aprende é na marra e na base de muito sofrimento.Ao escolher a atividade profissional que lhe dá prazer, a pessoa perceberá que o Mundo vai conspirar para uma qualidade de vida melhor. Afinal, quando estamos satisfeitos com aquilo que fazemos, passamos a enxergar o mundo colorido e como sendo um local para ser feliz. Fomos feitos para sermos felizes, se não somos é porque não estamos sabendo aproveitar. Faça o teste. Nunca é tarde para ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-5113408604723570010?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/5113408604723570010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/profissao-do-prazer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5113408604723570010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/5113408604723570010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/profissao-do-prazer.html' title='A profissão do prazer'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-2027174857284894206</id><published>2009-03-23T11:38:00.002-03:00</published><updated>2009-03-23T11:39:08.864-03:00</updated><title type='text'>Companhia dos jovens revitaliza os experientes</title><content type='html'>Nos últimos tempos venho tendo boas experiências na companhia de jovens. Nunca tinha percebido na prática, como isto exerce uma influência muito grande na vida de pessoas com mais idade. Ouvia dizer, mas acha que se tratava de algum exagero, mas hoje admito que realmente a companhia deles revitaliza qualquer pessoa acima dos 30 ou 40 anos de idade. Imaginem com pessoas de 50, 60 ou 70 anos de idade. Sempre fui formal, discreto, avesso as brincadeiras, a piadas e de muita descontração. Olhava para o jovem com certo ar de reprovação sobre as formas de comportamento e até do conteúdo dos pensamentos. Nos últimos dias estou revendo este meu conceito.
Ao acreditar que o nosso futuro está realmente nas mãos dos jovens e que devemos prepará-los bem para que tenhamos um futuro melhor, comecei a perceber que a comunicação entre adultos e jovens é bem complicada e que os adultos devem procurar um canal de comunicação melhor com os mais jovens e não o contrário. Estou aprendendo que somos nós, os tidos como experientes, que devemos buscar este canal e não ficar esperando que os jovens nos ouçam e façam aquilo que achamos o que é o certo. É preciso discutir essa relação sempre.
Ao ter contato com muitos jovens na formação de um grupo deste no Rotary Club Marília Pioneiro, tenho aprendido que o jovem pode ser responsável, equilibrado, organizado e muito bem articulado. Tenho verificado nesses jovens que formam o Rotaract Club Marília Pioneiro que eles são bem melhores do que muitos adultos que conheço e ainda muito mais ousados, desprendidos de preconceitos, de dificuldades e de disposição. Não confundir disposição com vitalidade, que são detalhes bem diferentes. Conheço muitos adultos com muita disposição e jovens sem vitalidade alguma. A cada reunião que participo com esses jovens tenho aprendido que nós seres humanos podemos ser nivelados, porém, tudo vai depender do interesse de cada um, e não da idade, da posição econômica ou até mesmo de conhecimento que detém.
Outra experiência que venho tendo nos últimos dias é na Fundação Bradesco, ao ser responsável pela disciplina de Comunicação Organizacional. Dia desses, me vi sentado à uma mesa, frente a 50 jovens estudantes, falando de comunicação, passando exercícios e debatendo assuntos sobre a disciplina escolar, ao lado de estojo de giz, caderneta de classe, planejamento de aulas e com o rótulo de Professor. Nunca, mas nunca mesmo, achei que eu seria colocado em uma situação desta. Confesso que ainda estou incomodado quando alguém se refere a mim como Professor. Não me vejo neste nível elevado, afinal sendo esposo de uma professora, sei o quanto a atividade precisa de conhecimentos específicos e de técnicas de transmissão de conhecimento. Estou sentindo na pele o quanto a classe do professorado tem um valor incrível na formação das pessoas.
O jovem tem um linguajar próprio, um comportamento específico e uma maneira de pensar bem diferente do que de qualquer adulto obviamente. Não é fazendo micagens, brincadeiras bobas, qualquer piada ou até mesmo menosprezando a capacidade de discernimento do jovem, que os adultos se aproximarão deles para uma comunicação produtiva. É buscando um nível de compreensão entre ambos que se troca informação com eles. É claro que eles estão mais para ouvir do que para falar, mas isto não impede de que nós, adultos, dediquemos mais tempo a ouvi-los do que falarmos. Tenho descoberto que ao ouvir o jovem sou capaz de encontrar palavras, pensamentos e mensagens mais fáceis de serem compreendidas por eles.
Quando fui jovem o comportamento naquela época era bem diferente. Sempre senti uma distância muito grande dos adultos de minha época. Não estou lembrando de conversas sérias e longas com tios, avós, ou primos mais velhos do que eu, como eu consigo ter com meus sobrinhos, amigos, colegas de trabalho e de estudos, com bem menos idade do que a minha. Tenho feito um esforço agradável para propiciar isto, e talvez esteja faltando esta dedicação dos mais experientes quanto aos jovens, pois sou da opinião que toda e qualquer pessoa tem algo a ensinar, desde que estejamos dispostos a aprender. Para isso, independe da idade, do poder econômico ou do conhecimento que as pessoas tenham. Não depende delas, e sim de mim.
Quero sugerir aos adultos que façam esta experiência e avaliem. Ao se deparar com um jovem, deixe ele falar e procure encontrar um meio de comunicação que ele entenda, pois o adulto tem que estar disposto a querer, pois do contrário os conflitos continuarão porque o que eles não tem é paciência. Devo dizer que: com a minha experiência de vida (cada um tem a sua) e a disposição em querer ouvir os jovens, sinto-me mais jovem, disposto, mais sociabilizado e tenho sentido uma felicidade que não conhecia. Isso confirma que a felicidade que busco está nas pessoas que estão ao meu redor, sejam elas jovens ou adultas, e que o responsável por um bom ambiente, depende de mim. 
Márcio C Medeiros, é radialista e jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-2027174857284894206?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/2027174857284894206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/companhia-dos-jovens-revitaliza-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2027174857284894206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/2027174857284894206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/companhia-dos-jovens-revitaliza-os.html' title='Companhia dos jovens revitaliza os experientes'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-7328763949882057450</id><published>2009-03-15T17:45:00.002-03:00</published><updated>2009-03-15T17:46:50.717-03:00</updated><title type='text'>Nós escolhemos os ídolos que queremos</title><content type='html'>Sou fã do Ronaldo. Admito isso e justifico. O cara é um exemplo de que mesmo fazendo bobagens é admirado. Fala errado, não demonstra ser culto, é simples, não ostenta a riqueza que tem, sempre mal acompanhado de homens, quando está com mulheres é por interesses, físico de gordo e deduzo que deva ser uma pessoa difícil de conversar e trocar idéias. Diante de tudo isso, as vezes forço-me a confirmar a admiração que tenho por ele. Nunca o vi pessoalmente, se quer troquei palavras. Naturalmente a admiração que tenho por ele é platônico.
Ao observar toda a atenção que a mídia dá ao Ronaldo Nazário, centroavante do Corinthians, considerado no Mundo como “o fenômeno”, vejo que meu ídolo é um ser normal como qualquer outro ídolo. Dos 18 anos em que fui cronista esportivo, tive oportunidade de conviver com dezenas de ídolos no futebol como: Emerson Leão (jogador e treinador), Telê Santana, Wanderley Luxemburgo, Rai, Careca, Muller, Zico, Sócrates, Neto, Jorginho, e tantos outros craques, em que aprendi a torcer por pessoas e não por times ou clubes de futebol. Sempre que eu me identificava com determinado ídolo eu passava a torcer para que ele sempre se desse bem, independente onde estivesse. E assim são os ídolos que tenho e sou torcedor de pessoas e não de times. Perdi minha identidade “clubística” em razão de ser amigo de pessoas que trabalhavam no futebol, e passei a torcer por treinadores, jogadores e diretores. Pessoas que eu penso que sejam boas.
Com Ronaldo “o fenômeno” é diferente, pois nunca tive qualquer contato com ele. Com Pelé, tive oportunidade de entrevista-lo algumas vezes, e o defino como “especial”. Todas as vezes que entrevistei Pelé, senti algo de diferente na entrevista e ele foi o único que me deixava emocionado no final. Numa delas, fui consolado pelo próprio Pelé, no Pacaembu, dentro dos vestiários na Copa Pelé, quando ele jogou contra a Argentina na final. Minha emoção foi tanta, que quase não consegui terminar a entrevista, quando ele abraçou-me e disse: “Calma garoto. Vai dar tudo certo”. Se existe um momento meu como cronista esportivo que não esqueço, é esse. Tive muitos outros, mas esse é o mais significativo.
O artilheiro Ronaldo também me deixa emocionado com freqüência. Toda vez que o vejo fazendo uma bobagem, fico esperando a superação. É assim em minha vida. Quando tomo noção de que fiz uma bobagem, aguardo a oportunidade de minha superação. Seria essa a minha identificação com o jogador? Pode ser. Acreditando que na vida nada é por acaso, Ronaldo tem a cara e o estilo do Corinthians: não importa os meios, as emoções estão garantidas. Não poderia estar em clube melhor, ele não tem cara de São Paulo, Palmeiras, Portuguesa, Santos ou qualquer outro clube. O cara é tão iluminado que vejo muita gente torcendo por ele, e não pelo clube. Palmeirenses, sãopaulinos, santistas e tantos outros, gostam de ver o Ronaldo em campo, e esperam um gol dele ou um comportamento diferente dele no jogo, independente da camisa que vista.
O Ronaldo não é santo, como Pelé não é. Não podemos esquecer que Pelé teve tantas mulheres e filhos em sua vida, que talvez desse para montar vários times de futebol. Pelé, envolveu-se até em escândalos financeiros com a Unicef e com empresas privadas, sendo Ministro na Era Collor, e nada disso abalou a imagem do ídolo. Com Ronaldo não será diferente, mas o cara sorri de uma forma contagiante, e fala tão simples que qualquer pessoa se contagia. Pelé é assim também, entende (jeito do Rei falar).
Concluo que os nossos ídolos nada mais são do que os sonhos que queremos ter e ser. Sonho ter um carrão... por conseqüência admiro carros. Sonho em ter muito dinheiro... naturalmente só penso em trabalhar, e assim vai. Quando me espelho em alguém, é o desejo que tenho de ser a parte boa daquele ídolo. Não quero ser a parte ruim, difícil e que muitas vezes a gente não quer saber. Só quero a parte boa. Pelé é meu ídolo, por ser uma figura emblemática no esporte. Ronaldo é meu ídolo, porque sempre está se superando. João Paulo II foi meu ídolo, porque era um ser iluminado. Esses ídolos que apontamos são capazes de mudar a história, e pessoas com esse poder devem ser admirados. A humanidade tem muitos exemplos neste sentido.
Kaká, atacante do Milan, é tido como o bonzinho, perfeitinho e tudo mais. Porque será que todos admiram Ronaldo, Romário, Edmundo e tantos outros chamados de “Bab Boys”, e deixam de lado os “santinhos”. Digo que admiramos o que eles são capazes de fazer, naquilo que se propõem a fazer e não pelo comportamento pessoal, familiar e religioso que deveriam ter. Kaká é um ídolo comum, sem destaque como Barichello, Massa, Marta e tantos outros, que fazem bem o suficiente. Não são fora de série. Admiramos só o lado bom, porque até eles têm o lado ruim, que não queremos. Mas sendo ídolo, só se destaca o lado bom. Essa, talvez, seja a vantagem deles de nós mortais que somos cobrados pelo lado ruim que temos. Para o Fã o lado bom já satisfaz. No caso de Ronaldo, sabemos que ele é sem vergonha, mas gostamos dele de graça. Não importam os erros pessoais que ele cometa, queremos os gols...    
Márcio C Medeiros é radialista e jornalistaE-mail: &lt;a href="mailto:marcio@medeiros.jor.br"&gt;marcio@medeiros.jor.br&lt;/a&gt;Blog: http: marcio-medeiros.blogspot.com#&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-7328763949882057450?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/7328763949882057450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/nos-escolhemos-os-idolos-que-queremos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7328763949882057450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7328763949882057450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/nos-escolhemos-os-idolos-que-queremos.html' title='Nós escolhemos os ídolos que queremos'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-7384645604765781036</id><published>2009-03-08T18:06:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T18:07:38.146-03:00</updated><title type='text'>A mulher é parceira e não adversária</title><content type='html'>Dizem que todos nós temos um dia especial. Geralmente é o dia do nosso aniversário, pois dos 365 dias do ano, um é dedicado especialmente para nós. Quando temos uma data específica para destacar, seja através de feriado, de homenagens, de reflexão, de ponto facultativo, ou qualquer outra forma, na verdade serve para chamar a atenção de todos, para que pensem sobre aquele dia, aquela personalidade ou aquela história. O comércio aproveita e utiliza isso como motivação para aumentar as vendas, mas não se trata do único motivo, imaginando que existam muitas formas de se marcar um dia especial, e que normalmente é comprando alguma lembrança.
Na passagem do Dia Internacional da Mulher, penso que a data sirva para que as pessoas façam a reflexão sobre a participação do sexo feminino no contexto geral de nossa sociedade. Não é para se fazer média com a mulher que está conosco (homens). Também não é o único motivo para se comprar um presente para uma mulher, que pode ser mãe, tia, avó, esposa, namorada, colega de trabalho, amiga ou coisas do gênero. A data tem um significado histórico e a presença da mulher na sociedade ainda está longe de ser igual ao homem. Aliás, sou da opinião de que essa briga de igualdade é utopia, pois nada nesse mundo é igual, e porque sexos diferentes teriam o tratamento igual na sociedade? Sendo diferentes na concepção, diferente será em tudo. Nunca um ocupará o espaço do outro, porque na origem já se constituíram diferentes, portanto, nada será igual.
Talvez a palavra que mais se encaixe neste processo é o princípio da Justiça. Numa sociedade em que homens brancos, são tratados diferentes dos homens negros, ou então, homens ocidentais são diferenciados dos orientais, como posso acreditar que um dia homens e mulheres serão iguais? Não consigo entender, mas compreendo que seres humanos (homens e mulheres, brancos e negros, ocidentais e orientais) podem ter o mesmo senso de justiça, que dependerá de comportamentos e não de sexo, cor ou credo. Talvez o que falte aos homens e mulheres sejam os sensos de: justiça, ética e humanidade, e não diferenças físicas.
Existe aquela piadinha barata de que: se existe o dia da mulher, deveria existir o dia do homem. Pior ainda é o argumento de que dos 365 dias de um ano, as mulheres têm um dia especial e os homens 364 dias. Se existe Delegacia da Mulher, deveria existir a Delegacia do Homem. É lamentável ouvir isso. Verifico ser mais uma alegação machista do que de diversão, pois é sábio pensar que no fundo de toda brincadeira existe um fundo de verdade. O Dia Internacional da Mulher é para que pensemos em figuras marcantes como: de Rute e Judite, no antigo testamento, quando se arriscaram para salvar o povo hebreu; de Estér, que enfrentou o Rei Assuero, com o pedido de liberdade há 3 mil anos; Joana D’Arc, o mito da era medieval; Florece Nightingale, que se tornou o símbolo da enfermeira pela forma como tratava os enfermos; Maria Quitéria, a heroína brasileira; Anita Garibaldi, que foi uma legenda no Brasil e na Itália; Princesa Isabel, que entra para história com a Lei Áurea, libertando os escravos; Anita Manfaldi, com a Semana da Arte Moderna; Maria Ester Bueno, a tenista campeã do mundo; a jogadora de futebol Marta, três vezes a melhor do Mundo e a incomparável: Madre Teresa de Calcutá, que dispensa comentários. Mulheres que mudaram o mundo em suas respectivas época.
Sempre que viajo pelo interior paulista e passo por uma penitenciária (e não são poucas no centro-oeste paulista), sempre vejo filas e filas de pessoas aguardando para visitarem presos. Detalhe: somente mulheres. Nos hospitais sempre são mulheres as acompanhantes de pessoas acamadas. Em restaurantes, maioria mulher. Atendimento ao público, em qualquer grande empresa: são mulheres. Existem atividades que se tornaram característica serem mulheres, como existem tantas outras que são genuinamente para homens. É assim que funciona. Um sexo tem habilidade para determinadas ações e outros com afinidade para certas atividades. Não dá para um sexo ser capaz de fazer todas as funções com perfeição.
Entendo que o Dia Internacional da Mulher sirva para chamar atenção de homens e mulheres, que a diferença existe e que não devemos competir. Ao ler livros como: Elas são de Venus, eles são de Marte... ou então: Eles fazem sexo, elas fazem amor... Passei a entender melhor o sexo feminino, e sugiro sempre esses livros como uma espécie de manual de instrução de como entender um pouco as mulheres. É preciso ver a mulher como mulher e homem como homem. Parar com esse negócio da mulher estar atrás, ao lado, na frente, acima ou abaixo. Homens e mulheres devem estar juntos, no sentido de ajuda mútua. Quando somos duplas, um ajuda o outro. Não tem competição. E também não tem essa de um completar o outro, pois somos seres perfeitos e diferentes, não precisamos de complemento e sim de ajuda. Comportamentos iguais se atraem.
Vamos utilizar a data, em todos os anos, para refletir de que a mulher é importante. Tão importante quanto o homem. Digo até que nós homens não precisamos entendê-las (que é impossível) e sim compreendê-las e amá-las sob todas as coisas, pois não existe homem neste mundo que não ame uma mulher, mais do que a própria mulher. A imagem que sintetiza a mulher, a meu ver, seria a imagem da Virgem Maria, que nos deu o Deus homem, e que nos pediu apenas que amassemos uns aos outros.
Márcio C Medeiros, é radialista e jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-7384645604765781036?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/7384645604765781036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/mulher-e-parceira-e-nao-adversaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7384645604765781036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/7384645604765781036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/03/mulher-e-parceira-e-nao-adversaria.html' title='A mulher é parceira e não adversária'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8992773304498329909</id><published>2009-02-28T14:50:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T14:51:43.499-03:00</updated><title type='text'>Nunca imaginei sambar na avenida</title><content type='html'>Foi uma experiência fantástica ter a oportunidade de desfilar na Avenida numa escola de samba. Admito que nunca fui considerado um folião de primeira linha, e muito menos um sambista exemplar. O convite surgiu de forma descompromissada, quando tive a oportunidade de participar da Bagunça do Circo no Tênis Clube, ao fazer parte pela terceira vez, de um bloco carnavalesco formado por conhecidos. Eu e minha esposa Liza, como os demais, manifestamos o interesse em reforçar a Escola de Samba Unidos do Bonfim, nos dois dias de desfile na Avenida Sampaio Vidal, no centro da cidade.
No sábado a noite nos preparamos e com as nossas fantasias chegamos até o local onde todos se concentravam para sair sambando na Avenida. Confesso que pela primeira vez, estava bem cauteloso, preocupado com as improvisações, o empurra-empurra e aquelas confusões de praxe com pessoal pra lá de animado. Puro engano. Fiquei surpreso com a organização das escolas, com o comportamento dos sambistas que desfilaram e principalmente com a tranqüilidade de todos, não vendo nenhuma confusão fora do normal. Vi que o local era de concentração, mesmo. Somente a tensão e ansiedade pelo começo do desfile.
Liza e eu nos sentimos meio perdidos, pois de todos os nossos colegas que se comprometeram, nenhum deles apareceu. Daí outra surpresa: a receptividade do pessoal da escola de samba que fazia parte da nossa ala, a Ala do Fogo. Com os conhecidos de vista, veio o bate-papo que rolou de forma agradável, até começar o desfile que foi super tranqüilo, e neste momento o frio na barriga tomava conta por alguns minutos, dissipado com o passar dos minutos. Imaginei que seria muito mais difícil, principalmente por não saber sambar, desfilar e num ambiente bem diferente do meu normal, porém, num local dos mais agradáveis, porque percebi que quase todos encontravam-se na mesma condição que eu e Liza, ou seja, estávamos todos na mesma situação.
Por alguns instantes comecei a refletir. Quanto eu tinha 15 anos adorava participar das matinês e não via a hora de poder participar dos bailes noturnos. A partir dos 18 anos de idade, passei a freqüentar até os 20 anos, os bailes durante a madrugada, mas sempre sem muito envolvimento, pois nunca fui de beber e bagunçar. Sempre fui comedido. Há mais de 20 anos não brincava o carnaval como desta vez, pois, além de ir ao baile da Bagunça do Circo no Tênis Clube (temporão e único), ainda estive na Avenida desfilando numa escola de samba, algo inimaginável para mim, até então. É muito para uma pessoa pacata como eu. Pode parecer bobagem, mas foi um esforço próprio de quebra de paradigma em minha vida, além de reformar minha opinião sobre o carnaval de uma forma geral, pois, já passei a imaginar como é um desfile em sambódromos e o que isso pode representar para um povo. Passei a compreender a essência do carnaval.
Sei que Carnaval é o momento que temos de ser o que normalmente não somos, mas pude ser o que sou numa situação inusitada e prazerosa. Respeitei e fui respeitado. Não exigi nada e nada exigiram de mim. Talvez essa fórmula seja das boas, porque tudo deu certo de forma natural-normal como sempre defendo que deva ser nossos comportamentos. Nada foi forçado e eu pude ser eu mesmo, numa situação em que jamais imaginei. Melhor ainda: com pessoas agradáveis, ao lado da mulher que amo, com diversão garantida, sem abusos, sem agressões, sem estímulos artificiais, somente na base do prazer.Realizei dois sonhos: o meu e o da Liza em desfilar pela Avenida, na cidade onde moramos, ou seja, nos expondo aos amigos e conhecidos (que não são poucos), numa situação bem diferente do nosso normal.
Quero parabenizar a Escola Unidos do Bonfim pela boa demonstração que passou a mim sobre a idéia de uma Escola de Samba. Estendo os elogios a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Marília, organizadora do desfile, pela demonstração de organização, infra-estrutura e condição para que o Carnaval não passe em branco, pois, da mesma forma que surpreendi muitas pessoas que acenavam para mim na Avenida, fiquei surpreso pela minha capacidade de enfrentar situações diferentes e ver que é possível ser feliz em locais em que muitas vezes se quer imaginamos. Estou orgulhoso de ter evoluído, e passo a ser um admirador do carnaval de Rua. Vi como é de dentro para fora, porque já estive na Avenida assistindo os outros, e querendo entender o que motivava as pessoas a desfilarem numa escola de samba. Agora eu sei: felicidade. A partir de agora tenho outra opinião sobre: o carnaval, as escolas de samba e o poder de ver que é muito fácil ser mais feliz, desde que estejamos preparados para as mudanças.
Márcio C Medeiros, é radialista e jornalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8992773304498329909?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8992773304498329909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/nunca-imaginei-sambar-na-avenida.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8992773304498329909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8992773304498329909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/nunca-imaginei-sambar-na-avenida.html' title='Nunca imaginei sambar na avenida'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-4818809892486215146</id><published>2009-02-25T15:30:00.002-03:00</published><updated>2009-02-25T15:35:15.673-03:00</updated><title type='text'>Dia do Rotariano é o Dia do Voluntário Internacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segunda-Feira, dia 23 de fevereiro, foi comemorado o Dia Nacional do Rotariano. Através de Lei Federal, de número 6.843, do dia três de novembro de 1980, foi instituído o Dia Nacional do Rotary no Brasil, comemorado sempre no dia 23 de fevereiro, em razão de ser esse o dia da fundação do Rotary International, no ano de 1905, ou seja, em 2009 o Rotary International completou 104 anos de existência, sendo a primeira e maior Organização Não Governamental (ONG) no Mundo, presente em 208 Países com 1,4 milhão de sócios. Motivo de orgulho para qualquer rotariano que tem muitas razões para comemorar a data, e não deixar passar despercebida junto a comunidade local onde está inserido.
A cidade de Marília conta com sete clubes rotários, Bauru com seis, Presidente Prudente com nove, sendo os maiores centros rotários da região do Distrito 4510 do Rotary International, em todo o centro-oeste paulista que conta com 66 clubes com 1,5 mil rotarianos. Não tenho dúvidas de que seja, também, a maior organização na nossa região em número de clubes e de pessoas. Isso quer dizer que 38 cidades contam com voluntários com grande potencial de apoio na comunidade, por terem como missão: servir ao próximo, difundir altos padrões éticos e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários.
Quando o advogado norte-americano Paul Harris, o fundador do Rotary International, estabeleceu o primeiro clube com outros três homens de negócios, em Chicago: Silvéster Schile (comerciante de carvão), Gustavus Loehr (engenheiro de minas) e Hiram Shorey (alfaiate), jamais ele poderia imaginar a grandiosidade que chegaria esta organização e a força instituída pelos voluntários que fazem parte desta instituição que se preocupa com a humanidade num todo, tendo as presenças de personalidades mundiais como rotarianos: Sir Winston Churchill, Primeiro-ministro da Inglaterra; Neil Armstrong, Astronauta e primeiro homem a pisar na lua; Walt Disney, Cineasta; Thomas A. Edison, Inventor, ou então brasileiros como: Antônio Ermírio de Moraes, Presidente do Grupo Votorantim; José de Alencar, Vice-Presidente da República; Jucelino Kubitschek, Ex-presidente da República; Mário Covas, Ex-Governador do Estado de São Paulo, dentre outros que fizeram ou fazem parte desta organização centenária. Pode parecer utopia, mas quando falamos de Paz e Compreensão Mundial, estamos falando da nossa paz individual. A Paz na comunidade que vivemos, pois, havendo a Paz onde o Rotary estiver, a maioria dos Países estarão em Paz, porque não existe uma instituição presente em mais nações do que o Rotary está, e desta forma, é o Rotary a única entidade capaz de promover a Paz no Mundo, pois foi do Rotary que nasceu a Organização das Nações Unidas (ONU).
Os 1,5 mil rotarianos de nossa região devem se orgulhar em fazerem parte do Rotary International. São milhares de campanhas organizadas, em organização e em planejamento... São atividades, ações, programas, projetos, e tantos outros trabalhos voluntários que empresários e profissionais liberais, se unem e colocam as atividades profissionais que dominam em favor de programas e projetos rotários. O formato na arrecadação de recursos, existe das mais diversas formas e todas elas são benéficas, porque sempre alguma instituição carente será auxiliada. O rotariano trabalha para a comunidade, através do Rotary Club, de forma coletiva, pois, normalmente sozinho a força será enfraquecida. Quando um jornalista se une com advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, empresários, educadores, e tantos outros profissionais, uma atividade vai completando a outra em favor de uma determinada campanha planejada e articulada dentro de um Rotary Club.
Eu seria capaz de enumerar centenas de ações que os rotarianos desenvolvem no Mundo, no Brasil e na nossa região. A nossa essência é unir conhecimento, vontade, disponibilidade de tempo e principalmente a satisfação de ajudar a comunidade a crescer e se desenvolver. Normalmente o rotariano é atarefado, super compromissado profissionalmente, de família numerosa e com grandes laços de amizade. O que adianta ter tudo isso, e não utilizar essas qualidades em favor da comunidade em que faz parte? O que adianta ter sucesso profissional, intelectual, social e familiar, conseguidos na sociedade e devidamente reconhecida por ela de alguma forma, se não nos colocarmos em favor de programas e projetos que beneficiem a própria comunidade em que está inserido? Sendo através da sociedade que se conseguiu tudo isso, nada mais justo, que devolver esse conhecimento processado e melhorado, em trabalhos voluntários para a comunidade.
Não consigo visualizar sucesso de uma pessoa, sem ser compartilhado. Não consigo imaginar um líder, admirado numa comunidade, se ele não der o exemplo de ajudar o próximo. Como ser reconhecido como ser humano, se não fizermos trabalhos em favor do ser humano. É pensando assim que defendo a necessidade dos rotarianos serem mais compreendidos na comunidade, que pouco utiliza o potencial rotário existente nas cidades onde estão presentes. As confusões de interpretações são de dentro pra fora e de fora para dentro, ou seja, os rotarianos se posicionam de forma insegura, enquanto que a comunidade observa os rotarianos de forma incompleta. Essa duas pontas precisam alinhar conceitos, visões e desejos, pois uma precisa da outra.
O Rotary International para crescer precisa continuar com o trabalho conceitual, mas precisa ser mais contundente em mostrar suas obras e realizações. Jesus Cristo, a maior personalidade de todos os tempos, nos ensinou que é preciso explicar e mostrar. Se Ele ficasse pregando a Paz somente na oratória no pé da montanha, não teria convencido a humanidade como convenceu. Se Ele não tivesse mostrado através dos milagres, a força que tinha com a presença e com as palavras, talvez Ele não seria o que é. Os rotarianos precisam mostrar suas obras, através da Fundação Rotária, para que a comunidade dê o devido valor de contar com uma organização deste potencial, pois, são tantas as obras conquistadas pelo Rotary ao longo dos 104 anos, que alguns rotarianos e a população em geral desconhecem. Em nossa região há 73 anos estamos presentes na comunidade. Escolas, Centros Comunitários, estradas, ruas, vilas, Centros de Saúde, equipamentos dos mais diversos e assistência a instituições sociais diversificadas são algumas das bases de realizações dos rotarianos na região.
Nunca é demais dizer que: ser rotariano não é fazer filantropia, assistencialismo ou beneficência. Ser rotariano é colocar os nossos conhecimentos profissionais em favor de programas e projetos que beneficiarão a comunidade. Essa é uma confusão complexa, mas que é preciso sempre lembrar. Nada melhor do que lembrar no mês, ou na semana em que se comemora o Dia Nacional do Rotary.
Márcio C Medeiros, é radialista e jornalista, sócio do Rotary Club Marília Pioneiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-4818809892486215146?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/4818809892486215146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/dia-do-rotariano-e-o-dia-do-voluntario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4818809892486215146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/4818809892486215146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/dia-do-rotariano-e-o-dia-do-voluntario.html' title='Dia do Rotariano é o Dia do Voluntário Internacional'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8065821998835401557</id><published>2009-02-21T17:05:00.002-03:00</published><updated>2009-02-21T17:07:29.183-03:00</updated><title type='text'>A preocupação com o lixo espacial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um artigo da Revista Veja chamou minha atenção sobre as atividades espaciais. Dois satélites se chocaram, aumentando a quantidade de lixo espacial. Sempre fiquei imaginando o que acontece com aqueles pedaços de foguetes que vão se desprendendo do módulo lunar. Imaginava que tudo aquilo se deteriorava, queimasse ou até mesmo se desintegrasse. Puro engano. Descobri que todas aquelas sobras ficam vagando entorno da terra. O artigo chamou minha atenção também, pela quantidade de satélites existentes em funcionamento: 3 mil deles ficam orbitando. Sem contar os mais de 17 mil fragmentos de artefatos lançados da terra e que se desmancharam de foguetes, satélites desativados e até ferramentas perdidas por astronautas, como aconteceu recentemente.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A geração dos anos 60 não deve se preocupar com isso, afinal a exploração espacial ainda é recente, perto da exploração da terra. Mas penso que as gerações atuais terão problemas no futuro com tanto lixo espacial assim. Como se não bastassem os problemas com o lixo doméstico, orgânico e o mais moderno de todos: os recicláveis. E agora vem essa com relação ao lixo espacial. Fico pensando que diante de tanto lixo que vai acumulando no espaço, o homem acabará preso num mundo horrível, pois, se quer se preocupa com as condições do meio ambiente que são finitos, onde vivemos, temos agora o problema maior, se preocupar onde não vivemos e que estamos explorando. Ao querer abandonar a terra, por qualquer razão, os seres humanos serão impedidos pelo próprio lixo que se criou entorno da terra. Um castigo, talvez, merecido diante de tanta agressão contra a natureza.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pior será se esse lixo espacial resolver cair na terra. Dois satélites (um americano e um russo, por ironia) se chocaram recentemente nos céus da Sibéria. Mais destroços na lixeira espacial. Imaginem chover lixo. Já observamos lixo na água, no ar, na terra e agora caindo dos céus, com o lixo espacial. Penso que a preocupação tenha que ser elevada ao grau máximo, com o que produzimos e o que faremos com o descarte. No mundo consumista que vivemos, já passou da hora de uma mente brilhante descobrir uma saída para isso, pois do contrário o Mundo será um Lixo só.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses ao me apresentar em Presidente Prudente para um grupo de empresários e rotarianos, debatíamos a questão do Lixo Seletivo, por exemplo. A separação do lixo tem que ser um comportamento coletivo, pois, se eu separo o meu lixo, mas meu vizinho não faz a mesma coisa, e mistura o lixo orgânico com reciclável, e joga no mesmo local que o meu, não adiantou nada a minha separação. Digo que o Lixo Seletivo tem que ser Coletivo, ou seja, todos terem a mesma preocupação e comportamento. Neste caso, não adianta eu fazer a minha parte. Todos devem ter o mesmo comportamento de separar o lixo.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como síndico do prédio onde eu moro, adotamos o lixo seletivo. Porém, muitos moradores não se preocupam com isso e jogam lixo orgânico em locais onde seriam lixo recicláveis. Insetos e animais roedores são atraídos da mesma forma. Pior é que vejo não se tratar apenas de conscientização e sim de preguiça, pois jogar o lixo é um ato só, e havendo um direcionamento para este ato, é uma questão de disciplina, organização e principalmente de hábitos culturais. Para isso é preciso que a pessoa tenha conhecimento, o que imagino ser a maior deficiência.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais tecnologia que exista, e por mais evoluído (no sentido temporal) que o ser humano seja, o lixo será sempre um problema de saúde humanitária, por culpa da falta de hábito separá-lo ou darmos uma destinação a ele e, que possivelmente, será o nosso maior adversário, porque está claro que tudo que não for da natureza, não será absorvido facilmente. Ao poluirmos o ar, aumenta-se o buraco na camada de ozônio. Ao sujarmos a terra, poluímos os lençóis freáticos e por conseqüência ficaremos sem água potável. Quando sujamos os rios e oceanos, ameaçamos os recursos hídricos, ou seja, não temos saída. Sujando o espaço, um dia teremos que tirar isso da frente. Ou mudemos de comportamento, ou seremos vítimas dos nossos próprios lixos, ficando ameaçados por doenças de todos os tipos, afinal, temos um cérebro privilegiado, mas um corpo sensível e vulnerável a menor ameba existente, com poder de destruição mutante e inimaginável.  
&lt;/div&gt;
Márcio Cavalca Medeiros é radialista e jornalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8065821998835401557?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8065821998835401557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/preocupacao-com-o-lixo-espacial.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8065821998835401557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8065821998835401557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/preocupacao-com-o-lixo-espacial.html' title='A preocupação com o lixo espacial'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-882594653645439444</id><published>2009-02-14T16:27:00.004-02:00</published><updated>2009-02-14T16:31:02.924-02:00</updated><title type='text'>A minha paz é a paz do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre questionei a existência de um motivo para haver guerra. Ao ler e ver histórias em que o ser humano é o único ser que mata por prazer e de forma banal, além do necessário, isso sempre assustou-me. O que faz uma pessoa odiar tanto a outra a ponto de desejar que ela morra? Como pode uma criança ser treinada para a guerra? Como viver em escombros e envolta de tanta destruição? Acredito que nunca saberei com exatidão o que isso significa, mas faço uma idéia, pois, onde eu vivo não é possível saber quais os motivos que levam as pessoas serem assim.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como rotariano sempre ouço falar em Paz e Compreensão Mundial. Confesso que houve época que isso soava para mim como uma utopia, pois, como eu: brasileiro e residente em Marília posso influenciar a Paz no Oriente Médio? Porque uma pessoa pacata como eu devo preocupar-me com os entendimentos da Coréia do Sul e Norte? Ao tomar conhecimento de detalhes, conceitos e obter uma série de informações, reformulei meu pensamento e passei a entender melhor estas questões, que admito não serem pessoais, em virtude de saber que muitas pessoas pensavam com eu, mas não se aprofundavam na questão, porque o problema não é nosso e não nos atinge.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouvindo o nigeriano Jonathan Majiyagbe, atual presidente do Conselho de Curadores da Fundação Rotária, e Ex-Presidente do Rotary International, numa de suas palestras aqui no Brasil, passei a enxergar de outra forma esta realidade. Esse advogado da Nigéria, que conhece bem os problemas de uma guerra civil, de pobreza e tudo mais, falava em tom suave, de que para desejar a Paz é preciso ter Paz. Ele fez com que eu imaginasse como uma criança consegue ter Paz ao chegar em casa assistir seus familiares morrendo sem saber dos motivos, ver a casa destruída sabe-se lá pelo que? Ou então transmitir a Paz vendo Pai matando a Mãe, irmãos traficando, irmãs se prostituindo ou coisas do gênero. Não consigo enxergar a Paz sem observar o mínimo de comportamento de Paz.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao começar a ver esta questão desta maneira, notei que as imagens que nos chega dos locais de guerra são sempre tristes, tenebrosos e muitas vezes horríveis. Não poderia ser diferente. O olhar das pessoas em uma Zona de Conflito é sempre a pior, quando deduzimos que o ódio está enrustido. Como ter Paz? A vingança parece-me ser um combustível nesta situação que naturalmente se perde o controle de nós mesmo, pois, são dons anormais e que existem por causa da: indisciplina, descontrole emocional e a incapacidade de discernimento, fazendo com que a nossa reação (até por extinto), seja a mais violenta possível.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa realidade de guerra não é a nossa. Assim sendo, pergunto como podemos evitar o conflito físico e moral? A partir do momento que a gente cultivar a Paz diariamente, em todos os lugares que estivermos, a Paz prevalecerá. Se no local de trabalho houver conflito, desentendimentos e mal estar, isso será repassado em minha casa, em meus relacionamentos e tudo mais que eu faça. É contaminante. Se em minha casa o clima e ambiente não forem felizes, não terei como transmitir isso em meus atos e pensamentos. A Lei da Atração reforça muito esse meu pensamento, pois, os meio que vivemos justificam nossos comportamentos. Lembram-se do ditado da vovó: “diga-me com quem tu andas, que lhe direi quem és”. É no ambiente que temos que ter o foco e não, apenas, nas pessoas que estão ao nosso redor.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para eu influenciar o Mundo a ter Paz e a Compreensão Mundial preciso praticar no meu mundo individual e particular. Tenho minhas próprias guerras a enfrentar, meus conflitos a serem negociados e principalmente a minha luta diária. Mas porque não guerrear por um mundo melhor, resolver conflitos para um bem comum e lutar em favor do Bem? Acredito que a partir do momento que eu cultivar a Paz no mundo em que eu sou o Todo Poderoso, estarei fazendo a minha parte para que o Mundo de um modo geral tenha a Paz e a Compreensão Mundial. Quando eu pratico a Paz, ajudo na conspiração em favor da Paz. Quando eu passo a compreender os idosos, os jovens e aqueles que são diferentes de mim, estou ajudando o Mundo a ter a Compreensão Mundial. Por isso que eu posso ajudar neste processo, e tenho que fazer a minha parte.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respeito plenamente os motivos que fazem as pessoas se envolverem em guerras nestes países conflitantes, mas não concordo com os meios. Seja por motivo religioso, político, econômico ou social, não importa a razão e sim os meios a serem utilizados para se encontrar o entendimento. Matar ou tentar matar só aumentam o ódio, a raiva e o desejo instintivo de se defender de qualquer maneira. Mas se eu procurar compreender o que levou o outro a agir de determinada maneira e usar a minha inteligência para evitar os conflitos físicos e morais, posso demorar a encontrar uma solução, mas estarei sempre no caminho da Paz.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O exercício que devemos promover a nós mesmos, é o de promover a Paz naquilo que depende de nós. Acredito que se isso acontecesse os seres humanos seriam bem diferentes. Seja inteligente e diferente: não revide uma agressão. Mostre ao outro que você é superior em todos os níveis, e surpreenda reagindo de forma amigável, afinal seu oponente sempre vai esperar o pior e nunca o melhor de suas ações. Mais uma vez a comunicação é a principal arma contra os desentendimentos, conflitos e a principal ferramenta da Paz, pois, quem informa ao outro sobre o que pensa e sente é melhor compreendido. Nunca deixe de falar de seu amor pelos outros e pelas coisas. Vejo isso, como sendo o antídoto contra qualquer confusão. &lt;/div&gt;

&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Márcio Medeiros é radialista e jornalista&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E-Mail: &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:marcio@medeiros.jor.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;marcio@medeiros.jor.br&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BLOG: HTTP/marcio-medeiros.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-882594653645439444?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/882594653645439444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/artigo-minha-paz-e-paz-do-mundo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/882594653645439444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/882594653645439444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/artigo-minha-paz-e-paz-do-mundo.html' title='A minha paz é a paz do mundo'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-6814952490434115186</id><published>2009-02-07T15:41:00.000-02:00</published><updated>2009-02-07T15:49:35.564-02:00</updated><title type='text'>Cada minuto tem que valer a pena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Esta semana recebi uma notícia muito desagradável. Um conhecido, que dias atrás era a pessoa mais irradiante possível no aniversário da mãe que completara 80 anos de vida, levou um golpe nos deixando muito preocupados. Pessoa atlética, inteligente, coronel militar e cidadão do mundo, foi vítima de um AVC e hoje está numa UTI, em situação muito delicada. Isso me fez pensar sobre o assunto, apesar de não ser uma novidade entre os seres humanos, pois todos nós estamos sujeitos a este ataque. O choque foi de que a morte nos ronda em todos os momentos e obrigou-me a refletir sobre esta questão, mais profundamente: cada minuto tem que valer a pena. A qualquer momento tudo pode acabar.
     Passei a pensar num paradoxo. A partir do momento que nascemos, fazemos de tudo para termos uma vida mais maravilhosa possível, e o prêmio por todo o nosso esforço é a morte. Bom ou mal, rico ou pobre, homem ou mulher, tudo, mas tudo mesmo, acaba em morte. Animal ou vegetal, o fim é a morte. Oras... se independente do que fizermos termina em morte, porque ela é vista como algo ruim, surpreendente e chocante? Acredito que seja pelo fato de encerrarmos tudo que vínhamos fazendo, sem um ponto final que gostaríamos. Não ter mais a companhia das pessoas que amamos e principalmente por não sabermos colocar um final feliz em nossa história e vida, ou seja, nesta passagem o final da história de vida é inesperado para o próprio autor, que somos nós.
     Com a notícia deste meu amigo, meus pensamentos passaram a girar da seguinte forma: porque devo deixar algo para depois? Porque não faço aquilo que me dá prazer imediatamente? Porque não deixo claro, rapidamente, o que quero e penso? Tenho que fazer com que cada minuto de minha vida valha a pena, porque, de forma inesperada minha vida pode acabar e posso passar por essa vida como um incompreendido. Penso que todos não querem ser lembrados por obras inacabadas, apesar das testemunhas que escolhemos. Resolvi então aproveitar sobremaneira, ainda mais, os minutos que tenho, em virtude de que cada minuto que passa não volta mais e os próximos que tenho, tenho duas saídas: ou dedico alguns minutos para explicar algo que ficou mal entendido, ou aproveito esses minutos em favor de minha felicidade. A segunda alternativa parece-me mais agradável.
     O filme em cartaz que conta a história de Benjamin Button (aquele personagem que nasce velho e com o passar do tempo vai ficando mais novo), nos faz refletir, pois, dentro deste ponto de vista de que cada minuto tem que valer a pena, percebi que independente se nossas vidas vão de 0 a 100 anos de idade, ou de 100 a 0 anos, os minutos continuam preciosos. O caracol mental que isso proporciona é que não temos conhecimentos suficientes para saber administrar tudo isso, e talvez a magia da vida seja esta: o inesperado. Principalmente quando nos deparamos com aquelas situações em que o tempo parece ser perdido: dormir demais, sedentarismo, brigas e discussões com pessoas que amamos, e tantas outras armadilhas que caímos, armadas por nós mesmos.
     A conclusão que eu cheguei é que: não importa o que venha a ser ou acontecer, vou dedicar mais prazer, mais alegria e ser mais objetivo aos meus sentimentos, pois se tempo é dinheiro, o minuto de nossas vidas é preciosidade e precisa ter o máximo de valor possível. Temos que fazer de tudo para que cada minuto seja em favor da felicidade, do prazer e da alegria, pois, acredito que não estamos neste mundo para sermos infelizes. Se Deus é nosso Pai, e somos todos filhos de Deus, pai nenhum gostaria que o filho fosse infeliz, e jamais proporcionaria um ambiente infeliz para que o filho vivesse. Assim sendo, se não somos felizes o suficiente e da forma como o nosso Pai gostaria, é por não sabermos e estamos tendo escolhas ruins. Cabe a nós procurarmos fazer com que cada minuto de vida valha a pena. Que tal começarmos a valorizá-lo já, em nome da própria felicidade? Eu já comecei. Nunca é tarde independente da idade. O pior deve ser, terminar a nossa história de vida sem um final feliz. Se não for possível finalizarmos bem, que deixemos sinais de que o final era para ser feliz e que todos saibam que você passou por aqui, e procurou ser feliz. Que meu minuto de vida tenha valido a pena. Quer presente melhor para um Pai, saber que o filho foi feliz na vida que teve? Pense nisto.
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Márcio C Medeiros é radialista e jornalista. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:marcio@medeiros.jor.br"&gt;marcio@medeiros.jor.br&lt;/a&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;BLOG: &lt;a href="http://marcio-medeiros.blogspot.com/"&gt;http://marcio-medeiros.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-6814952490434115186?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/6814952490434115186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/cada-minuto-tem-que-valer-pena.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6814952490434115186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/6814952490434115186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/cada-minuto-tem-que-valer-pena.html' title='Cada minuto tem que valer a pena'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-8666273555911170571</id><published>2009-02-02T10:09:00.000-02:00</published><updated>2009-02-02T10:11:38.969-02:00</updated><title type='text'>O voluntário empresarial</title><content type='html'>Tenho acompanhado inúmeras pessoas que assumem as funções de presidente, diretores, coordenadores e conselheiros, em instituições de classe, principalmente. Todos eles ocuparam e ocupam cargos sem remuneração e sempre questionei os motivos que levam essas pessoas a se comprometerem por uma causa coletiva. Observei que todos eles num primeiro momento recusam o cargo, dificultam a indicação e muitos até se sentem ofendidos quando são lembrados. No entanto, depois da resistência, se transformam e passam a dar a vida pelo trabalho na instituição voluntária.

Já vi pessoas que de tanto envolvimento colocaram o trabalho voluntário como prioridade em suas vidas, deixando a família, os negócios e os amigos em planos inferiores. Aprendi, que isso não é bom, como tudo que é exagerado deve sempre ter o bom senso. Mas, por outro lado, admiro quem consegue ter prazer em desenvolver trabalho voluntário, e ainda assim, administrar bem as questões pessoais e profissionais. Mas a pergunta que faço, sempre, é o que leva uma pessoa dedicada, destacada em sua categoria e normalmente bem relacionada, a ser um voluntário empresarial? Defino como sendo voluntário empresarial aquele que faz trabalhos gratuitos, assume responsabilidade civil e criminal, por uma atividade de classe, sem qualquer ganho financeiro.

Da mesma forma que acredito ser o reconhecimento de seus companheiros ou da comunidade em que faz parte o combustível do voluntário social, penso que esse reconhecimento também é o que motiva um voluntário empresarial. O ser humano necessita do reconhecimento e da compensação moral. Vamos lembrar do aperto de mão, dos abraços, dos beijos que recebemos dos outros e que nos fazem bem. São milhares de centenas de pessoas que desenvolvem trabalhos voluntários, na busca de um reconhecimento, seja ele qual for. A gratidão de poder ter feito algo por outra pessoa é impagável e não é possível mensurar o valor financeiro deste ato. Sentir o sorriso, a satisfação e ver a melhoria na qualidade de vida de outro ser humano, é algo que dignifica qualquer pessoa que tem a capacidade de mudar a vida de um semelhante. Quem já teve essa sensação sabe do que estou dizendo. Acredito que seja isso que faz com que pessoas de bem, aceitem o compromisso de fazer com que a vida das pessoas mudem, dentro das possibilidades e limitações de cada um.

Quem assume a presidência de um grupo de voluntários tem que ser admirado sempre. Não é qualquer um que tem essa coragem, e por não ser qualquer um, a admiração tem que ser dobrada. O respeito que temos que ter com o voluntário empresarial é muito grande, pois, colocar o próprio nome, o comportamento e principalmente a história pessoal de vida para ser julgada pelos outros, não parece-me algo para qualquer um, e sim, digno de pessoas especiais. Desta forma, faço uma reflexão neste sentido, sugerindo para que passemos a olhar, com um outro olhar (o olhar da gratidão), para essas pessoas que sempre são ocupadas e mesmo assim, encontram tempo para estudar, planejar e agir em favor de um segmento, seja ele social ou profissional, mas sem qualquer ganho financeiro, que neste mundo capitalista tem valor e é necessário.

Vamos reconhecer nesses voluntários empresariais que o desejo deles vale a pena. Independente do sucesso que eles venham a ter, ou não, o que importa é mostrar a coragem de se colocar ao julgamento do outro, que sabemos que nem sempre é justo, mas, é o que mais acontece. Assim sendo, saúdo todos esses voluntários empresariais e digo que, por causa da iniciativa deles, nossa sociedade está melhor, pois quem é competente na vida pessoal, familiar e empresarial, pode ajudar de alguma forma a categoria social ou profissional que faz parte. O que não posso admitir é a omissão de algumas pessoas, pois, se são vencedoras devem saber lidar com as diferenças e ensinar aos demais, como fazer para contornar os obstáculos e atingir a vitória. Aprendizado que não é repassado, não me parece ser uma visão e comportamento inteligentes.

Se o estímulo para o voluntário empresarial é o reconhecimento, vamos admitir que a presença dele (por si só), já é merecedor de todos os agradecimentos de uma comunidade. Imaginem se ninguém se dispusesse a assumir esse compromisso, pois, como costumo dizer: quem não se envolve não se desenvolve.

&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Márcio Medeiros é radialista e jornalista – &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:marcio@medeiros.jor.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;marcio@medeiros.jor.br&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BLOG - &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://marcio-medeiros.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;http://marcio-medeiros.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;#&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-8666273555911170571?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/8666273555911170571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/o-voluntario-empresarial.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8666273555911170571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/8666273555911170571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/02/o-voluntario-empresarial.html' title='O voluntário empresarial'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1009974275341898387.post-3561250798298313077</id><published>2009-01-28T20:54:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T20:58:34.013-02:00</updated><title type='text'>Osmar Santos emociona e ensina a viver</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao ler o livro “Osmar Santos – O milagre da Vida”, escrito por Paulo Mattiussi, a admiração que eu sempre tive pelo Osmar Santos, foi multiplicada. Os fatos registrados no livro, das quais tive a oportunidade de viver algumas delas, são dignas de uma autêntica revisão de conceitos com relação à vida e a constatação de que as experiências que os seres humanos passam em vida são situações em que a perseverança é um fator importante na continuidade de nossa vivência e missão na terra.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que me chamou a atenção no livro foi a forma como o escritor pontua a importância de Osmar Santos em diversos momentos importantes que a sociedade brasileira passou e foi influenciada por ele. Confesso que não imaginava o Osmar Santos que sempre conheci, é um Osmar Santos que mudou os rumos da história do Brasil, quando ele se envolveu principalmente nos Movimentos das Diretas Já. Tive a sensação de ver, em pensamento, muitos dos fatos escritos no livro. Muitas das pessoas ali citadas foram colegas meus, em que o jornalista Paulo Mattiussi foi muito fiel e específico ao descreve-los.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A forma como o jornalista registrou a cidade de Marília, Oswaldo Cruz e até o acidente que transformou Osmar Santos em outro fenômeno, são muito reais. As descrições feitas no livro de Osmar Santos quando era lavrador, ou quando criança em Oswaldo Cruz, ou até mesmo o radialista de Marília e sua chegada na capital paulista e para o Mundo, são muito claras, para as pessoas que conhecem Osmar Santos, que se formou em Marília e nunca perdeu suas raízes, em que seus pais, Romeu e Clarice, até hoje estão em nossa cidade.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero publicamente agradecer as colocações registradas no livro, de forma muito carinhosa, quanto a presença e influência que meu Pai, Marcelino Medeiros, teve na vida de Osmar Santos. Mais uma vez me surpreendi com o respeito, carinho e forma especial com que Osmar Santos colocou, através do jornalista Paulo Mattiussi, o sentimento que ele tinha pelo meu Pai. Eu e minha família estamos gratos por isso, pois minha mãe Marlene sempre nos passou uma imagem de exemplo de pessoa que é Osmar Santos, e eu e meus irmãos crescemos idolatrando esta pessoa que transformou o rádio brasileiro e que influenciou os destinos do nosso País. Se tínhamos uma idolatria por Osmar, agora temos a confirmação de que Osmar Santos é uma pessoa especial. Minha mãe Marlene sempre nos disse isso, e sempre acreditou nisto.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sugiro que todas as pessoas que gostam de Osmar Santos, que gostam da história do rádio mariliense, que querem saber os motivos do sucesso e estrelato desta personalidade nacional, que leiam o livro e se emocionem com a transformação da vida deste homem que teve que recomeçar uma vida no auge da carreira. Quem necessita de inspiração para buscar os ideais de vida, não pode deixar de ler a história de Osmar Santos, que por ironia da vida, sofreu este acidente fatídico, no mesmo dia em que meu pai, Marcelino Medeiros, veio a falecer. Ou até mesmo a coincidência, que verifiquei no livro, de que a estréia de Osmar Santos no rádio paulista, foi no dia de meu aniversário. Até mesmo o fato de que a pessoa que salvou a vida de Osmar, no trevo da cidade de Getulina, chama-se Márcio. Todos esses detalhes irrelevantes para alguns, certamente mexeram comigo, pois sempre admirei Osmar Santos à distância.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha família sempre procurou falar de Osmar Santos de forma tímida, reconhecendo nele todo esse potencial que meu Pai sempre viu e que o Brasil veio a conhecer posteriormente. No entanto, após o livro editado, me senti orgulhoso em ver o reconhecimento da confiança que meu pai teve no potencial de Osmar Santos, e na influencia direta que isso teve no ingresso de Osmar Santos no rádio brasileiro que aconteceria de qualquer maneira mais cedo ou mais tarde, e que meu pai foi o avalista de sua contratação pela Rádio Jovem Pan, depois de duas tentativas frustradas de Osmar Santos entrar para o rádio paulistano sozinho.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigado Osmar Santos, pelo exemplo de vida que demonstra diariamente. Só lamento de que o título do livro seja o Milagre da Vida, pois reconheço que não se trata de um milagre o que Osmar Santos nos mostra, pois milagres são coisas que acontecem através de santos, apesar dele ser Osmar - Santos. Osmar Santos é uma realidade, está vivo, e Deus mais uma vez está mostrando, através de Osmar Santos, que tudo é possível quando acreditamos que vamos conseguir. Eu trocaria o “milagre”, por “motivo”, já que a estória de Osmar Santos é um motivo de vida, e não um milagre. De qualquer forma, o conteúdo do livro é o que mais interessa para as pessoas que amam este homem que até hoje nos recebe rindo.

Márcio Cavalca Medeirosé radialista e jornalista&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1009974275341898387-3561250798298313077?l=marcio-medeiros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/feeds/3561250798298313077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/01/osmar-santos-emociona-e-ensina-viver.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/3561250798298313077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1009974275341898387/posts/default/3561250798298313077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcio-medeiros.blogspot.com/2009/01/osmar-santos-emociona-e-ensina-viver.html' title='Osmar Santos emociona e ensina a viver'/><author><name>Márcio C Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12066658711715199309</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CPFyDC037os/SUGTTtP8qSI/AAAAAAAAAMU/47OJilkHBi0/S220/M%C3%A1rcio+07.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
