terça-feira, 30 de junho de 2009

O que aprendi com Michael Jackson

Tenho certeza que as pessoas da geração dos anos 60, como eu, ouviram milhares de vezes as músicas que serão eternizadas de Michael Jackson. Da mesma forma que o mundo se assustou e se encontra assustado com a morte deste ícone da música internacional, ainda estou estarrecido pelo que tenho visto e ouvido. Quando fui operador de áudio de uma emissora de rádio em Marília foram muitas as vezes que eu colocava as músicas de Michael Jackson para atender pedidos, bem como para curtir. Nos programas que eu apresentava o cantor liderava as preferências. Não tem como esquecê-lo. Mas não foi por isso que Michael Jackson marcou minha vida. Com a morte dele são inúmeros os programas de TV que mostram com riqueza de detalhes a vida do artista. São várias as reportagens especiais mostrando como ele foi e como morreu. É neste momento que a gente observa como uma pessoa do nível de Michael Jackson era infeliz. Nos últimos dias passamos a ver a transformação que ele promoveu no próprio corpo e na vida, e os altos e baixos numa carreira artística invejável. Passei a refletir nos últimos dias como uma pessoa pode chegar na condição que ele chegou tendo tudo e não tendo nada. A dança, os arranjos musicais, o cabelo, a maquiagem, a forma de falar, e principalmente as roupas que usava nos shows e fora deles. Michael Jackson chamava a atenção no visual num primeiro momento, depois pela música que compunha e produzia, e naturalmente pelos escândalos que protagonizou. Tudo na vida dele chamava a atenção. Será que uma pessoa consegue sobreviver a tudo isso? Porque as pessoas procuram chamar a atenção de qualquer forma? De que forma você, caro leitor, chama atenção dos outros? Devo dizer, que o desejo de chamar a atenção, parece-me natural em qualquer pessoa, pois sempre queremos a atenção e fazer com que as pessoas percebam a nossa existência. Na verdade tenho uma tristeza muito grande quando vejo e ouço sobre a vida de Michael Jackson. O exemplo que ele deixa, no meu ponto de vista, é de que devemos tomar muito cuidado com a exposição. Procuremos fazer tudo bem feito, mas sem exagero. O que adiantou o sacrifício que ele teve ao longo da vida, brigando com irmãos, pai, e tendo uma vida isolada? O que ele queria ao se transformar numa pessoa nada original? Fico imaginando o que ele sofreu para chegar onde chegou, e não ter valido a pena. Sempre que vejo uma pessoa com um penteado estranho, uma tatuagem diferente, um piercing visível, uma argola na orelha ou no nariz, ao conversar com esta pessoa, ela em determinado momento diz que é tímida. Como assim? Tímida? Volto a questão da exposição exagerada. Ouvi Michael Jackson dizer que era tímido. É estranho imaginar uma pessoa como ele se achar tímida. Talvez tenhamos que tomar um cuidado especial com pessoas deste gênero, pois mostram e falam o que não são, e daí todo o discurso de Michael Jackson, a meu ver, cai em descrédito e não consigo acreditar na inocência dele em todos os escândalos e passo a duvidar, até mesmo, do que ele fala sobre a vida que teve. De qualquer forma Michael Jackson foi um exemplo para mim, de como não devo agir. Gosto da obra musical que ele proporciona para a humanidade, mas não concordo com as escolhas que ele fez. Admiro a obra, mas não o autor. E neste instante passo a verificar que todas as pessoas que atingem o status que Michael Jackson atingiu, são pessoas estranhas, de famílias dilaceradas, de comportamentos duvidosos, e de exemplo de pessoas que conseguiram a riqueza e a pobreza nos mesmos níveis. Será que esta é a sina dos “fora de séries”? Pode ser que sim, pois, toda a genialidade que uma pessoa é capaz de agüentar, ainda é muito para saber equilibrar-se. Talvez seja uma escolha: ser gênio ou ser medíocre (sem relevo; comum, ordinário, vulgar, mediano, meão)? Mas a conclusão melhor que cheguei, foi de ver que faltou a ele boas companhias. Tenho certeza que se ele tivesse boas pessoas ao lado, ele seria uma pessoa melhor. Se ele tivesse pessoas do bem, dando bons conselhos, ele erraria menos. Se ele tivesse sido amado pelo que é e não pelo que tinha e representava, com certeza, a vida dele seria melhor. Assim sendo, ele confirma para mim, que as companhias são tudo na vida de gênios e medíocres. Vovó já tinha razão: diga-me com quem tu andas, que lhe direi quem és... Michael Jackson me convence na obra, mas não no que fez, falou e tentou passar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Onde está o quarto poder?

Muita gente tem me perguntado sobre o lamentável comportamento da Suprema Corte em não reforçar a necessidade do diploma de jornalismo para desempenhar as funções de jornalista profissional. Mal tinha refletido sobre a revogação da Lei de Imprensa, e agora vem essa situação desconfortável para vivenciar. A decepção é natural diante daqueles que amam a profissão de jornalista. Sinto-me frustrado, mas em nenhum momento tenho observado a manifestação dos veículos de comunicação sobre o assunto. Tenho visto reclamações, desabafos, lamentações e somente a mobilização dos profissionais, que naturalmente, são os diretamente atingidos de forma prática, juntamente com os acadêmicos. Mas e os veículos de comunicação que são atingidos de forma moral? Não vão defender o fortalecimento do profissional básico para o bom jornalismo? Ao ser questionado por minha família sobre a situação, afinal tenho uma sobrinha que está cursando a Faculdade Cásper Líbero, na disciplina de Jornalismo, em São Paulo, percebi a revolta de minha irmã e cunhado, e a decepção de minha mãe que sempre esteve envolvida com jornalistas, pois meu pai e meu irmão também estão inseridos nesta atividade que praticamente é a base original da família Cavalca Medeiros. Pois bem, procurei mostrar a eles que o tempo é que mostrará se esta medida foi positiva ou não, apesar de verificar que até o momento não encontrei uma só pessoa que fosse favorável a este comportamento terrorista do Supremo Tribunal Federal. Não estou desesperado. Sinto que seja um momento de transição com tantas mídias aparecendo de forma muita rápida. Só para se ter uma idéia, a cidade de Marília passou a contar com cinco jornais diários em menos de três meses e com quatro canais de emissoras de TV de sinal fechado. Sem contar os inúmeros portais na Internet. Ou seja: mercado jornalístico em plena ebulição. Não entro no mérito se é muito ou pouco, se é bom ou ruim, ou coisas do gênero. Penso que quanto mais meios de comunicação tivermos, melhor a condição de análise da situação a população terá. O foco deve estar no público e não nos meios de comunicação. O que me surpreende é que Emissoras de Televisão e Empresas Jornalísticas não tomaram partido desta situação. Não tenho dúvidas que se o chamado Quarto Poder se posicionasse favorável a exigência do diploma, o STF dificilmente tomaria esta posição, e sem medo de errar: Senadores e Deputados já teriam gritado em favor da moralização jornalística. Mas a quem interessa isso? Aos veículos poderosos que passam a buscar mais maquiagem nos telejornais, rostos bonitinhos nos programas, vaquinhas de presépios nas redações e qualquer outro tipo de pessoas que se submeta a fazer o que patrão quer, para aparecer na mídia? Aos políticos que terão cabeças-de-bagres nas coberturas do Senado, das Câmaras, dos Tribunais e por ai em diante? Menos investigações, menos questionamentos, menos denúncias, menos inteligência com o trato da notícia. Tenho a certeza de que esta situação vai virar. O ano que vem (2010) é ano político. Será a primeira vez neste País que vamos ter uma eleição sem a Lei de Imprensa e sem profissionais gabaritados. Será uma meleca, e os tribunais vão trabalhar muito e muitos políticos serão orientados por oportunistas. Eles não perdem por esperar, e verão que o profissional de comunicação é fundamental em todo o processo de educação, orientação, instrução e informação em geral para qualquer pessoa ou empresa que queira se posicionar de forma positiva junto a sociedade. Colegas jornalistas não se desesperem. Tenho certeza que este momento é necessário para que sejamos mais valorizados, pois como diz o pensamento: depois que perdemos algo, que não parecia importante, é que passamos a dar valor. Será preciso aguardar a gritaria, as brigas, os problemas e tudo mais, para a sociedade perceber que informação desorganizada é um excelente instrumento para bandidos, pessoas nefastas e empresas sem escrúpulos. Os veículos de comunicação terão textos, fotos, filmes, reportagens sempre em tom duvidoso, sem contar que aparecerão mais jornais, mais rádios, mais emissoras de TV e tudo mais. Será ruim não selecionar as equipes de trabalho, e por conseqüência ter um trabalho duvidoso. Novamente os jornalistas mostrarão o caminho para a adequação, pois, em nenhum momento questionou-se a liberdade de expressão, e sim a forma, o exagero e os desmandos destas expressões. Liberdade há de existir, mas com responsabilidade que somente um especialista pode oferecer, do contrário será a autêntica libertinagem. Se existe o Quarto Poder, que ele se manifeste agora para não ser cúmplice e perder o respeito dos profissionais que o mantém.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Poder da Fixação

Sempre acreditei que a nossa mente é capaz de coisas espantosas. Sei que conhecemos bem pouco sobre o potencial deste órgão que considero fantástico pela capacidade de fazer só o que nos faz bem. Mas admito que muitas vezes sou surpreendido com situações que muitas vezes ficam sem explicações naturais, coerentes e que somente partindo do princípio que a nossa mente ainda é pouco explorada, é que aceitamos fatos estranhos. Já tinha percebido que todas as vezes que estou querendo algo, procurando alguma coisa que pretendo adquirir, tudo em minha volta passa a destacar este produto. Por exemplo: quando a gente quer comprar um carro e temos a preferência de um modelo ou marca, mas ainda estamos naquele processo de finalização do negócio, é impressionante como todos os carros da cidade se transformam naquele modelo pretendido. O que normalmente não se via com regularidade, passa a chamar a atenção pela quantidade. É assim com carro, casa, roupa, acessório ou qualquer produto que desejamos muito. Quando a gente imagina ter algo, mas que por alguma razão ainda não temos, a impressão que eu tenho é que essa imagem fica fixada em nossa mente fazendo com que a nossa atenção seja voltada para essa imagem. Ou até mesmo que conduza para que a gente observe essa imagem em locais que normalmente a gente na repara. Realmente é algo assustador. Sou uma pessoa realista e tenho muita dificuldade em relacionar-me com o imaginário ou com coisas impossíveis ou inexistentes, fora dos padrões normais e possíveis. Assim sendo, sempre quando estou neste estado de fixação, meu comportamento é alterado e passo a ficar vigilante no que eu vejo e faço. Já fiz esta experiência ao trocar de carro, ao desejar um equipamento ou até mesmo quando estou prospectando um novo cliente. Será que é a tal da conspiração universal? Aquele livro, “O Segredo”, bastante propagado explica um pouco sobre isso, mas mostra um conceito que vai mais para o imaginário. Dia desses ouvi um barulho em uma das rodas do meu carro. A ponto de eu parar várias vezes com receito de que fosse algo sério. Levei ao mecânico e para minha frustração, o especialista não ouviu nada. Fiquei super sem graça. Continuei ouvindo o barulho, e sempre tentava não ouvir, mas não tinha como. Retornei ao mecânico e afirmei que o barulho existia e que incomodava. Para a minha alegria, o especialista era paciente, calmo e muito tranqüilo. Ele falou o que eu queria ouvir, ou seja, que o barulho existia e que o problema poderia ser isso ou aquilo e que ele precisava verificar melhor. Resolveu meu problema. Sai da oficina super seguro, agendado dia, hora e o tempo em que o carro ficaria no conserto. Estou assustado. Depois deste dia não consigo mais ouvir o barulho. Cheguei a ficar debaixo do carro procurando, procurando e procurando alguma coisa. Nada foi feito, ninguém mexeu e simplesmente o barulho sumiu. Acredito que eu tenha desligado a fixação que eu estava com aquilo e agora estou com dúvidas se realmente o barulho existia. Digo isso, porque muitas vezes quando fixamos algo ou em alguma coisa, a impressão que tenho é que a vida nos mostra alternativas sempre viáveis e que o desespero nunca é a melhor saída. Que todo problema tem a solução certa no momento ideal. Nada será feito fora do próprio tempo e assim sendo, chego a conclusão que é preciso ter tranqüilidade, serenidade e estar de bem com a vida, para enxergar solução em tudo que está pendente. Muita gente acha estranha a minha forma tranqüila de ser, mas nunca fiquei desesperado a procura de uma solução para um problema e assim sendo, utilizo o meu Poder de Fixação a procura de uma saída. Como diz a música: Deus pode fechar a porta, mas deixa a janela aberta. Ou seja, sempre existirá uma alternativa em que a gente encontrará se tivermos condição de enxergar. Em clima hostil a saída mais viável nunca será vista. Por isso, acalme-se. Respire fundo, sorria e acredite: a solução aparecerá. Basta utilizar o seu Poder de Fixação. Faça o teste.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Quem ensina a ser rico

Sempre questionei esta questão. Dá para ensinar as pessoas a serem ricas? Dias desses ao assistir mais um capítulo do seriado Sex and City, este assunto foi o tema central daquele episódio. Assisti atentamente para observar qual seria o pensamento do escritor e o comportamento das personagens. Continuei na mesma, mas gostei do que vi, pois, mais uma vez conclui que esta questão é muito difícil de ser esclarecida, porque existem várias nuances e formas de interpretar o que é ser rico e como ensinar comportamentos. Todas as vezes que me encontro apertado com as finanças imagino onde eu poderia aprender a ganhar muito dinheiro. Eu disse: muito dinheiro. Estudei para ser jornalista e fui radialista por muitos anos. Não fiz curso de administração, tão pouco de gestão. Hoje minha empresa é administrada por uma administradora e eu desenvolvo apenas o trabalho que, imagino, ter desenvolvido o dom profissional, que é o de jornalista. Em toda a minha carreira nunca fui capaz de ganhar dinheiro, e já fiz várias tentativas. Uma vez perguntei a um amigo como eu poderia aumentar meus rendimentos. A resposta que tive foi o de investir na Bolsa de Valores. Com pouco dinheiro e em pouco tempo, meus dividendos seriam maiores. Comecei a querer entender o funcionamento disso, e percebi que eu teria que dedicar muito tempo, estudar muito mais e estar plugado nos altos e baixos do mercado financeiro e arriscar. Cheguei a conclusão que para isso eu teria que ter um capital razoável (o que eu não tenho) e esperar muito para os lucros verdadeiros, além de ter uma dedicação incomum. Não conseguiria. Perguntei para um amigo meu muito rico, como é ser rico e tive uma resposta de amigo, mesmo. Disse ele: “Não sei como é. Já nasci rico”. Muito objetivo este meu colega, que me deixou mais ainda perplexo, e sem saber como fazer para ser rico.Resolvi perguntar a um outro amigo, já de idade avançada que nasceu pobre e se tornou rico. A resposta não poderia ser diferente: trabalhar muito, ser honesto e sempre ajudar as pessoas. Gostei do conselho, mas isso eu já faço. Sou um fanático por trabalho, imagino que eu seja honesto e sempre dediquei ajudar aos outros. Não consegui ser rico desta maneira, ainda. O que me deixa intrigado é que eu quero ter dinheiro de sobra. Não precisa ser muito não. O dinheiro que eu tenho é contado, e muitas vezes dependo de mês a mês e o que é pior, nunca sobra. Na profissão que exerço é difícil encontrar milionários, desde que não se envolvam pelo lado político, ou ser laranja de algum corrupto ou ainda fazer parte de comportamentos duvidosos. Quero deixar claro que estou falando de muito dinheiro, pois tenho colegas jornalistas que vivem bem (não sei se com sobras) e trabalham honestamente. Comecei a observar pessoas ricas daquelas que são consideradas pobres, dentro dos padrões sociais atualmente. Pude perceber que os ricos vivem com muitas dificuldades: muitas vezes família desunida, problemas de relacionamento, isolamento por questões de segurança, falta de desejos e tantas outras coisas. Vi famílias pobre que fazem churrasco todo final de semana, família numerosa e sempre perto um dos outros, e muita gente envolta. Parece-me que os pobres são mais unidos que os ricos. Dificilmente vejo muitos ricos juntos, mas sempre vejo muitos pobres unidos. Claro que isso não é regra. Sei de famílias ricas maravilhosas e de família pobres super problemáticas. Estou generalizando as situações. Ensinar a ser rico é uma situação difícil. Aprender então, nem se fale. Fui percebendo que minha dúvida não é quanto ao ato de aprender ou de alguém ensinar, é dimensionar o que é riqueza. Ter saúde, família estável e saudável, ser rodeado de amigos, ter oportunidade de comer, beber e fazer o que quiser, não ser escravo do relógio e coisas do gênero. Penso que isso seja riqueza. Comecei a olhar em minha volta e ver que tenho tudo isso, e mais um pouco. Amo minha esposa Liza, e sou muito bem amado por ela; minha família é divertida e não temos nenhum problema de ordem social e sou super, hiper, mega, blaster apaixonado pela minha profissão. Meu filho, Murilo, só me dá alegrias, e consigo ajudar a comunidade carente com o meu trabalho e sempre tenho amigos em minha volta. Rico então é saber ter prazer naquilo que é capaz de ter? Então posso me considerar bilionário. Maravilhoso isso. Mas falta o dinheiro. Tenho certeza que eu seria uma pessoa melhor, se além de ter tudo isso eu tivesse dinheiro sobrando mensalmente, para ter a tranqüilidade de uma sobrevida. Acredito que igual a mim exista muitas pessoas assim, ou a maioria, mas pensemos juntos: o que nos falta, além do dinheiro? Quanto de dinheiro? Existem R$ 6 milhões que alguém ganhou na loteria e ainda não foi buscar. Tem aquele norte-americano que ganhou sozinho somente: US$ 400 milhões. Será que eu deveria arriscar mais, em jogos deste tipo? Talvez seja a saída. Vou tentar e futuramente transmitirei a experiência. Espero que com muito dinheiro em minha conta corrente, senão, as coisas continuarão a ser como são. Quero ser rico, com dinheiro..

segunda-feira, 1 de junho de 2009

É Copa do Brasil ou no Brasil?

Acompanhei com muita atenção os comentários dos meus colegas cronistas esportivos depois do anúncio das 12 cidades brasileiras que participarão da Copa do Mundo. Durante 18 anos vivi neste meio e tenho uma opinião bem particular sobre essa idéia de ser sede de uma Copa do Mundo. Quero iniciar dizendo que sou favorável, porém, não consigo imaginar um País cinco vezes campeão do mundo não ser capaz de sediar um evento deste em que somos os campeões com maior freqüência. A última vez que o nosso continente sediou um evento desta importância foi em 1978, e pelo que sei foi uma Copa do Mundo fraquíssima em todos os sentidos e com outros propósitos. De lá para cá muita coisa mudou, inclusive o nível do futebol mundial. Considerei a escolha da FIFA interessante e procurei ver em vários aspectos: o político, o econômico, o turístico, o de marketing, e principalmente o da técnica futebolística. Cidades como: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, eram esperadas por mim nas escolhas. Diria que essas cidades teriam até condições de serem duas vezes sedes de chaves na Copa do Mundo, ou seja, poderiam ser oito sedes com toda a infraestrutura exigida. Seriam canalizados investimentos públicos e privados com maior efeito social do que cidades como: Manaus, Brasília, Cuiabá, Natal e Fortaleza, que além de não terem condições físicas e sociais de serem sede de Copa do Mundo, dificilmente aproveitarão da forma como devem, os efeitos do investimento necessário na Copa após o evento. As cidades de Salvador, Recife e Curitiba estão em ascensão futebolísticas e, além disso, são centros urbanos intermediários para sediarem eventos deste porte e aproveitarão os investimentos em todos os sentidos. Das 12 cidades escolhidas tive a oportunidade de conhecer os estádios de todas elas quando estive trabalhando pela Rádio Record ou pela Rádio Bandeirantes como cronista esportivo, e posso dizer sem medo de errar que são poucas as que estão 70% em condições de serem sede de uma Copa do Mundo. Entendo perfeitamente que cidades como: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza tiveram tendências turísticas para serem escolhidas: Floresta Amazônica, Pantanal e praias, são os principais símbolos do marketing turístico explorado pelo País no exterior. Penso que isso deva ser usado sim para um evento em que são esperados 14 bilhões de expectadores que acompanharão a Copa do Mundo em todo o planeta. A escolha de Brasília a meu ver é por questão política-partidária mesmo. Até entendo a necessidade, mas vejo que o Estádio do Serra Dourada, em Goiânia, Goiás, está entre os melhores do Mundo, não devendo nada para Morumbi ou Maracanã, ou até mesmo Arena da Baixada (Curitiba). Esta perda será sentida, por jogo político, desnecessário no ponto de vista futebolístico, uma vez que é dito que no futebol não exista credo, raça e bandeira partidária. Concordo com Salvador, Recife e principalmente Curitiba, pois estão com times e torcidas fortes em todos os campeonatos existentes é mais do que merecidos, porém, com estádios vergonhosos, que deixam de ser critérios importantes, pois novos serão construídos. No entanto, serão bem utilizados no futuro, diferente de: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza. A Copa do Mundo no Brasil é uma necessidade de ambos os lados. Nosso País precisa mostrar a mesma competência nas quatro linhas, na área empresarial e organizacional. Dizem que o Campeonato Brasileiro é o melhor do mundo, vamos ter a chance de mostrar. Dizem que somos cinco vezes campeões do mundo por competência no futebol em geral, teremos condições de mostrar isso. A qualidade do perfil do jogador de futebol se mistura com a do brasileiro, e vamos ter condições de mostrar isso, também. Assim sendo, vejo como inevitável sediar uma Copa do Mundo. Pior: ainda com o compromisso de ser campeão, em casa. Ou alguém duvida desta cobrança? O que me deixa mais entusiasmado com tudo isso é que vamos dar um salto em todos os sentidos na cartolagem. A questão do ingresso, da acomodação da imprensa, torcida, convidados e times de futebol nos estádios. A necessidade da manutenção destas obras faraônicas e mais: parar de falar que brasileiro sabe jogar futebol porque joga as “peladas” em campinhos de péssima qualidade. De 2014 em diante, muitos paradigmas serão quebrados e uma nova versão de futebol entrará para a história. Deixaremos de ser amadores em todos os sentidos, para sermos profissionais da bola. O Brasil passará a figurar no primeiro nível do futebol mundial, tendo que mostrar competência nesta Copa: na organização, na profissionalização, na qualidade das praças esportivas e no nível do atleta. E ser campeão novamente. Tenho esperança que esses bilhões de reais que serão investidos não se desviem do foco principal: transformar esta grande nação de chuteiras, em sapatos de cromo. Pela primeira vez, desde 1950, teremos a oportunidade de mostrar ao Mundo que saímos da promessa e somos uma realidade. É a oportunidade que temos de dizer que faremos parte do primeiro mundo, e não mais um País em Desenvolvimento. Que o mundo enxergue o Brasil, mesmo com todos os nossos defeitos. Mas que pelo menos sejamos vistos e que mude a visão que o Mundo tem do Brasil e dos brasileiros. Quando haverá outra oportunidade como esta? Que os brasileiros saibam aproveitar a chances.

É Copa do Brasil ou no Brasil?

Acompanhei com muita atenção os comentários dos meus colegas cronistas esportivos depois do anúncio das 12 cidades brasileiras que participarão da Copa do Mundo. Durante 18 anos vivi neste meio e tenho uma opinião bem particular sobre essa idéia de ser sede de uma Copa do Mundo. Quero iniciar dizendo que sou favorável, porém, não consigo imaginar um País cinco vezes campeão do mundo não ser capaz de sediar um evento deste em que somos os campeões com maior freqüência. A última vez que o nosso continente sediou um evento desta importância foi em 1978, e pelo que sei foi uma Copa do Mundo fraquíssima em todos os sentidos e com outros propósitos. De lá para cá muita coisa mudou, inclusive o nível do futebol mundial. Considerei a escolha da FIFA interessante e procurei ver em vários aspectos: o político, o econômico, o turístico, o de marketing, e principalmente o da técnica futebolística. Cidades como: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, eram esperadas por mim nas escolhas. Diria que essas cidades teriam até condições de serem duas vezes sedes de chaves na Copa do Mundo, ou seja, poderiam ser oito sedes com toda a infraestrutura exigida. Seriam canalizados investimentos públicos e privados com maior efeito social do que cidades como: Manaus, Brasília, Cuiabá, Natal e Fortaleza, que além de não terem condições físicas e sociais de serem sede de Copa do Mundo, dificilmente aproveitarão da forma como devem, os efeitos do investimento necessário na Copa após o evento. As cidades de Salvador, Recife e Curitiba estão em ascensão futebolísticas e, além disso, são centros urbanos intermediários para sediarem eventos deste porte e aproveitarão os investimentos em todos os sentidos. Das 12 cidades escolhidas tive a oportunidade de conhecer os estádios de todas elas quando estive trabalhando pela Rádio Record ou pela Rádio Bandeirantes como cronista esportivo, e posso dizer sem medo de errar que são poucas as que estão 70% em condições de serem sede de uma Copa do Mundo. Entendo perfeitamente que cidades como: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza tiveram tendências turísticas para serem escolhidas: Floresta Amazônica, Pantanal e praias, são os principais símbolos do marketing turístico explorado pelo País no exterior. Penso que isso deva ser usado sim para um evento em que são esperados 14 bilhões de expectadores que acompanharão a Copa do Mundo em todo o planeta. A escolha de Brasília a meu ver é por questão política-partidária mesmo. Até entendo a necessidade, mas vejo que o Estádio do Serra Dourada, em Goiânia, Goiás, está entre os melhores do Mundo, não devendo nada para Morumbi ou Maracanã, ou até mesmo Arena da Baixada (Curitiba). Esta perda será sentida, por jogo político, desnecessário no ponto de vista futebolístico, uma vez que é dito que no futebol não exista credo, raça e bandeira partidária. Concordo com Salvador, Recife e principalmente Curitiba, pois estão com times e torcidas fortes em todos os campeonatos existentes é mais do que merecidos, porém, com estádios vergonhosos, que deixam de ser critérios importantes, pois novos serão construídos. No entanto, serão bem utilizados no futuro, diferente de: Manaus, Natal, Cuiabá e Fortaleza. A Copa do Mundo no Brasil é uma necessidade de ambos os lados. Nosso País precisa mostrar a mesma competência nas quatro linhas, na área empresarial e organizacional. Dizem que o Campeonato Brasileiro é o melhor do mundo, vamos ter a chance de mostrar. Dizem que somos cinco vezes campeões do mundo por competência no futebol em geral, teremos condições de mostrar isso. A qualidade do perfil do jogador de futebol se mistura com a do brasileiro, e vamos ter condições de mostrar isso, também. Assim sendo, vejo como inevitável sediar uma Copa do Mundo. Pior: ainda com o compromisso de ser campeão, em casa. Ou alguém duvida desta cobrança? O que me deixa mais entusiasmado com tudo isso é que vamos dar um salto em todos os sentidos na cartolagem. A questão do ingresso, da acomodação da imprensa, torcida, convidados e times de futebol nos estádios. A necessidade da manutenção destas obras faraônicas e mais: parar de falar que brasileiro sabe jogar futebol porque joga as “peladas” em campinhos de péssima qualidade. De 2014 em diante, muitos paradigmas serão quebrados e uma nova versão de futebol entrará para a história. Deixaremos de ser amadores em todos os sentidos, para sermos profissionais da bola. O Brasil passará a figurar no primeiro nível do futebol mundial, tendo que mostrar competência nesta Copa: na organização, na profissionalização, na qualidade das praças esportivas e no nível do atleta. E ser campeão novamente. Tenho esperança que esses bilhões de reais que serão investidos não se desviem do foco principal: transformar esta grande nação de chuteiras, em sapatos de cromo. Pela primeira vez, desde 1950, teremos a oportunidade de mostrar ao Mundo que saímos da promessa e somos uma realidade. É a oportunidade que temos de dizer que faremos parte do primeiro mundo, e não mais um País em Desenvolvimento. Que o mundo enxergue o Brasil, mesmo com todos os nossos defeitos. Mas que pelo menos sejamos vistos e que mude a visão que o Mundo tem do Brasil e dos brasileiros. Quando haverá outra oportunidade como esta? Que os brasileiros saibam aproveitar a chances.